BRF e JBS vão à TV após Operação Carne Fraca

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BRF e JBS vão à TV após Operação Carne Fraca

Empresas se manifestam sobre as investigações da Polícia Federal, que prendeu dois executivos da BRF e um funcionário da Seara (JBS); ações das duas companhias sofrem grande queda e lideram ranking de desvalorização da Bovespa

Bárbara Sacchitiello
17 de março de 2017 - 22h19

Atualizada em 18 de março de 2017 – 14h00

Desde a noite desta sexta-feira, 17, as gigantes do setor de alimentos BRF e JBS estão veiculando na TV aberta, em rede nacional, seus comunicados oficiais em resposta ao envolvimento de ambas na Operação Carne Fraca. As duas empresas também publicam anúncios em mídia impressa em títulos que circulam a partir de sábado, 18.

Os comerciais começaram a ser exibidos na sexta-feira, mesmo dia em que todo o País foi impactado pela ação deflagrada pela Polícia Federal, tida como a maior já realizada em um só dia pela instituição. Investigações apontaram inúmeras irregularidades em diversos frigoríficos brasileiros, incluindo unidades da BRF (proprietária das marcas Sadia e Perdigão) e da JBS (dona das marcas Friboi, Seara e Swift).

Entre os presos pela Polícia Federal, estão executivos da BRF, como Roney Nogueira dos Santos, gerente de relações institucionais e governamentais, e André Baldissera, diretor da BRF para o Centro-Oeste; e o médico veterinário Flavio Evers Cassou, funcionário da Seara, empresa controlada pela JBS. Além disso, a BRF teve uma de suas unidades interditadas pelo Ministério da Agricultura: a de Mineiros, em Goiás.

Em seu comercial (assista abaixo), a BRF frisa que “não compactua com nada que coloque em risco sua alta qualidade” e que “respeita os consumidores e as leis de nosso País” e assegura que “não há riscos para os consumidores”. No texto do filme, a BRF afirma que seus “mais de 100 mil colaboradores comunicarão pessoalmente aos consumidores qualquer desvio isolado ou individual que não esteja em linha com sua histórica qualidade”.

Já o comunicado da JBS diz que a empresa “é a maior interessada no fortalecimento da inspeção sanitária no Brasil” e que “no despacho da Justiça Federal que deflagrou a operação, não há qualquer menção a irregularidades sanitárias ou à qualidade dos produtos da JBS e de suas marcas”. Leia a íntegra do texto aqui.

Nesta sexta-feira, as ações da JBS e da BRF foram as que mais se desvalorizaram na Bovespa, o que fez o índice Ibovespa fechar o dia com baixa de 2,39%. As ações da JBS foram as que mais caíram, com perda de 10,59%, encerrando o pregão cotadas a R$ 10,72. As ações da BRF ficaram em segundo lugar no ranking de desvalorização, com queda de 7,25%, terminando o dia valendo R$ 37,10. Com isso, a JBS perdeu em um só dia cerca de R$ 3,5 bilhões em valor de mercado, agora cotada a R$ 29,3 bilhões. A BRF amargou perda de R$ 2,4 bilhões, passando a valer R$ 30,1 bilhões.

A JBS (incluindo a Seara) e a BRF aparecem entre as dez empresas que mais compraram mídia no Brasil em 2015, segundo o ranking Agências & Anunciantes. A disputa por mercado nos últimos anos teve lances como a chamada “guerra dos presuntos”, que rendeu uma condenação à Seara (JBS) por prejuízo de imagem à Sadia (BRF). Uma das marcas de crescimento mais rápido no País nos últimos anos foi a Friboi (JBS), que investiu pesado em comunicação, especialmente através de campanhas protagonizadas por Tony Ramos. Nesta sexta-feira, ouvido pelo site Ego, o ator disse que espera que se apure a verdade e que continua confiando nos produtos da marca.

Veja o comercial com o comunicado da BRF:

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  • Alex

    No terceiro parágrafo vocês eraram ao citar JBS, quando na verdade a nota de esclarecimento e da empresa BRF.

  • Deri Gomes

    Eu mesmo não compro mais nada referente a essas marcas. Aqui em casa está proibidissimo esses produtos. Comercial bonito mas a saúde é muito mais importante do que qualquer comercial.