Os estreantes do Cannes Lions: Mônica Salgado

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Os estreantes do Cannes Lions: Mônica Salgado

Meio & Mensagem mostra as impressões dos brasileiros que irão julgar os trabalhos no Festival; jornalista participa do júri de Social & Influencer

Bárbara Sacchitiello
8 de junho de 2018 - 15h03

Mônica Salgado criou linha licenciada de bolsas e acessórios e também apresenta quadro no programa Vídeo Show, da Globo (Crédito: Divulgação)

A escolha da jornalista Monica Salgado para compor o júri do Cannes Lions neste ano marca algumas estreias. É a primeira que vez que a profissional, que até o ano passado era diretora de redação da revista Glamour, é convidada para avaliar os trabalhos do mais importante festival criativo do mundo. Também será a primeira vez que o Cannes Lions tem uma categoria exclusiva para avaliar os impactos dos trabalhos feitos por influenciadores nas redes sociais: Social & Influencer.

Ser escolhida para fazer parte de um festival que não pertencia ao seu cotidiano de trabalho foi uma surpresa para Monica. “Como não sou desse mercado, quando recebi o aviso de que havia sido selecionada, tive uma grande surpresa”, confessa a jornalista. Após a reação inicial, no entanto, a profissional passou a ver bastante sinergia entre a participação em Cannes com o novo rumo que deu em sua carreira.

Desde o ano passado, quando deixou a Glamour, Monica passou a se dedicar a trabalhos que envolvam a relação entre marcas, moda, empreendedorismo e influenciadores. Além de dar palestras e participar de eventos de negócios, Mônica criou uma linha própria de produtos licenciados e estendeu sua presença na mídia ao apresentar um quadro no programa Vídeo Show, da Globo. “A categoria Social & Influencer tem muito a ver com a minha trajetória, sobretudo após o movimento de mudança que fiz e a maneira pela qual sempre enxerguei a publicidade no universo dos veículos e influenciadores”, conta.

Como critério para escolher os melhores trabalhos inscritos em Cannes, Mônica usará boa parte da experiência que desenvolveu quando ainda atuava no mercado editorial além da própria vivência como influenciadora (no Instagram, ela conta com mais de 330 mil seguidores). “Fui testemunha ocular e participante da revolução das redes sociais no Brasil. A revista Glamour foi criada em 2012, no mesmo ano do Instagram. Quando liderava o conteúdo editorial tive muita preocupação em compreender e alimentar esse fenômeno das redes sociais, pois sempre via aquele universo como o novo caminho da comunicação”, relembra.

Essa visão já foi usada na primeira etapa de julgamento da categoria, realizada via online. Mônica passou os últimos dias avaliando as peças e conta que já conseguiu notar um aprimoramento em seus próprios critérios. “A cada peça que abria me deparava com uma ideia genial e com sacadas fascinantes que as marcas conseguem ter nas redes sociais. Com o passar do tempo de julgamento, você consegue fazer mais comparações e criar mais referências, que vão ajudando a definir melhor os melhores trabalhos”, comenta.

Essa vivência pré-evento também tem ajudado Mônica a se sentir mais ambientada ao universo da publicidade. “Embora eu conheça algumas pessoas do mercado, me senti muito ‘outsider’ quando fui indicada. Com o passar do tempo, pude conversar com as pessoas do júri, estreitar os contatos e hoje vejo que trazer um olhar diferente para Cannes é bom tanto para mim quanto par as pessoas da indústria, que também terão a chance de conviver com outra visão sobre o negócio”, aposta.

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Crédito da imagem no topo: Eduardo Lopes/Imagem Paulista

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