Com Gênesis, Record faz sua maior aposta de dramaturgia

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Com Gênesis, Record faz sua maior aposta de dramaturgia

VP artístico da Record, Marcelo Silva revela a expectativa de atrair um público além do tradicional espectador de tramas bíblicas

Bárbara Sacchitiello
19 de janeiro de 2021 - 6h00

Primeira fase da trama narra a história do Éden, com os personagens Adão e Eva (Crédito: Divulgação)

“O maior projeto já realizado pela Record TV”. É dessa maneira que Marcelo Silva, vice-presidente artístico da emissora, define a novela Gênesis, que estreia na grade na noite desta terça-feira, 19. Mais um projeto de dramaturgia bíblico da Record TV, a nova trama se diferencia pelas anteriores pelos números de elenco e produção.

Em sete diferentes fases, a novela irá procurar mostrar a criação do mundo de acordo com os livros do Velho Testamento. “É como se estivéssemos produzindo sete novelas ao mesmo tempo. Em cada uma delas, tratamos de épocas e personagens conhecidos da história”, explica o executivo. “Gênesis tem início com a história do Éden e passará por Dilúvio, Torre de Babel, Ur dos Caldeus, Abraão, Jacó e José. Para mostrar ao público essas diferentes passagens, a produtora Casablanca, parceria da Record TV na dramaturgia construiu oito cidades cenográficas e 16 outras estruturas externas para as gravações que, segundo a emissora, envolveram uma equipe de 800 profissionais. Ao todo, mais de 250 atores participam de Gênesis.

A obra, na verdade, era para ter estreado ainda em 2020, mas os protocolos impostos pela pandemia da Covid-19 fizeram a produtora interromper as gravações. Na época, parte do elenco gravava cenas do Marrocos e foi trazido de volta ao País. Os trabalhos da novela foram retomados em outubro, com gravações já sob as novas normas de segurança sanitária.

Gênesis marca o retorno da emissora na dramaturgia bíblica e substitui Amor Sem Igual, uma trama contemporânea. A última produção do gênero, Jesus, foi lançada em 2018 – e reprisada no ano passado, no período de interrupção das produções por conta da pandemia. De acordo com Marcelo, a ideia de voltar às tramas bíblicas busca o êxito que a emissora teve nos últimos anos, principalmente com Os Dez Mandamentos, em 2015, única das tramas bíblicas da Record que chegou a disputar a audiência com a Globo no horário nobre. “Acreditamos que a Bíblia é um dos grandes livros da humanidade, riquíssimo em histórias que revelam todas as faces do ser humano, histórias que cativam as pessoas há centenas de anos, porque tratam de dramas universais e atemporais. É uma fonte de inspiração inesgotável”, acredita.

O VP artístico da Record acredita que os números do projeto são elementos para aguçar o interesse das pessoas pela trama, inclusive, de quem não costuma acompanhar novelas bíblicas. Ainda assim, a emissora investiu em estratégias de divulgação diferentes das realizadas em novelas anteriores. Uma delas foi a realização do Especial Gênesis no Domingo Espetacular, exibido no último dia 10, que exibiu entrevistas com elenco, bastidores e cenas inéditas. “A maioria das histórias faz parte do que as pessoas já conhecem e acreditamos que elas estejam curiosas de qual forma vamos transportar para a tela. Acreditamos que Gênesis tem todos os ingredientes necessários para cativar a audiência de uma forma bastante ampla.”, acredita o executivo.

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