Os desafios da Turner para o segundo ano do Brasileirão

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Os desafios da Turner para o segundo ano do Brasileirão

VP de Esportes da programadora, Fabio Medeiros fala sobre a experiência de atuar em terreno dominado pelo SporTV e adianta os preparativos para 2020

Bárbara Sacchitiello
27 de janeiro de 2020 - 16h53

Fabio Medeiros, vice-presidente de esportes da Turner na América Latina (Crédito: Divulgação)

No ano de 2019, os espectadores de futebol tiveram duas emissoras pagas transmitindo as partidas da série A do Campeonato Brasileiro. Além da Globo (que por décadas foi a detentora exclusiva dos direitos com o canal SporTV), a Turner, pela primeira vez, entrou nas transmissões do mais importante campeonato de clubes do País.

Pelas grades dos canais TNT e Space (uma vez que o Esporte Interativo deixou a grade linear de TV paga em agosto de 2018), a programadora exibiu jogos de sete times da primeira divisão do Brasileirão (entre eles, Palmeiras, Santos e Internacional). Os outros 13 clubes que fizeram parte do torneio – entre eles, o campeão, Flamengo – continuaram com o contrato com o canal SporTV.

Desde quando anunciou que entraria nas transmissões esportivas, a Turner imaginava que enfrentaria a missão de lidar com um público que estava acostumado a ver os jogos na TV paga em uma mesma emissora. “Os maiores desafios certamente passaram por oferecer para um público muito exigente e que estava acostumado com o mesmo padrão de transmissão durante décadas, uma exibição diferente e com um nível de qualidade extremamente alto. Tudo o que é novidade geral uma dúvida natural nas pessoas”, admite Fabio Medeiros, vice-presidente de esportes da Turner na América Latina. Além do grupo de clubes do Campeonato Brasileiro, a Turner também é a detentora exclusiva da Champions League no Brasil.

Na opinião do executivo, a tarefa de ingressar nas transmissões do futebol nacional foi bem cumprida nesse início. “Foi um ano extremamente desafiador e que, ao mesmo tempo, nos deu um grande orgulho”, celebra Medeiros. Para 2020, a Turner terá um incremento nas transmissões: serão oito os clubes que possuem acordo de transmissão com a programadora, o que incrementará o número de jogos. Estão com a Turner em 2019 o Athlético Paranaense, Bahia, Ceará, Coritiba, Fortaleza, Internacional, Palmeiras e Santos.

“Já começamos as conversas para montar o planejamento para esse segundo ano do Brasileirão na TNT, agora com 14 jogos a mais do que no passado, o que dá uma média de 18 rodadas duplas durante o torneio. É óbvio que nesses momentos falamos sobre o que podemos fazer diferente e elencamos que vamos mudar para essa nova temporada”, diz.

Nessa entrevista, Medeiros fala sobre os aprendizados da programadora no primeiro ano da transmissão do Brasileirão, adianta um pouco dos preparativos para a temporada de 2020 e comenta sobre a renovação com a equipe de narradores e comentaristas – que, segundo ele, tem função fundamental na construção do pilar esportivo do canal.

Meio & Mensagem: O ano de 2019 foi o primeiro em que a Turner exibiu o Campeonato Brasileiro. Como avalia a experiência do canal?
Fabio Medeiros: O primeiro ano foi um período extremamente desafiador e, ao mesmo tempo, que nos deu um grande orgulho. A gente tinha uma missão muita clara: mostrar que, mesmo após todos os anos de monopólio do futebol brasileiro, ainda dava para fazer de uma forma que as pessoas nunca tinham visto. A gente se desafiou a fazer um Brasileirão como as pessoas nunca tinham visto: com a emoção que só o Esporte Interativo consegue transmitir, trazendo o torcedor para ser protagonista da festa e integrar como nunca a cobertura da TV com o mundo digital. Afinal, pela primeira vez, as transmissões do Brasileirão foram suportadas pelo grupo de mídia com mais engajamento do Brasil. O resultado desse trabalho acaba se refletindo nos números de audiência. Celebramos todos recordes de audiência na história, não só na TV com os resultados Brasileirão e Champions League, mas também por levar este conteúdo pela primeira vez para o fã, batendo todos os recordes no digital: de engajamento, de page views, de vídeo views de audiência, comprovando que entregar este produto ao digital seria um diferencial nosso.

M&M: Ainda em relação ao Brasileirão: quais você considera que foram os maiores desafios do canal?
Medeiros: Os maiores desafios certamente passaram por oferecer para um público muito exigente e que estava acostumado com o mesmo padrão de transmissão durante décadas, uma transmissão diferente e com um nível de qualidade extremamente alto. Afinal, tudo o que é novidade gera uma dúvida natural nas pessoas: será que vai ser bom? Será que vai ser melhor do que era? Mesmo que a gente já fizesse transmissões de futebol brasileiro como a Copa do Nordeste, mesmo que já tivéssemos subido muito o patamar de transmissão da Champions League no Brasil, era justo que pairasse essa dúvida no torcedor. Isso sem falar que foi o primeiro ano de Brasileirão na TNT, que está se tornando a primeira superstation na TV paga brasileira. Então, teve um processo de aceitação natural disso também.

M&M: O que precisa ser revisto para o ano de 2020?
Medeiros: Já começamos as conversas para montar o planejamento para esse segundo ano de Brasileirão na TNT, agora com 14 jogos a mais do que no ano passado, o que dá um média de 18 rodadas duplas durante o torneio. É óbvio que, nesses momentos, falamos sobre o que podemos fazer diferente e elencamos o que vamos mudar para essa nova temporada. E é claro há uma expectativa natural para isso. Se no primeiro ano trouxemos a apresentação do pré-jogo para beira do gramado, colocamos um comentarista atrás do gol para trazer outra visão do jogo, instalamos posições de flash de entrevistas exclusivas pós-jogo (como a Champions faz, por exemplo), precisamos pensar no quê vamos entregar para esse segundo ano.

M&M: Para 2020, o canal já fechou com patrocinadores para o Brasileirão?
Medeiros: Ficamos muito satisfeitos com o ano de 2019. Alguns patrocinadores já renovaram para 2020, motivos não só pelo incremento da quantidade de jogos neste ano, mas também pela criação de formatos comerciais onde a gente consegue integrar a marca desses patrocinadores às nossas transmissões. Estamos muito animados com a receptividade que isto teve e está tendo do mercado e, em breve, vamos anunciar o pacote dos patrocinadores para este ano.

M&M: A Turner anunciou, na semana passada, que renovou contrato com a equipe esportiva. Qual a contribuição dos narradores e comentaristas para o pilar esportivo da Turner?
Medeiros: Temos um time de narradores e comentaristas que está na primeira linha de todos os canais de esportes do Brasil. Eles têm um papel fundamental para nossa estrutura esportiva, para ajudar a construir os formatos que tirem o melhor de cada um não só para a TV, mas também no digital O André Henning, que está conosco desde o início, é a cara do Esporte Interativo. Muito do nosso estilo de transmissão e narração passa pelo estilo de emoção dele, pela parceria, que ele e o Vitor Sergio Rodrigues construíram ao longo desse tempo. O Jorge Iggor é o narrador que fez um autor de três gols numa semifinal de Champions League se emocionar (no ano passado, o jogador Lucas Moura, do Tottenham, chorou ao ouvir, após a partida, a narração feita por Iggor de seus três gols, marcados na partida contra o Ajax). E o Alê Oliveira e o Mauro Beting são uma dupla de comentarista das que mais se conectam com o torcedor. A Taynah Espinoza que está com a gente desde 2015, chegou e rapidamente virou uma das nossas caras de Champions e, quando desenhamos o Brasileirão, não pensamos em outra pessoa para ancorar o nosso pré-jogo. Isso sem falar em todos os outros que estão no De Placa, no Último Lance, fazendo o trabalho diário que fortalece a nossa marca.

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