Histórias e negócios: os planos do novo núcleo de filmes da Globo

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Histórias e negócios: os planos do novo núcleo de filmes da Globo

Com a comédia romântica Ritmo de Natal, que estreia nesta quinta-feira, 30, no Globoplay, grupo dá início a hub de produção mais ágil de longas-metragens, com distribuição para diferentes janelas


30 de novembro de 2023 - 6h15

A história da cantora de funk Mileny (interpretada por Clara Moneke) e do violonista Dante (personagem do ator Isacque Lopes), que terão o desafio de reunir suas famílias, de universos totalmente diferentes, para passar o Natal juntos, foi a escolhida para iniciar os trabalhos do Núcleo de Filmes dos Estúdios Globo.

Núcleo filmes Globo

Clara Moneke e Isacque Lopes protagonizam Ritmo de Natal, que estreia no Globoplay nesta quinta-feira, 30 (Crédito: Manoela Mello)

Ritmo de Natal estreia no Globoplay e também nos cinemas nesta quinta-feira, 30, como a primeira obra de um hub criado para impulsionar a produção de longas-metragens para o streaming e outras janelas de distribuição de forma mais ágil.

A comédia romântica natalina tem patrocínio da Coca-Cola e, além do Globoplay, também será exibida na TV aberta, no próximo dia 18 dezembro, como parte da programação especial de fim de ano.

Após essa estreia, o Núcleo de Filmes dos Estúdios Globo já tem seu próximo trabalho engatilhado, que trará de volta uma personagem já conhecida do público espectador da emissora. Em Dona Lurdes, O Filme – produção que será lançada no primeiro semestre de 2024 – Regina Casé reassume o papel da protagonista da novela Amor de Mãe.

Assim como Ritmo de Natal, a história de Dona Lurdes também terá sua estreia no Globoplay e nos cinemas e, posteriormente, será exibida na TV Globo.

Núcleo de Filmes e novos formatos de narrativas

Além de Ritmo de Natal e de Dona Lurdes, cujas gravações ainda estão acontecendo, o Núcleo de Filmes dos Estúdios Globo já tem outros oito títulos previstos para 2024.

“Os longas são produzidos com todos os recursos existentes e disponíveis nas produções da Globo, com fluxos e processos que incentivam a criação e facilitam o desenvolvimento das ideias”, conta José Luiz Villamarim, diretor de gênero dramaturgia da Globo.

Ele conta que o grupo também está organizando processos de briefing e pitching, com a proposta de abrir oportunidades para propostas de toda a comunidade criativa. “A meta é produzir de seis a oito filmes por ano, com títulos originais e spin-offs de produtos de sucesso da empresa”, conta.

O caso do longa-metragem Dona Lurdes se encaixa nesse quesito de spin-offs, quando a Globo estende uma história já conhecida, para explorar sua conexão com o público. Villamarim, inclusive, foi o diretor da novela Amor de Mãe e, portanto, tem familiaridade com a protagonista. “Ela realmente se tornou um personagem que tocou a todos e atingiu o lugar de afeto de todo mundo”, diz.

Ao reviver a personagem, a atriz Regina Casé destaca que, tal como foi em Amor de Mãe, a esperança e o bom humor, características de Dona Lurdes e de boa parte dos brasileiros, serão novamente a marca da protagonista. “Ela vai reaprender e descobrir a vida em uma nova realidade, com os filhos já em suas vidas independentes. Vamos vê-la viajando, namorando, conhecendo novas pessoas. Estou entusiasmada com tantas possiblidades”, conta Regina.

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Dona Lurdes (personagem de Regina Casé na novela Amor de Mãe) volta em um longa-metragem que deve estrear no primeiro semestre de 2024 (Crédito: Divulgação/Globo)

Filmes e marcas

Além de ampliar as possibilidades de entretenimento ao público do streaming, dos cinemas e da TV aberta, o novo núcleo de filmes também abre outras possibilidades de negócios para a Globo. Segundo Villamarim, a vantagem do núcleo, em termos comerciais, é a agilidade de produção. Enquanto os longa-metragens, em média, podem levar dois anos para serem concluídos, dentro do núcleo a estimativa é concluir as produções em cerca de seis meses, segundo o diretor.

“Olhando pelo viés comercial, isso facilita que anunciantes pensem suas ações de conteúdo e patrocínio para veiculação num intervalo mais curto de tempo, em diferentes plataformas e formatos, que se complementam”, acredita.

No caso de Dona Lurdes, por exemplo, o diretor cita que é possível contextualizar ações comerciais em situações do cotidiano da protagonista, como preparo de refeições, viagens, ligações pelo celular, entre outras. “A proposta realista da personagem fica evidente em todas as situações que ela vivencia, tanto em família quanto em momentos de intimidade. Isso, para uma produção como um filme, que vai conversar com pessoas em janelas de exibição diferentes, permite uma aproximação do cotidiano”, finaliza.

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