Como funciona o hub de inovação da Arezzo&Co

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Como funciona o hub de inovação da Arezzo&Co

Localizado na sede da empresa em Campo Bom, no Rio Grande do Sul, espaço será aberto à universidades e startups com projetos para incubação


29 de setembro de 2021 - 6h00

Mauricio Bastos, Alexandre Birman e Luciano Orsi nas instalações do ZZHUB (Crédito: Divulgação)

A Arezzo&Co, detentora de marcas como Arezzo, Schutz, Anacapri, Alexandre Birman, anunciou na semana passada a inauguração do ZZ HUB, na sede da empresa da cidade de Campo Bom, no Rio Grande do Sul. Apresentando-se como uma aceleradora de produtos e negócios digitais, o espaço físico de 4.000 m² será berço para inovações e co-criações partindo de estudantes e startups, além de abrigar treinamentos e times das áreas da companhia relacionadas à proposta do hub. O investimento total para a criação e consolidação do ZZ HUB foi de pouco mais de R$ 4 milhões.

A necessidade da criação de uma iniciativa do tipo surgiu em 2020, depois que a empresa viu as receitas de e-commerce partirem de R$ 214 milhões, em 2019, para R$ 520 milhões. A fim de dar um passo à frente em termos de maturidade digital, o espaço será dedicado ao conceito de inovação aberta, contando com a colaboração de estudantes universitários em diversos níveis de graduação, de pós à doutorado, e startups. “Esse espaço nasceu para ser um ponto de encontro”, explica Maurício Bastos, diretor executivo de transformação digital da Arezzo&Co. “Assim como o insight criativo vem de uma sinapse, muitas vezes de dois neurônios que até então não tinham se encontrado, o hub acaba gerando essas sinapses criativas no mundo digital de novas ideias de produtos e negócios”, completa.

Localizado em um prédio de relevância histórica para a Arezzo&Co — por ter sido sede da marca Arezzo na cidade e também a fábrica Alexandre Birman — o primeiro andar será destinado à um coworking com toda a infraestrutura necessária para que estudantes e, sobretudo, as startups desenvolvam suas teses e soluções que casem com os desafios de negócio da organização. De acordo com Maurício, a Arezzo&Co buscou elencar cerca de dez problemas de negócio que podem ser levados aos atores envolvidos no processo de criação para que possam ser confrontados com projetos inovadores já em andamento. O executivo endossa ainda que a nova frente é a conexão da transformação digital com diversas áreas de negócio da companhia.

O hub conta com localização privilegiada em relação à tecnologia, uma vez que se encontra em um polo acadêmico: as proximidades contam com a Universidade Feevale, em Novo Hamburgo, e a Vale dos Sinos (Unisinos) em São Leopoldo — instituições com as quais a companhia planeja estabelecer parcerias para participação No ZZ HUB. Além disso, há o Tecnosinos, parque tecnológico que tem como objetivo fomentar novas economias da área da tecnologia orientadas pelo empreendedorismo inovador e auxiliar no desenvolvimento sustentável da região. A Arezzo já realizava atividades pontuais com universidades, como hackathons e desafios, porém sem uma instalação própria.

O mesmo mecanismo de parcerias será adotado para realizar a atração de startups. Atualmente, a Arezzo é associada da Endeavor e da Amcham, o que amplia as oportunidades de construção de iniciativas conjuntas. Inicialmente, o período previsto para a incubação de projetos é de 6 meses a um ano, podendo ser ampliado ao longo do tempo. “Entendemos que outras coisas podem se desdobrar e eventualmente podem gerar algo diferente, como a aquisição de uma solução de tecnologia ou a contratação de profissionais para o nosso time”, diz o diretor executivo de transformação digital.

 

ZZHUB terá espaços destinados às apresentações dos projetos inovadores (Crédito: Divulgação)

Além dos projetos de fora para dentro, a ideia do hub é oferecer cursos para contribuir com a comunidade local de Campo Bom e do Vale dos Sinos. Atuando ao lado da prefeitura da cidade, a Arezzo pretende participar do casamento de iniciativas que relacionam o governo, academia e empresas. Hoje, a prefeitura local conta com um projeto, elaborado ao lado da Feevale, que ensina Java à comunidade — o qual a companhia tem planos de adentrar com experiência interna. A Arezzo conta, por exemplo, com um curso de UX design interno, que deverá fazer parte da grade externa de aulas oferecidas, juntamente com demais necessidades e frentes que estejam alinhadas com as prioridades da prefeitura de Campo Bom.

“Sem sombra de dúvidas, [o hub] vai impactar profundamente o nosso futuro, tanto acelerando os negócios que existem hoje, trazendo uma visão mais diversa e com mais pontos de vista com a parte de academias e startups, quanto provocando novos negócios que são soluções que podemos prestar e trazer para fora”, conclui Maurício Bastos. Ainda que a empresa não descarte a possível criação de mini hubs nas instalações da Arezzo&Co em outros locais, ainda não há planos futuros para a expansão para demais partes do Brasil. Por agora, o foco é concretizar a iniciativa no sul.

*Crédito da imagem do topo: nazarkru/iStock

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