Com novos canais, agro vive fase pop na TV

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Com novos canais, agro vive fase pop na TV

Grupo Bandeirantes, que já é dono do Terraviva, ampliou portfólio com o AgroMais; Canal Rural prepara o lançamento do Canal do Criador,voltado ao setor da pecuária

Bárbara Sacchitiello
2 de setembro de 2020 - 8h18

Canal do Criador será lançado no dia 12, com a proposta de cobrir o setor de pecuária (Crédito: Plínio Queiroz/Divulgação)

O desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, divulgado nessa terça-feira, 1, mostrou que os efeitos da pandemia deixaram o Brasil em recessão no segundo trimestre do ano. Um setor, no entanto, conseguiu sair ileso dos números negativos, apresentando um ligeiro crescimento de 0,4% e relação ao trimestre anterior: o agronegócio.

Segmento com grande peso na engrenagem da economia brasileira, o agronegócio também tem movimentado o setor de mídia. Nos últimos meses, novos canais dedicados aos produtores foram lançados, com a proposta de levar informação e conteúdo a quem trabalha ou está, de alguma forma, conectado à agricultura e pecuária.

Em junho, o Grupo Bandeirantes ampliou seu portfólio com o AgroMais, canal pago voltado ao setor da agricultura. Com sede em Brasília, o canal tem o objetivo de acompanhar o cotidiano das lavouras e produções nacionais, além de promover eventos do segmento. No lançamento, o diretor-executivo do AgroMais, Marcello D’Angelo, explicou a proposta da marca. “A missão do AgroMais é acompanhar tudo o que importa para um dos segmentos da economia que cresce de forma sustentada ano após ano. É importante ressaltar que o canal já nasce como plataforma digital, além da tela de TV, estamos presentes em site na internet e aplicativo para celular”, contou.

O AgroMais, no entanto, nao é a primeira aposta do Grupo Bandeirantes no setor do agronegócio. Há 15 anos, a empresa criou uma emissora, também dentro de seu leque de canais pagos, para fornecer conteúdos aos produtores e, de forma geral, a quem se interessa a acompanhar a rotina das lavouras e campos do País. O Terraviva divide sua programação em quatro pilares: agropecuária nacional, os produtores rurais (que representam os trabalhadores do segmento), a gastronomia nacional, que utiliza os produtos cultivados nas lavouras e a agrovenda, composta basicamente dos leilões de gado, exibidos no canal, que passaram a ser realizados virtualmente por conta da pandemia da Covid-19.

Embora seja um canal de nicho, o Terraviva tem a intenção de chegar a mais pessoas. Em entrevista concedida ao Meio & Mensagem, a diretora-executiva do canal, Maria Cristina Bertelli, declarou que um dos intuitos da emissora é mostrar ao público geral a importância do setor. “Nosso público-alvo é o produtor rural brasileiro, mas também queremos chegar ao público urbano com o objetivo principal de mostrar que o Brasil produz os melhores produtos, com altíssima qualidade e segurança alimentar, que chegam a mais de 160 países e que temos orgulho dos nossos produtos e da vocação do Brasil para alimentar o mundo”, disse a executiva.

Foco na pecuária
Com 23 anos de presença no mercado, o Canal Rural, controlado pela J&F Holding, ampliou seu portfólio com uma nova emissora, que entra no ar no dia 12 de setembro. O Canal do Criador irá se dedicar exclusivamente a produção de conteúdo sobre pecuária. A programação do Canal do Criador contará com leilões, cotações, meteorologia, notícias, informações de negócios em telas simultâneas, com programas focados em valorizar a imagem dos pecuaristas brasileiros. A grade também terá programas de entrevista e a participação de influenciadores do setor. Por enquanto, o canal estará disponível nas operadoras Sky e StarOne.

Na apresentação do novo canal, a holding deixou claro que o lançamento baseia-se nos bons números do setor. De acordo com estimativa do Ministério da Agricultura, divulgada em julho, a pecuária brasileira obteve um crescimento de 8,3% no ano de 2019, acumulando um faturamento de mais de R$ 230 milhões. Esse montante, segundo o Ministério, é resultado da expansão das exportações de carne bovina, suína e frango e do aumento do consumo interno de ovos.

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