Afropunk no Brasil celebra o amor preto com apoio de Coca-Cola

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Afropunk no Brasil celebra o amor preto com apoio de Coca-Cola

O evento que acontece no próximo sábado, 27, terá histórias de amor de Ilê Aiyê, Luedji Luna, Tássia Reis, Majur, Larissa Luz e Maurício Sacramento (Batekoo) nas em embalagem da bebida 

Carolina Huertas
26 de novembro de 2021 - 16h36

(Crédito: Divulgação)

Nascido nos Estados Unidos, no bairro do Brooklin, em Nova Iorque, o festival Afropunk tem como objetivo disseminar a potência musical, política e poética preta e acontecerá no Brasil pela primeira vez neste sábado, 27. Além de uma transmissão virtual diretamente do Centro de Convenções de Salvador, o evento será patrocinado pela Coca-Cola.

“O Afropunk é o maior festival de pessoas negras do mundo. A Coca-Cola acredita na importância da promoção da diversidade, equidade e inclusão através das marcas e temos trabalhado muito nisso internamente. É por isso que decidimos patrocinar a primeira edição do festival aqui no Brasil. Essa parceria com o festival é algo muito importante para nós. A pandemia aprofundou desigualdades. Estimular iniciativas que promovam o crescimento e a valorização de todos, sem distinção, faz parte da nossa agenda, para dentro e fora da empresa”, comenta Débora Mattos, chefe de gabinete da presidência de Coca-Cola América Latina.

A executiva pontua que a marca entende que as questões de gênero e raça estão profundamente ligadas ao desenvolvimento social e econômico e que, em um país com o nível de desigualdade como o do Brasil, elas estão no centro da conversa do pequeno negócio e do empreendedorismo. Segundo ela, há muito a ser feito e isso vai além da responsabilidade social. “A diversidade na empresa se reflete, sim, em uma maior produtividade, porque conseguimos ver o cenário por diversas lentes, diversos ângulos, e podemos agir de forma mais precisa, inovadora e eficiente no negócio. Seremos melhores fornecedores e teremos melhores resultados quando nossa empresa contar com os valores, formas e pensamentos do mercado em que atuamos. Na Coca-Cola, queremos ser tão diversos quanto os mercados onde atuamos”, revela a diretora.

Com apresentação de Larissa Luz, o festival contará com a participação do rapper Mano Brown juntamente com Duquesa, Luedji Luna, que dividirá o palco com Duo Yoún, a cantora Margareth Menezes ao lado de Malía, Tássia Reis se apresentará com o grupo Ilê Ayê; e, por fim, Urias que cantará acompanhada da banda Virus.

Celebração do amor preto 

A campanha ‘Amar É Revolucionário’, ação que envolve o patrocínio do festival, foi criada pela Wunderman Thompson Brasil e  pela Coca-Cola com o intuito de celebrar as potências negras. Como parte do projeto, as embalagens das garrafas de Coca-Cola terão seis versões diferentes que celebram o amor preto e estarão conectadas com alguns nomes da música preta brasileira. Através das ilustrações do Estúdio Dialeto, Robinho Santana e Rafa Black, as embalagens buscam trazer histórias de autocuidado, resistência e ancestralidade para celebrar a cultura do amor preto. As garrafas irão compor uma em edição especial limitada a influenciadores e colaboradores participantes do comitê de afinidade racial da Coca-Cola.

“A Coca-Cola é uma marca que sempre pensou nas embalagens como um agente transmissor de mensagens positivas para a sociedade, de paz, de otimismo e felicidade, por exemplo. Por isso, surgiu essa ideia de criar uma garrafa de amor preto, reforçando o inspiracional por meio da resistência foi a maneira mais autêntica e assertiva que encontramos para nos conectar com um festival tão grandioso como o Afropunk”, afirma Débora.

“O Afropunk é o maior festival de pessoas pretas do mundo. Transformamos, pela primeira vez, a garrafa de vidro de Coca-Cola em uma celebração de amor preto, adicionando no lenço que sai das garrafas histórias poderosas de amor de diversos artistas afro-brasileiros. Isso tudo porque amar é revolucionário”, completa Adriano Sato, redator da Wunderman Thompson.

A chefe de gabinete contou também que o maior desafio do projeto foi criar essas narrativas de maneira genuína e para garantir essa visão cuidadosa, o projeto foi liderado pelo olhar gerente de marketing Coca-Cola LATAM, Paula Rosa, que é, assim como ela, é uma mulher preta.

“Ter um olhar de uma profissional preta fez toda a diferença para esse projeto. Aqui na Coca-Cola nós tivemos a oportunidade de transformar nossa paixão, nossa cultura e nossa luta em uma ação emocionante, da qual nos orgulhamos muito. Mas, como companhia, sabemos que temos o desafio de sermos cada vez mais diversos e inclusivos, ter cada vez mais campanhas e programas que promovam igualdade racial e educação sobre o tema, seja interna ou externamente. Temos e sempre teremos o cuidado de não nos apropriarmos de discursos sociais, nós entendemos e respeitamos a luta contra o racismo, queremos ser aliados nela. Isto é muito discutido e, como já citei, temos plena consciência da nossa responsabilidade e impacto com esse ponto”, conclui.

*Crédito da imagem do topo: Nadia Snopek/shutterstock

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