Como a Microsoft vem tentando estreitar os laços com os anunciantes

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Como a Microsoft vem tentando estreitar os laços com os anunciantes

Carsten Rauh, head de native sales da Microsoft para EMEA e LATAM, comenta a oferta de soluções a agências e anunciantes e hábitos da audiência no Brasil


18 de abril de 2024 - 15h33

A Microsoft está presente atualmente em grande parte da jornada diária de diversos consumidores ao redor do mundo. Seja por meio do Microsoft 365, Windows ou até mesmo o LinkedIn, adquirido pela companhia em 2016, os pontos de contato com usuários representam oportunidades comerciais para anunciantes.

Em viagem ao Brasil, Carsten Rauh, head de native sales da Microsoft para Europa, Oriente Médio, África e América Latina encontrou-se com agências e anunciantes para estreitar laços e disseminar o conhecimento sobre as soluções mais recentes da Microsoft Ads. Com isso, abre portas para ampliar as possibilidades de atuação nas plataformas da big tech.

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Carsten Rauh, head de native sales da Microsoft para EMEA e LATAM (Crédito: Arthur Nobre)

“Conseguimos nos conectar com o Microsoft News, com o Bing, e também com nossos canais de games, com os jogos da Microsoft e o Xbox. Assim, nos tornamos uma oferta bastante única, pois temos muitos pontos de contato ao longo do dia”, explica o head. Ao todo, são 72 milhões de usuários na rede da Microsoft no Brasil, dos quais 10% são exclusivos da big tech.

Um dos atrativos para os anunciantes é o ferramental baseado em inteligência artificial, principalmente através do chatbot Copilot a partir da parceria com a OpenAI. Segundo Rauh, a solução se comporta atualmente como uma narrativa sobre como a Microsoft e nossa vertente de anúncios desejam que as soluções de IA funcionem. Assim, há a proposta de, cada vez mais, aproximar a tecnologia dos usuários, parceiros, anunciantes e agências.

“Existem diferentes versões de criatividade, indo de bastante moderado a muito criativo, e anunciantes e agências podem refletir sobre a interferência dessa solução sobre os anúncios”, explica. Uma abordagem moderada serviria para o target da Microsoft, que já é mais estabelecido. Já em um patamar mais criativo, pode ser aplicado para adentrar clichês menores ou fazer contato com grupos mais jovens.

Entre as possibilidades está o uso do Copilot para obter recomendações de textos de anúncios on-line.

Consumo de conteúdo

O Brasil é um dos 12 países com os quais a Microsoft opera como parceira de tecnologia e vendas da Netflix. Atualmente, a gigante do streaming conta com 23 milhões de assinantes do plano suportado por anúncios. Isso se deve, em grande parte, pela dedicação dos brasileiros ao consumo de vídeo.

Rauh explica que o fato é um diferencial da audiência brasileira em relação a outros países. “A grande oportunidade que vemos no mercado brasileiro é definitivamente como podemos desbloquear soluções on-line de vídeo e CTV para que os anunciantes possam explorar o público com mais facilidade”, detalha.

Em TV conectada, especialmente, também há uma alta demanda. Estudos recentes internos indicam que campanhas veiculadas em CTV têm 18% mais taxas de engajamento em anúncios de público-alvo, bem como um aumento de 9,3% em pesquisas.

Mensuração

O mercado publicitário se prepara para o fim dos cookies de terceiros. Assim, o head da Microsoft salienta a necessidade de reunir a maior quantidade possível informações que permitam conhecer o consumidor sem invadir sua privacidade.

“Anunciantes e agências, em parceria com plataformas como a nossa, podem ser parte de um esforço para entender melhor os valores da vida dos clientes e o que se pode fazer em cada ponto da jornada para transmitir a mensagem certa”, diz. O executivo chama atenção, ainda, para a disputa por atenção e necessidade de estabelecer modelos mais apoiados em dados sobre como a marca está veiculando anúncios.

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