Consumidores esperam que marcas sejam úteis na pandemia

Buscar

Marketing

Publicidade

Consumidores esperam que marcas sejam úteis na pandemia

Para 75% dos entrevistados as empresas não devem explorar a crise de saúde para se promover, mas apenas 8% acham que marcas devem parar de anunciar


26 de março de 2020 - 11h06

McDonald’s muda logo e investe em delivery durante isolamento social (Crédito: divulgação)

*Por Lindsay Rittenhouse, do AdAge

Em um estudo que avaliou o sentimento global do consumidor em relação à pandemia do novo coronavírus, a Kantar descobriu que 77% dos entrevistados esperam que as marcas sejam úteis no que se tornou “a nova vida cotidiana”. Apenas 8% acreditam que devem parar de anunciar.

Como muitas marcas consideram “tomar medidas drásticas para economizar custos”, o relatório da Kantar revelou que uma ausência de seis meses na TV resultará em uma redução de 39% na percepção total de comunicação da marca, “potencialmente atrasando a recuperação no mundo pós-pandemia”.

Ainda assim, a Kantar apontou algumas “armadilhas claras a serem evitadas na publicidade durante a pandemia”, incluindo a exploração da crise para promover uma marca — algo que 75% dos entrevistados não aprovam. Além disso, 40% dos entrevistados disseram que as marcas devem “evitar tons de humor” no marketing; 70% disseram que as marcas deveriam adotar um tom mais “tranquilizador”.

O relatório, divulgado quarta-feira, 25, em que a Kantar entrevistou 25 mil consumidores em 30 mercados, constatou que 75% dos consumidores acreditam que as marcas devem informar o público sobre seus esforços para combater a situação. Os consumidores também estão escolhendo as marcas que estão colocando seus funcionários em primeiro lugar, com 78% dos entrevistados pedindo que as empresas cuidem da saúde dos funcionários e 62% dizendo que devem implementar acordos de trabalho flexíveis.

Enquanto isso, a pesquisa também lança luz sobre como a mídia está sendo consumida durante o distanciamento social. A navegação na web aumentou 70%; a exibição na TV, 63%; e o engajamento nas mídias sociais, 61% sobre as taxas de uso normal, segundo o levantamento. Entre os aplicativos de mídia social, o WhatsApp está obtendo os maiores ganhos, com um aumento de 40% no uso nas últimas semanas. O relatório mostra que, nos países que enfrentam fases iniciais da pandemia, o uso do WhatsApp aumentou 27%; na fase intermediária, 41%; e na fase final, 51% — mostrando que quanto mais pessoas se isolam, mais elas estão usando o aplicativo.

No geral, a Kantar descobriu que o uso do Facebook aumentou 37% e a China experimentou um aumento de 58% no uso de aplicativos de mídia social Wechat e Welbo. Os picos de uso em todas as plataformas de mensagens são gerados por usuários na faixa etária de 18 a 34 anos. WhatsApp, Facebook e Instagram tiveram um aumento de 40% no uso de pessoas de 35 anos.

A pesquisa também constatou que 52% dos entrevistados confiam na maioria dos canais tradicionais de notícias de todo o país (televisão e jornais) para notícias de pandemia, enquanto 48% dependem de sites de agências governamentais. As plataformas de mídia social são vistas como confiáveis ​​por apenas 11% dos entrevistados.

**Tradução: Amanda Schnaider

**Crédito da imagem no topo: Reprodução

Publicidade

Compartilhe

  • Temas

  • facebook

  • Instagram

  • kantar

  • whatsapp

  • WeChat

  • welbo

  • pesquisa

  • midia

  • marcas

  • aplicativos

  • TV

  • mídias sociais

  • consumidores

  • estudo

  • covid-19

  • novo coronavírus

  • pandemia

  • isolamento social

Comente

“Meio & Mensagem informa que não modera e tampouco apaga comentários, seja no site ou nos perfis de redes sociais. No site, quando o usuário ler a indicação Este comentário foi apagado’ significa que o próprio comentarista deletou o comentário postado. Não faz parte da política de M&M gerenciar comentários, seja para interagir, moderar ou apagar eventuais postagens do leitor. Exceções serão aplicadas a comentários que contenham palavrões e ofensas pessoais. O conteúdo de cada comentário é de única e exclusiva responsabilidade civil e penal do cadastrado.”