O Globo apresenta projeto voltado à redação integrada

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O Globo apresenta projeto voltado à redação integrada

Reforma gráfica do jornal e site segue a nova estrutura de produção unificada com veículos Extra, Expresso e Época

Igor Ribeiro
24 de julho de 2018 - 9h12

O Globo apresenta ao público nesse domingo, 29, seu novo projeto gráfico de jornal e site. A data aproveita a comemoração de 93 anos do diário para sincronizar tecnologia e modelo de produção na estrutura remodelada da Infoglobo e oferecer ao seu público novas janelas para seu conteúdo.

 

Ruth de Aquino e Chico Amaral mostram boneco que simula novo projeto gráfico do O Globo (Crédito: Divulgação/ Antonio Scorza/ Agência O Globo)

“Uma ideia do novo desenho foi facilitar o processo de produção e o outro foi, claro, pensar nessas mudanças de hábitos de consumo do público, com cada vez mais fontes de conteúdo, com atenção cada vez mais dispersa”, explica Ruth de Aquino, diretora editorial da Infoglobo. Por “facilitar o processo”, a executiva se refere às transformações recentes que reuniu, em novembro de 2017, as redações de O Globo, Extra, Expresso e Época na nova sede da Infoglobo, na região central do Rio de Janeiro.

“Se a redação está integrada, temos que facilitar o fluxo de conteúdo entre as diferentes plataformas”, explica Chico Amaral, editor executivo de multimídia. O designer já havia assinado a reforma anterior de O Globo, de 2012, quando era diretor de arte do estúdio espanhol Cases i Associats, renomado no desenvolvimento de projetos gráficos. “O Chico Amaral já vinha sentindo a necessidade da reforma há uns dois anos, quando o processo de produção na redação passou a focar no digital first”, complementa Ruth. “Depois, com uma redação mais enxuta, com menos fartura de diagramadores, precisávamos de um design mais adequado.”

Foco no viewability
O fluxo de produção e a análise de comportamento de audiência no site – fossem assinantes, fosse quem esbarra no paywall – formam algumas das bases da reforma. “A preocupação era basicamente viewability, e não só dos anúncios, mas também da quantidade de conteúdo qualificado”, diz Chico. “A grade de três colunas do site não vinha sustentando mais a quantidade de conteúdo qualificado produzido durante o dia, desde que a mentalidade digital first passou a ter mais força.” Ruth acrescenta que as métricas “eram muito mais relacionadas a audiência, page view, e agora passamos a conteúdo exclusivo, com um paywall bem mais rigoroso, além de um conteúdo que mesmo de início é premium, exigindo assinatura”.

Simulação de nova capa de O Globo (Crédito: Reprodução)

O redesenho iniciado no site acabou definindo também a identidade visual do impresso. Ambos têm a mesma família de fontes, Whitman. A letra dos textos está 25% maior, embora as reportagens tenham, em média, menos palavras. O tamanho das cabeças das páginas também diminuiu e o conteúdo passou a ser distribuído mais horizontalmente, permitindo acomodar mais coisas, embora de maneira mais leve. Há mais recursos gráficos, como informações visuais e fotografias maiores. A letra “O” do logo de “O Globo” se tornou um ícone de navegação por diversas seções.

As mudanças também pegaram a ordenação de seções e articulistas. Especialmente a área de Opinião, que passou do fim para o início do primeiro caderno. “O novo projeto mexeu com nossa vontade de incrementar ainda mais Opinião”, diz Ruth, “e precisamos diversificar como temos feito em outros cadernos. Quero mais mulheres escrevendo, há poucas, e nem foi por descuido, mas por inércia. É importante ter mais o olhar feminino, não só como convidadas, mas também em espaços fixos”. Entre as novas colaboradoras, estão a escritora Fernanda Young e a jurista Andréa Pachá.

O novo projeto também foi pensando em fins publicitários. “Temos uma preocupação enorme de orientação comercial pois, melhorando o viewability, valorizamos também nosso inventário, criando oportunidades, abrindo-se mais para branded content”, afirma Chico. No impresso, os anúncios estão em maior harmonia com as reportagens e colunas, explica o designer. Na sexta-feira, 20, Chico Amaral falou brevemente sobre as novidades do projeto numa apresentação a agências do Rio, acompanhado de Tiago Afonso, diretor de desenvolvimento comercial e digital da Editora Globo, e equipe do G.Lab, que desenvolve formatos de branded. Segundo dados de junho do Instituto Verificador de Comunicação (IVC), O Globo está entre os quality papers com maior crescimento digital: 76% no decorrer do último ano, chegando 172 mil exemplares na média de junho, num total de 292 mil contanto print. A Infoglobo também divulga 23,1 milhões de visitantes ao site do jornal mensalmente.

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