NZN se reposiciona e lança núcleo de business intelligence

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NZN se reposiciona e lança núcleo de business intelligence

Responsável por verticais como TecMundo, Baixaki e Click Jogos, a empresa quer usar sua base de dados para oferecer insights à agências e marcas

Karina Balan Julio
20 de setembro de 2016 - 9h00

Sobhan Daliry, CEO da NZN. Foto: Divulgação

Sobhan Daliry, CEO da NZN. Foto: Divulgação

A NZN, responsável por sites verticais como TecMundo, Baixaki, Click Jogos e Mega Curioso, está se repaginando com um novo posicionamento de mercado e a inauguração de um núcleo de business intelligence. A ideia é utilizar a base de audiência do grupo como fonte de insights em diversos temas.

“Tínhamos usuários apaixonados que consumiam conteúdo e de outro lado tínhamos anunciantes consumindo mídia. A maneira com que a gente explorava esse potencial era muito humilde, então começamos a identificar e construir valor para usuários, pensando que as agências poderiam querer acesso a essa base de usuários”, diz Sobhan Daliry, CEO da NZN. 

A ideia principal é fornecer serviços que podem ser consumidos pelas agências em forma de consultoria, através de inteligência e cluster customizados que sejam insumos para targeting e planejamento de campanhas. Além da possibilidade de solicitar pesquisas segmentadas, veiculadas dentro dos sites da companhia. “Estamos mudando a cultura da empresa para uma cultura data-driven, pessoas da área de conteúdo estão passando por treinamentos de coaching para serem pessoas mais analíticas, já que a quantidade de dados é massiva”, acrescentou Sobhan. 

O esforço é parte dos investimentos em big data, cuja estrutura hoje coleta cerca de 2 milhões de data points por dia. Para a reestruturação, foi investido um total de R$1,5 milhão em recursos técnicos e infraestrutura para tratamento de dados, além da construção de dois novos estúdios de ponta.

Ainda este mês, a NZN inicia uma série de roadshows para apresentar as novidades às agências. A empresa quer se consolidar como uma plataforma de mídia e conteúdo em várias frentes, inclusive oferecendo conteúdo para ser veiculado fora dos verticais da NZN.

De acordo com Sobhan, a empresa está disposta a oferecer os serviços gratuitamente às agências e clientes. “Não queremos ser apenas um fornecedor, mas um parceiro. Queremos ser uma plataforma on demand que o cliente use como quiser, consumindo alguma coisa gratuitamente ou pagando, mas que todas as agências estejam consumindo nossos serviços de alguma forma”, diz.

Para o CEO, a emergência de adblockers e o volume de publicidade descontextualizado fazem com que as estratégias tradicionais sejam ineficientes. “Qual é a chance de um millennial clicar em um banner? Isso está acabando, não é o número de page views que vai fazer diferença, e sim o engajamento, o número de compartilhamentos e reações”, diz.  Pensando nessa demanda, a reestruturação pretende aliar conteúdo, estratégias de social media e análise de dados de sua base de usuários orgânica.

“Olhando o mercado de publicidade, é cada vez menos relevante ter um banner descontextualizado em grande volume, mas uma história contada com a cara de um influencer, com as características da vertical e do veículo de uma maneira inovadora”, avalia. 

A logotipo da empresa, por sua vez, também foi reformulada para traduzir as áreas de atuação da NZN. Em julho, o grupo criou seu núcleo de branded content, o brand studio, contando também com os braços de conteúdo (NZN Content), mídia (NZN Content) e mídias sociais (NZN Social). A empresa passa a comercializar novos formatos de display, além de canvas e 360º, e  planeja lançar também o NZN Mobile e da NZN Edu, com foco em educação. Mirando o mercado de pequenas agências de cidades de fora do eixo Rio-São Paulo, a NZN  pretende oferecer cursos profissionalizantes de gerenciamento de mídias sociais.

“Ao invés de passarem um briefing, os clientes podem falar qual é o problema. As agências têm parte desta expertise dentro de casa mas também precisam de serviços de fora. As visualizações por impressão são commodities e causam muito mais danos do que vendas, e o nosso objetivo é entregar um produto mais premium, disponibilizando o commoditie gratuitamente se for preciso”, finaliza.

As páginas mantidas pela NZN contam com um total de 14 milhões de seguidores, alcançando semanalmente cerca de 81 milhões de usuários de forma orgânica, de acordo com a companhia. A empresa já atende agências como DM9, Isobar, Neogama, DPZ&T e Africa.

 

 

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