Streamings: preço é fator decisivo para latino-americanos

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Streamings: preço é fator decisivo para latino-americanos

57% das pessoas na região consideram cancelar assinaturas caso as plataformas aumentem suas taxas mensais, aponta pesquisa da Sherlock Communications

Amanda Schnaider
12 de novembro de 2021 - 13h55

Os valores das assinaturas dos streamings vêm se tornando um fator decisivo para os usuários destes serviços na América Latina. Segundo a nova edição do Relatório de Streaming na América Latina em 2021, da Sherlock Communications, 57% das pessoas na região consideram cancelar assinaturas caso as plataformas de streaming aumentem suas taxas mensais; o percentual cresce para 59% quando se olha somente para o Brasil.

 

57% dos latinos cancelariam um serviço de streaming caso os preços aumentassem (crédito: Shutterstock)

Ainda segundo a pesquisa, que foi conduzida pela Toluna e contou com mais de 3 mil pessoas de seis países (Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Peru e México), 41% dos entrevistados tinham assinado um novo serviço em 2021 devido a uma oferta especial, o que representa um aumento de 52% em relação à 2020.

Mas além do preço, o que motiva as assinaturas? De acordo com o estudo, 27% dos latino-americanos assinaram um serviço de streaming para manter as crianças entretidas; em 2020 esse percentual foi de 22%, marcando um crescimento de 23%. Esse também foi um motivo citado por 24% dos brasileiros.

O levantamento ainda mostrou que o que mais chama a atenção de toda a região são os lançamentos de produções muito esperadas: 63% citaram esse como o principal motivo que o levaria a assinar uma nova plataforma; 57% dos brasileiros disseram o mesmo. Outros 52% revelaram que a disponibilidade de novos episódios de seus programas favoritos motivaram a escolha da plataforma. Os latino-americanos também não querem apenas ver conteúdos internacionais: 32% relataram que a disponibilidade de conteúdo de qualidade em seu idioma seria um fator de decisão sobre quais plataformas assinar.

Assim como os lançamentos, os novos episódios e o idioma, o conteúdo em si também é muito relevante para as pessoas da região. No Brasil, 33% dos entrevistados disseram que considerariam cancelar as assinaturas se seus programas favoritos não estivessem mais disponíveis. Outros 33% afirmaram que o conteúdo desatualizado seria um desestímulo e poderia motivá-los a procurar outra fonte para suprir as necessidades de entretenimento em casa.

O estudo ainda revelou que a Netflix é a plataforma mais popular na América Latina, visto que 68% das pessoas optariam pela empresa se tivessem que escolher apenas um serviço. A Amazon Prime Video é a segunda opção, com 12%. Olhando para o Brasil em específico, 63% escolhem a Netflix como plataforma preferida, frente à 16% da Amazon Prime Video. A HBO Max, Disney+ e Claro Vídeo seguem como últimas opções com 6%, 5% e 2% respectivamente.

Multitasking

De acordo com a pesquisa, os latino-americanos constumam fazer outras coisas enquanto assistem ao conteúdo de streamings. O conteúdo dos streamings serve de pano de fundo para as tarefas de casa para 31% dos entrevistados e 15% das pessoas da região afirmaram que gostam de manter o streaming ligado enquanto trabalham. Dentro dos respondentes, 10% até relataram que fazem sexo durante o streaming de filmes e séries.

No Brasil, 48% disseram que costumam direcionar parte da atenção para os celulares, buscando por outras informações enquanto assistem à produção. Porém, a atenção direcionada também é um comportamento forte no País, visto que 46% dos brasileiros afirmaram que, ao assistir vídeos, não fazem nenhuma outra tarefa simultânea. Apesar disso, 27% das pessoas no Brasil falaram que conversam com a família e amigos enquanto assistem a algum conteúdo no streaming. Outros 22% usam o streaming como pano de fundo para as tarefas domésticas e 46% focam no conteúdo que está sendo assistido.

Consumo pós-pandemia

Com o afrouxamento das restrições causadas pela pandemia, a pesquisa também quis saber se as pessoas da região diminuiriam o tempo de consumo do conteúdo dos streamings neste momento. Para 35%, esse movimento não impacta no tempo gasto assistindo aos conteúdos. No Brasil, 50% pretende manter o mesmo consumo. Por outro lado, 31% dos brasileiros afirmam que reduzirão o tempo que passam assistindo à produções nas plataformas de streaming, enquanto um grupo menor (11%) disseram que gastariam mais tempo no streaming, mesmo com a reabertura total dos negócios.

Para aqueles que afirmaram que esse consumo iria diminuir, quando perguntados sobre quais atividades desejam incluir no tempo livre com o fim das medidas restritivas, as respostas vão desde encontrar um amor até visitar museus. No entanto, para os brasileiros, as principais escolhas são caminhar em áreas externas (50%), sair para beber e comer com amigos (46%), e ir ao cinema (43%).

“A tendência de expansão do mercado de streaming é positiva. Mesmo com a reabertura das opções de entretenimento fora de casa, os latinoamericanos em geral não tem a intenção de diminuir o tempo dedicado aos conteúdos em vídeo”, afirma Amanda Boucault, líder do projeto de pesquisa e coordenadora de RP para América Latina na Sherlock Communications. “O que podemos esperar para os próximos anos é uma maior atenção às preferências das audiências de cada país, investindo em ações locais fora das telas e expandindo o catálogo de produções latinoamericanas”, complementa.

**Crédito da imagem no topo: Shutterstock

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