Fome de inovação

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Fome de inovação

Em sua jornada de transformação digital, Seara investe em pesquisa e aposta em parcerias com grandes empresas de tecnologia e foodtechs, para atender aos anseios do consumidor em produtos e na comunicação


2 de outubro de 2019 - 18h21

A área da baía de San Francisco, na Califórnia, é o principal centro de inovação do mundo. A região registra a maior concentração de empregos ligados à alta tecnologia — praticamente um terço dos trabalhadores do setor privado ocupam cargos que podem ser assim classificados. Abrigando as sedes de três das cinco empresas mais valiosas globalmente (Apple, Google e Facebook) e de companhias icônicas da nova economia como Uber e Airbnb, também é destino de quase metade de todo o investimento feito por venture capital (fundos de investimento de capital de risco) nos Estados Unidos, o que torna a área atraente em termos de salários para os maiores talentos locais e internacionais do setor.
Engana-se, porém, quem pensa que são as corporações multibilionárias a peça-chave dessa engrenagem fantástica de novas ideias de produtos e dinâmicas inovadoras de trabalho.

Quando se investiga o que acontece de fato em San Francisco e suas imediações, como o Vale do Silício, descobre-se que o poder da transformação está nas mãos e mentes das pessoas. A solução que acabará com as dores de milhões de dólares de grandes empresas pode surgir tanto de uma conversa nos corredores de uma dessas gigantes da tecnologia quanto a partir de uma jornada imersiva, num escritório compartilhado, entre profissionais com diferentes backgrounds, concentrando esforços em resolver a mesma questão.

“Há muitas pequenas empresas e startups procurando soluções para os problemas de grandes companhias dos mais diferentes setores, varejo e indústria incluídos. Como o core business delas é resolver esses problemas específicos, a possibilidade de encontrar uma solução mais rápida e barata é grande. Grandes empresas e fundos de investimento aportam capital nessas startups para acelerar esse processo”, afirma Felipe Gonzalez, diretor de inovação corporativa da Plug and Play, a maior aceleradora do Vale do Silício. “É preciso estar conectado a esse ecossistema para ter acesso a essas soluções em primeira mão. Por sua vez, essas startups têm tecnologias que já estão disponíveis e, com acesso a uma grande gama de clientes, podem rapidamente colocar um produto no mercado, disponível para todos. Essa dinâmica de troca, de cocriação, é uma das bases da economia de compartilhamento”.

 

Escritórios do Google (no alto) e da Salesforce (acima) em San Francisco: gigantes do setor de tecnologia aceleram o processo de inovação

POR QUE A SEARA FOI AO VALE DO SILÍCIO

Essa conjunção única de fatores dita o ritmo dos habitantes e norteia o ambiente de negócios, o que faz da região um ótimo termômetro para se tomar contato e entender tecnologias e tendências que certamente farão parte de nossas vidas no futuro. Carros elétricos e autônomos, serviços de automação e armazenamento baseados na nuvem e aplicativos que transformam categorias inteiras em processo de comoditização já estão presentes na jornada dos consumidores por lá.

Gustavo Hansel, CEO da GH Branding e radicado em San Francisco, onde a empresa tem um escritório, estima que a região esteja uns 15 anos à frente do resto do planeta quando o assunto é ecossistema de inovação e adesão a novos hábitos de consumo. “Isso não acontece apenas em tecnologia. A visão das pessoas que vivem aqui também está muito mais avançada, o que afeta a expectativa delas em relação a produtos e serviços, que se torna muito maior”, afirma Hansel.

Foi para estreitar ainda mais seus laços com esse ecossistema e buscar inspiração na dinâmica de inovação que abraça toda a região que a Seara desembarcou na baía de San Francisco em setembro, em um grupo formado por clientes, equipes de vendas e marketing e influenciadores, para a edição 2019 da Escola de Negócios — a segunda visita corporativa ao Vale do Silício em apenas seis meses.

 

Entrada do escritório do Google no Vale do Silício

“É um processo de transformação digital, que estamos trabalhando fortemente esse ano. Precisamos inserir a Seara nesse novo mundo e criar oportunidades, ampliando o público da marca e a conexão com os novos consumidores”, afirma a presidente da Seara, Joanita Karoleski. “Estar aqui, com a equipe de marketing e clientes, acelera esse processo. Sozinho é muito difícil. Ao longo da viagem, os clientes perceberam a importância da sinergia entre a marca e o varejo na estratégia de CRM como geração de negócio”.

A iniciativa reforça a inovação como um pilar de desenvolvimento da companhia e da construção de sua marca para o futuro. No ano passado, a JBS, dona da marca, investiu R$ 230 milhões na área de qualidade e segurança dos alimentos globalmente. Em inovação, foram R$ 38,5 milhões. Apenas na Seara, o montante para pesquisa e desenvolvimento foi de R$ 16 milhões.

Os investimentos possibilitaram o desenvolvimento de novas linhas que equilibram sabor, sustentabilidade e opções para um novo grupo de consumidores. Entre os destaques estão a linha Seara Gourmet, cujo último lançamento foi o Bacon Especial Seara Gourmet, com cinco versões diferentes do produto, e Seara Nature, linha de produtos que exclui conservantes.

COMIDA É CULTURA

Um novo comportamento ligado ao bem-estar físico, e alinhado com a busca da nova geração por estabelecer relações que vão além da simples troca comercial, movimenta uma verdadeira revolução no setor de alimentação. Depois dos produtos orgânicos e de origem rastreada, é a vez de produtos com proteína vegetal conquistarem cada vez mais espaço nas refeições das pessoas e nas conversas sobre o tema.

A saudabilidade já faz parte, há algum tempo, das preocupações das pessoas, no dia a dia. O aumento da adesão do público a novos hábitos alimentares e inovações do setor incentivou a indústria a pesquisar e desenvolver novas possibilidades, opções e embalagens. Mas as mudanças de comportamento são mais amplas: a comida vem ganhando significados que vão além do sabor ou da saúde, incluindo aspectos sociais, políticos, de valores — e uma relação cada vez mais direta com a tecnologia.

Algumas linhas da Seara conversam com essas questões. Entre os destaques estão o Incrível Burger, da Seara Gourmet, desenvolvido integralmente com produtos vegetais, porém preservando textura e sabor de carne, e a linha de frangos DaGranja, que possui certificação da World Quality Services, que atesta os frangos da linha como vegetais.

 

Incrível Burger, da Seara Gourmet, desenvolvido integralmente com produtos vegetais

“Estamos falando de um público completamente diferente. Há um público crescente que só consome proteína vegetal, um mercado praticamente intocado”, afirma Gonzales, da Plug and Play. “A Seara, uma marca que pertence à principal produtora de proteína animal do mundo, poderia achar que não precisa se preocupar com isso. Mas já perceberam que é um público exigente, com poder de compra, e que cresce cada vez mais”.

O mercado vegano movimentou algo em torno de US$ 12,5 bilhões em 2018, no mundo todo. Esse número deve quase dobrar até 2026, chegando a US$ 24,3 bilhões, de acordo com dados da Acumen Research and Consulting. Números da Euromonitor International apontam que entre 2017 e 2018 as vendas globais dos segmentos de proteínas vegetais avançaram 19%.

O mercado de proteína vegetal pode se desenvolver mais rapidamente que o esperado, quando se observa que o questionamento da ingestão de alimentos com origem animal tem deixado de ser uma prática exclusivamente vegana e ganhado contornos culturais. Indivíduos preocupados com a saúde ou os impactos ambientais da produção industrial de alimentos baseados em mamíferos, aves e peixes também têm adotado tal postura e aderido à uma dieta na qual reduzem o consumo de proteína animal, mas permitem-se a ingestão ocasional de carne — são os chamados ‘flexitarianos’ .

No Brasil, pesquisa do IBOPE, em 2018, indicou que aproximadamente um em cada sete brasileiros (14%) se declaram vegetarianos — algo em torno de 30 milhões de pessoas, levando em consideração os registros do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O  QUE É FOODTECH?

Neste contexto, alguns temas que estarão cada vez mais presentes na pauta sobre o futuro dos alimentos vêm ganhando relevância no dia-a-dia das grandes empresas e viraram o principal foco de uma série de startups emergentes, dedicadas a encontrar soluções para novas demandas do setor de alimentação — as chamadas foodtechs.

Foodtechs são empresas que aplicam inovação e tecnologia na produção e distribuição de alimentos. Assim como as fintechs estão revolucionando os serviços e o setor financeiro, as foodtechs estão revolucionando toda cadeia da indústria da alimentação, da preparação da terra para o plantio à chegada de produtos de origem biotecnológica à mesa para as refeições. De acordo com a Research and Markets, os investimentos e o comércio relacionados à tecnologia na produção de alimentos devem superar US$ 250 bilhões em 2022.

Tais empresas e suas práticas se tornaram um dos assuntos mais quentes da região da baía de San Francisco e Vale do Silício por duas principais razões: a já citada conotação cultural que a comida tem encampado atualmente e a necessidade de se aumentar tanto a quantidade quanto a qualidade dos alimentos produzidos, com base em projeções do crescimento da população global (que pode chegar a 10 bilhões de pessoas em 2050) e do consumo de calorias (cuja demanda deve aumentar 70% até 2040).

Esses indicadores mostram que o setor pode ser revolucionado nos próximos anos, abrindo espaço para transformações na participação de mercado, na construção de marca e no relacionamento com acionistas, clientes, funcionários, consumidores e a sociedade.

 

Just Eggs, da JUST, Inc., é uma alternativa aos ovos de galinha feita de brotos de feijão

“Comida é uma das grandes questões do mundo atual, as maiores universidades do planeta estão estudando e desenvolvendo formas da população ser alimentada no futuro. Os recursos são limitados, então a disrupção no setor de alimentação é um passo natural”, afirma Gustavo Hensel, da GH Branding. Analisando o ambiente de negócios, os hábitos de consumo e as projeções para o setor, o empreendedor avalia que foodtech é um movimento que deve ganhar cada vez mais relevância.

“Percebe-se isso pelo número de startups nesse setor, o conhecimento sendo gerado em universidades em cima desse assunto, e pela quantidade de investimento, seja de grandes empresas mais tradicionais, seja de fundos de investimento aportando capital nessas startups específicas”, enumera Hensel. “Não é uma moda, não é passageiro. Assim como já é San Francisco, o foodtech vai se tornar mainstream globalmente.”
Essa história continua:

PARTE 2: A missão do marketing
José Cirilo, diretor executivo de marketing de Seara, diz que relevância da marca e conexão com o público são prioridades para a marca

PARTE 3: Insights em tempo real
Tannia Fukuda Bruno, diretora de marketing e comunicação de Seara, ressalta a importância de criar uma cultura de inovação

PARTE 4: Uma escola de negócios diferente
Para acelerar processo de inovação, Seara promove experiências e dissemina conteúdo entre clientes e equipes de marketing e vendas

PARTE 5: Conversas um a um, em escala
Influenciadores são peça central da estratégia da Seara, que busca comunicação espontânea e engajamento orgânico

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