Rappi aposta em entregas ultrarrápidas de farmácia
Testes do Turbo Farma começam por São Paulo com 1,2 mil itens e prometem entregas em até 10 minutos

Rappi inicia operação de farmácia em São Paulo (Créditos: Nelson Antoine/Shutterstock)
Testes do Turbo Farma começam por São Paulo com 1,2 mil itens e prometem entregas em até 10 minutos
Larissa Santiago 12 de fevereiro de 2026 - 9h00

Rappi inicia operação de farmácia em São Paulo (Créditos: Nelson Antoine/Shutterstock)
O Rappi inicia, ainda este mês, a operação piloto do Turbo Farma, novo serviço de delivery de farmácia com entregas em até dez minutos. A iniciativa marca a entrada da plataforma no varejo farmacêutico por meio da vertical Turbo, dedicada ao quick commerce, modelo de comércio digital focado em entregas ultrarrápidas, geralmente realizadas de 10 a 30 minutos.
A primeira unidade funcionará na região de Santa Cecília, na capital paulista, a partir de uma dark store adaptada para atender às exigências regulatórias da Anvisa. O espaço foi estruturado com área refrigerada, separação física da operação e equipe formada por farmacêuticos em regime de turnos. Segundo a empresa, a unidade está devidamente licenciada e também pode realizar atendimento presencial.
O serviço atende a um raio de até 3,5 quilômetros e alcança cerca de 50 mil usuários. O portfólio reúne aproximadamente 1,2 mil itens, entre medicamentos isentos de prescrição (OTC), produtos de higiene pessoal, cuidados diários e itens para bebês e crianças. A meta é ampliar o sortimento para cerca de cinco mil SKUs até o fim de 2026.
De acordo com Felipe Criniti, CEO do Rappi no Brasil, a entrada na categoria está ligada à estratégia de ampliar a oferta de conveniência e recorrência dentro do aplicativo. “Farmácia é um mercado essencial, de alta recorrência e enorme relevância na rotina das pessoas. Identificamos uma oportunidade de incorporar essa demanda”, afirma. A empresa não informa os valores investidos.
A expansão para produtos que exigem retenção de receita está prevista para uma etapa posterior, condicionada a ajustes operacionais e tecnológicos. Nesse contexto, o Rappi estuda parceria com a Memed para integrar soluções de prescrição digital ao serviço, o que poderá viabilizar a entrega de medicamentos sujeitos a receita médica dentro das exigências regulatórias. A integração ainda está em definição.
O piloto terá duração inicial de três meses. A partir dos resultados, o plano prevê expansão para outros bairros da capital e, posteriormente, para cidades como Rio de Janeiro, Recife, Curitiba e Belo Horizonte.
O movimento do Rappi ocorre em um momento de maior atenção das plataformas ao setor farmacêutico.
Recentemente, o Mercado Livre anunciou a aquisição da farmácia Cuidamos, aprovada pelo Cade, e informou que pretende operar no modelo 1P, no qual vende diretamente os produtos.
A companhia também defende a atualização da regulamentação para permitir a venda de medicamentos por marketplaces.
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