Das cavernas ao me add: uma breve história do networking

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Das cavernas ao me add: uma breve história do networking

Se antes o networking era feito a partir de troca de cartões corporativos, que nada dizia sobre o dono do pedaço de papel, hoje, temos um universo inteiro na palma da mão


25 de abril de 2019 - 9h00

(Crédito: Pixabay/Pexels)

Rede em português. Net em inglês. É a partir dessas duas palavras – que significam a mesma coisa nos dois diferentes idiomas – que entendemos para onde o mundo caminha cada vez mais veloz. Mesmo que a impressão que se tenha é que com tanta tecnologia estamos cada vez mais isolados, mais reclusos e remotos, o que se vê, na prática, é outra coisa. Mas, antes, vamos falar de como chegamos até aqui.

Desde que os primeiros seres vivos nasceram e se reproduziram no planeta Terra o conceito de rede, de teia e de ligação entre todas as pontas é o que faz o mundo evoluir, crescer e se desenvolver. Sejam as microbactérias ou os dinossauros, desde os homens das cavernas até os astronautas que vão ao espaço, tudo precisa de uma outra ponta da rede, da cadeia interligada, da teia emaranhada para sobreviver.

E isso não é diferente no mundo dos negócios. Nunca na história do planeta, a gente precisou tanto construir uma rede para poder se destacar. Se antes o networking era feito a partir de troca de cartões corporativos, que nada dizia sobre o dono do pedaço de papel – a não ser um telefone de contato, seu cargo e sua empresa – hoje, temos um universo inteiro na palma da mão. E o que era antes era só um cargo no cartão de visitas, hoje se abre para uma vida inteira.

Explico melhor: se antes, a expressão “fazer networking” era só passar a ser conhecido pela função que se ocupava em determinada empresa – pois este era o máximo de informação que se tinha naquele pedaço de papel – hoje a os primeiros contatos de negócios já nos entregam tudo sobre a pessoa jurídica, mas, junto deles, todos os aspectos, também, da pessoa física. Com um simples adicionar no Facebook, Instagram ou Twitter a gente sabe o que faz, o que gosta, o que pensa o nosso interlocutor. Hoje em dia, portanto, não existe só uma relação profissional. Ela só se concretiza, de fato, quando ela também envolve uma relação pessoal.

E é engraçado que isso aconteça com o avançar da tecnologia, já que pensávamos que o mundo governado pelas máquinas seria mais impessoal, mais objetivo e direto ao ponto. Não, muito pelo contrário, estabelecer relações de trabalho no mundo contemporâneo é também, de certa forma, curtir a foto do namorado novo da CEO da empresa X, dar parabéns pelo novo filho do diretor de marketing da empresa Y e fazer uma selfie despretensiosa com o fundador daquela startup com a qual você quer fazer negócio. Assim, com essa nova modalidade de networking, as oportunidades de negócios se multiplicaram com a mesma velocidade com que se crescem os likes e seguidores no mundo virtual.

Fica mais fácil saber de que forma seu trabalho pode ser linkado com o de outro profissional, pode-se estabelecer vínculos mais duradouros – já que as surpresas dos novos relacionamentos podem ser evitadas – e, com tanta informação que chega de todos os lados, o leque de possibilidades, caminhos e oportunidades se abre em progressão aritmética.

*Crédito da imagem no topo: Rawpixel/Pexels

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