Omelete quer tornar a CCXP o maior evento de pop global

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Omelete quer tornar a CCXP o maior evento de pop global

Omelete Company estruturou estratégia de divulgação que envolve parceiros e influenciadores internacionais

Thaís Monteiro
4 de dezembro de 2020 - 6h00

Com início nesta sexta-feira, 4, a maior Comic Con do mundo quer se tornar o maior evento de cultura pop global. Apesar de gratuita e totalmente digital, a CCXP deste ano, em sua 7ª edição, vai marcar a primeira experiência para tornar a atração anual brasileira um festival híbrido com alcance mundial pelos próximos anos.

 

Omelete Company realiza versão gratuita da CCXP para ganhar repercussão e público global (Crédito: Reprodução/Omelete Company)

“Não conseguimos recuperar o que perdemos com a pandemia, já que não estamos vendendo os ingressos como antes, mas isso vai ser muito importante para o futuro da empresa. Queremos cravar a CCXP como o maior evento de cultura pop do mundo”, explica Pierre Mantovani, CEO da Omelete Company. A CCXP Worlds começou a ser formulada nesses moldes no segundo semestre do ano e foi anunciada ao público em setembro.

Para isso, diversas estratégias foram traçadas envolvendo parceiros e influenciadores. Além das lives na plataforma construída para abrigar a CCXP, o evento terá uma transmissão ao vivo no Facebook, que é um dos patrocinadores este ano, consolidando os destaques do evento com tradução simultânea. Essa live, por sua vez, será compartilhada na página internacional de parceiros, incluindo grandes estúdios e publishers como Marvel e DC, e o evento terá cobertura de 50 criadores de conteúdo contratados — um para cada país — além da cobertura tradicional do Omelete. Com isso, o objetivo é alcançar 100 milhões de pessoas globalmente, 40 milhões no Brasil.

O evento contará com 150 horas de conteúdo exclusivo; mais de 700 quadrinistas e artistas no Artist’s Alley digital disponíveis para conversar com o público em salas de videoconferência e comercializar suas obras; masterclasses com quadrinistas renomados; meet & greet com atores com possibilidade de falar com ele sozinho, em salas grupais, receber um recado personalizado ou autógrafo; e o Geek Hall, um marketplace que concentrará todos os produtos disponíveis, incluindo as artes vendidas no Artist’s Alley. Isso tudo além da tradicional Geek Shop (e-commerce do Omelete), Game Arena (de games), Thunder Arena (dos painéis), Creators Universe (dos criadores de conteúdo) outros espaços no mapa que contará com ativações próprias.

Segundo Pierre, a empresa coletou benchmarks de ações que consideravam interessantes para unir a expertise da CCXP. “Agora estamos mais confortáveis com a tecnologia, mas o foco é que o fã tenha experiência de comunidade como ele tinha no físico agora em DNA digital. As experiências digitais estão sendo desenhadas para destravar emoções”, conta Mantovani.

Para as próximas edições, contando com uma vacina para 2021, evento ganhará um formato híbrido. Porém, para assistí-lo via internet, a Omelete Company estuda introduzir a compra de ingresso digital e o festival físico também voltará a ter acesso por credenciais pagas, como antes. Com o evento híbrido, o próprio patrocínio e participação das marcas podem ser distintos: no digital, no físico ou em ambos.

Para o ano seguinte, a empresa também preparam um projeto de gameficação na plataforma digital com pontos para trocar por produtos. “Agora nosso evento não cabe mais no São Paulo Expo. O fã de Batman no Brasil é o mesmo fã de Batman na China, por exemplo. Os estúdios se envolveram mais. Agora é global”, afirma o executivo.

Novos contratos
Apesar de já ter ganho seu espaço no calendário comercial das marcas, a Omelete Company também sofreu, como tantos outros festivais, para negociar acordos de patrocínio e apoio já arranjados. Com a pandemia, Montovani e Fabri contam que todos os contratos foram interrompidos e, com o replanejamento do evento, a equipe de marketing da empresa teve de realizar todo um processo de pitching novamente para reconquistar as empresas. Até dois meses atrás, a CCXP Worlds ainda não tinha contratos firmados.

Mesmo que inusitada, a experiência rendeu frutos a CCXP. São 60 marcas presentes nesta edição. Não é o maior número de marcas participantes, mas é o maior número de marcas não endêmicas. No total, já foram anunciados doze parceiros e apoiadores e é a primeira vez que uma plataforma social, uma marca de cerveja e uma marca de beleza se unem ao festival.

Estarão na CCXP Worlds: Budweiser, Facebook, Fusion e Oi como patrocinadores; Santander como banco oficial; Fanta como refrigerante oficial; Amazon Prime Video nos cordões das credenciais; Skol Beats Zodiac, Cel Lep, Natura, Ruffles e Sadia como apoiadores; Globo e Splash, do UOL, como parceiros de mídia; e AMC, Cartoon Network, Funimation, HBO, Maurício de Souza Produções, Paramount Pictures, SBT, Universal e Warner Bros. como parceiros de conteúdo. Ainda será anunciado um laboratório que oferecerá a infraestrutura de monitoramento nos estúdios e testes de Covid-19 aos colaboradores.

Uma marca que voltou ao evento, pela quinta vez, é a Riachuelo. Com a campanha #VivaSeuUniverso, a fast fashion trouxe lançamentos para a Geek Week e terá uma loja virtual dentro da plataforma – sua Geek Shop. A marca trouxe para esta edição kits de camisetas com máscaras, novos produtos/acessórios para home office, itens de moda praia e pijamas, uma linha Baby com licenciamento de Star Wars, itens de decoração para a casa e uma linha pet, com a Disney. Além disso, traz lançamento de marcas que ressurgiram como, por exemplo, a série The Office. Sucessos da edição passada, como o pomo de ouro e o chapéu seletor de Harry Potter também voltaram, a pedido dos fãs, segundo a Riachuelo.

“Mesmo em meio a pandemia, tivemos um recorde de marcas não endêmicas. Isso faz parte da nossa essência. Somos uma plataforma para falar com os jovens com conteúdo para consumir na internet. E as marcas ficaram sem os canais para dialogar com esse público. Mesmo as coisas parando, a paixão do fã não para. As pessoas estão ansiosas e as marcas carentes de ter uma plataforma de conversa. A única coisa que não parou foi o entretenimento”, argumenta Roberto Fabri, CMO da Omelete Company.

 

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