Governo acena com mudança no IPI para importados
O governo federal mudou o discurso e agora acena com mudanças no regime automotivo definido por decreto de lei, que no início de agosto aumentou o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) sobre os veículos importados. A medida, válida até dezembro de 2012, aumentou em até 30% o valor final de alguns modelos importados.
“Estamos fechando um modelo de transição, que terá de ser um modelo gradual. Não podemos exigir que as indústrias comecem com 65% de conteúdo local, porque esse é um índice que as montadoras que estão aqui levaram anos para alcançar”, afirmou o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, em entrevista ao jornalista Fernando Rodrigues, do UOL.
Pimentel indicou que, no momento, o governo analisa os projetos de construção de fábricas encaminhados pelas montadoras, com o cronograma de implantação. Na semana passada, JAC Motors e Nissa Renault anunciaram planos de investimento, nos dois casos com início de produção no País previsto para 2014. “Vamos avaliar os projetos e esperamos que em até 90 dias esse plano de transição esteja concluído”, disse o ministro.
Apesar da mudança de retórica, contudo, Pimentel reafirmou que o governo poderá negociar com as montadoras que tiverem projetos consistentes. Mas as importadoras, por outro lado, dificilmente escaparão do imposto a mais. “Estamos dispostos a ouvir o que as montadoras vão nos apresentar. Mas não acredito que a manutenção do aumento do IPI pelo prazo de um ano, pouco mais que isso, será capaz de atrapalhar os planos de investimento de que deseja construir uma fábrica no País.”
