Sob nova gestão, Rádio Itatiaia planeja modernização

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Sob nova gestão, Rádio Itatiaia planeja modernização

Comprado por Rubens Menin em maio, veículo redefine estrutura corporativa para moldar atuação a um cenário multiplataforma

Bárbara Sacchitiello
30 de setembro de 2021 - 8h03

Diogo Gonçalves assumiu a presidência da rádio (Crédito: Divulgação)

Fundada em 1952 pelo jornalista Januário Laurindo Carneiro na cidade de Nova Lima, região da Grande Belo Horizonte, a Rádio Itatiaia inicia um capítulo inédito em seus quase 70 anos de trajetória. Em maio, a emissora foi adquirida pelo empresário Rubens Menin, cofundador e presidente da MRV Engenharia e que vem, nos últimos anos, expandindo seus negócios para o universo da mídia. Menin foi o viabilizador financeiro – e, desde março deste ano é o único sócio – da CNN Brasil, versão nacional do canal jornalístico que entrou no ar em março de 2020.

Agora, com a Itatiaia, o empresário terá a oportunidade de explorar outro meio de comunicação em seu estado natal e de levar ao veículo um novo modelo de gestão que preserve a tradicional atuação nos campos do jornalismo e do esporte ao mesmo tempo em que posiciona a Itatiaia como uma emissora da era multiplataforma.

Essa responsabilidade de conduzir a emissora sob essa nova perspectiva foi passada a Diogo Gonçalves, escolhido para assumir a presidência da Itaiaia. Com formação em comunicação social com ênfase em publicidade, o executivo vem das empresas do grupo Menin, tendo sido gestor de relações com investidores e de planejamento financeiro da Log. Antes, foi, por 12 anos, executivo da área de relação com investidores na Usiminas. Foi o próprio Menin que, em maio, indicou seu nome para a condução da rádio, projeto que ele abraçou com a perspectiva de implementar uma nova lógica organizacional.

“Assim que recebi esse desafio do Menin decidi me doar e fazer o melhor possível. Procurei estruturar esse processo de gestão em dois pilares: a manutenção da essência familiar e a tradição e a implementação de um novo modelo de governança. A Itatiaia tem uma essência muito forte de cuidado com as pessoas e um ambiente familiar, construído há muito tempo. Precisamos manter esses pilares e continuar construindo essa proximidade”, conta o executivo.

Para essa primeira frente, Gonçalves conta que, desde o início de sua gestão, vem procurando, semanalmente, ter encontros com colaboradores de diversas áreas da rádio para estreitar os laços e conhecer mais a fundo a operação.
Na outra ponta, está o desafio de dar um caráter mais corporativo à gestão. Por quase sete décadas, a Itatiaia foi conduzida pela família Carneiro e, agora, a diretoria já começa a estruturar uma nova estrutura de comando.

“Criamos um comitê editorial e outro comercial, além de uma governança corporativa. O Menin, que é presidente do conselho, participa de reuniões mensais para olharmos o passado e, a partir dele, definirmos os próximos passos da empresa”, conta o presidente. Na prática, a gestão de Gonçalves já implementou um plano de negócios que passou pela organização do fluxo de caixa e pela definição de metas para os próximos três anos. “Temos 46 afiliadas e cinco emissoras próprias no território de Minas Gerais, atingindo cerca de 800 municípios. Instituímos uma área de inovação para planejar a forma como queremos a Itatiaia no futuro, do ponto de vista de rede e de distribuição, mantendo a excelência daquilo que o grupo construiu nas áreas de jornalismo e de esportes”, revela.

Entre esses planos para uma atuação mais direcionada ao futuro está o relançamento do aplicativo da rádio e do site e também um projeto de revitalização da marca Itatiaia, completa seu 70º aniversário em janeiro de 2022. A direção já está trabalhando nesses projetos, que devem começar a ser apresentados ao público e ao mercado publicitário nos próximos meses.

Pela nova gestão também passa a definição de uma nova lógica comercial. O presidente da rádio alerta para a importância da adequação às necessidades atuais dos anunciantes e em relação ao que eles esperam dos meios de comunicação. “Antigamente as empresas tinham um budget e selecionam os veículos em que queriam investir. Isso já mudou muito e é necessário criar e envelopar produtos que atendam às necessidades específicas dos anunciantes. Temos uma área de eventos que permite a criação de ações customizadas e que envolvam o nosso conteúdo com a proposta da marca. O mundo mudou e temos de nos adaptar a ele”, garante.

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