Nestlé aposta em VR e IA para acelerar inovação em health

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Nestlé aposta em VR e IA para acelerar inovação em health

Divisão de saúde da empresa define as startups do programa Beyond Food e reforça o investimento no segmento

Luiz Gustavo Pacete
16 de janeiro de 2020 - 6h00

 

Dinâmica de apresentação das startups do programa Beyond Food (Crédito: Divulgação)

Um projeto de realidade virtual que estimule pacientes a seguirem dietas prescritas durante a internação. Essa é uma, dentre as centenas de possibilidades de aplicação de tecnologia no segmento de health. A experiência, colocada em prática pela Nestlé Health Science, braço de saúde e ciência nutricional da Nestlé, afasta o estereótipo do segmento sempre associado a restrições e questões técnicas. Inovação, inclusive, vem ganhando importância para a empresa no Brasil que investiu R$ 20 milhões no ano passado.

Recentemente, a empresa anunciou o resultado do programa Beyond Food que escolheu, dentre mais de 130 projetos inscritos, duas startups, a Meplis, do Rio de Janeiro, e Insight Technologies, de São Paulo, que vão dividir um aporte de até R$ 1 milhão para desenvolvimento dos projetos que responderam a desafios de e-Health propostos pela Nestlé Health Science. As soluções atendem à jornada do paciente, bem como no suporte ao profissional de saúde, por meio de ferramentas que auxiliam na tomada de decisão e respondam às demandas de terapia nutricional desses pacientes.

Victor Vendramini

“A aproximação com startups é uma forma de encontrar soluções inovadoras e ágeis na saúde sem que a divisão de Health Science precise ter determinada expertise, o que contribui para bons resultados no médio e no longo prazo”, explica Victor Vendramini, head de e-Business de Nestlé Health Science..

Meio & Mensagem – Pode pontuar quais as principais tendências no segmento de healthcare e por qual motivo ele é importante para a Nestlé?
Victor Vendramini –Temos pelo menos dez grupos de novidades previstas para 2020, em iniciativas que englobam o desenvolvimento de produtos e serviços voltados para e-commerce e inovações digitais: como a realidade aumentada em embalagens; gôndola digital do marketplace “Nutrição até Você” onde é possível comprar por meio de QR Codes; projeto de realidade virtual em protocolos de hospitalização para diminuir casos de desnutrição em pacientes; assistente virtual que faz traduções com a linguagem de sinais em tempo real nos sites de Nestlé Health Science; e o próprio programa Beyond Food, com foco na aceleração de negócios em eHealth e que agora, em 2020, já inicia dois projetos piloto para impulsionar o segmento de saúde com tecnologia.

“No caso do segmento ‘tradicional’, a Nestlé está em meio a uma jornada de renovações e inovações de portfólio para atender a novos perfis (por exemplo vegetarianos ou dietas com restrição de açúcar) e oferecer soluções que levem saúde, nutrição e bem-estar ao consumidor.”

De que forma o programa Beyond Food consegue trazer inovação e novos aprendizados para a Nestlé nessa divisão?
A aproximação com startups é uma forma de encontrar soluções inovadoras e ágeis na saúde sem que a divisão de Health Science precise ter determinada expertise, o que contribui para bons resultados no médio e longo prazo. Vale mencionar um dado do Google, que aponta uma tendência de mercado que 70% do investimento atual das empresas, representará apenas 10% do retorno em longo prazo. Por outro lado, 10% do investimento atual que é focado em inovação e transformação do negócio, trará 70% do retorno em longo prazo. Diante dessa forte tendência de Inovação Aberta, o Brasil é o primeiro país em que a Nestlé lança um programa de aceleração de negócios desse porte, em razão do potencial que a companhia enxerga na região, especialmente liderado pelo Brasil, que tem sido protagonista de muitas inovações disruptivas na América Latina. Os aprendizados coletados em projetos pilotos como o Nestlé Beyond Food, podem ser rapidamente mensurados e escaláveis para outros mercados.

Existe muita diferença em inovar no segmento de consumo tradicional da Nestlé e no de healthcare, quais as premissas e diferenças em ambos?
Nos dois casos, entendo que temos a premissa comum de que as pessoas estão cada vez mais interessadas em uma alimentação consciente e as inovações em produtos ou serviços estão alinhadas a essa necessidade. Por essa razão, todo novo produto na Nestlé nasce de uma necessidade clara de consumo e um entendimento profundo dos fatores de escolha e perfil do consumidor. A diferença, a meu ver, está no contexto e nas demandas. No caso do segmento “tradicional”, a Nestlé está em meio a uma jornada de renovações e inovações de portfólio para atender a novos perfis (por exemplo vegetarianos ou dietas com restrição de açúcar) e oferecer soluções que levem saúde, nutrição e bem-estar ao consumidor. Isso significa alimentos ainda mais nutritivos, com a simplificação de listas de ingredientes e a adição de nutrientes deficitários em grupos populacionais específicos.

“Já em Health Science, atuamos em duas frentes: Consumer Care, com produtos que ajudam por exemplo a complementar e melhorar a condição nutricional e em Medical Nutrition, com produtos elaborados para o uso de forma exclusiva ou complementar na alimentação”

E no caso do segmento de healthcare?
A premissa não é diferente, o esforço é desenvolver soluções em produtos para perfis específicos, com forte respaldo da ciência nutricional e seus centros de pesquisa globais. Se observarmos que a população global está envelhecendo e com aumento da expectativa de vida, o segmento de nutrição clínica, que até bem pouco tempo atrás era focado nos pacientes hospitalizados, cresce em relevância porque avança do campo de tratamento para o campo da prevenção. A partir daí existem foco em segmentos específicos como a desnutrição, doenças crônicas, oncologia, saúde intestinal, melhores condições de saúde na fase após os 50 anos e até mesmo a inovadora nutrição celular. Nesse sentido, nossa divisão atua em duas frentes: Consumer Care, com produtos que ajudam por exemplo a complementar e melhorar a condição nutricional das pessoas ou na manutenção da saúde no processo de envelhecimento saudável e ativo; e em Medical Nutrition, com produtos elaborados para o uso de forma exclusiva ou complementar na alimentação de pacientes que apresentam um quadro nutricional agravado ou diagnosticados com doenças específicas, como câncer ou as doenças inflamatórias intestinais, por exemplo, e que precisam de recomendação por profissionais de saúde para o uso em hospitais, casas de repouso ou home care.

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