Comunicação
As pessoas mais tiram do que doam
O sócio e vice-presidente de criação da Loducca, Guga Ketzer, diz que os moradores de SP é que podem ser melhorados na cidade
O sócio e vice-presidente de criação da Loducca, Guga Ketzer, diz que os moradores de SP é que podem ser melhorados na cidade
Meio & Mensagem
22 de janeiro de 2013 - 3h03
Na semana em que se comemoram os 459 anos de São Paulo – o aniversário é na sexta-feira 25 -, Meio & Mensagem convidou algumas pessoas para apresentar sugestões para a cidade. O tema, de livre escolha, questiona o que pode ser comemorado, o que inspira o morador ou o que pode ser melhorado para os próximos anos para a maior cidade do Brasil e uma das maiores do mundo.
A seguir, a sugestão de Guga Ketzer, sócio e vice-presidente de criação da Loducca:
"O que poderia ser melhorado para o próximo ano em São Paulo? As pessoas. É. Os habitantes desta dita selva de pedra. Que, diferentemente dos nativos da selva de selva, não conseguem estabelecer uma relação de respeito e codependência com seu ambiente.
Aqui, as pessoas mais tiram do que doam para a cidade. Quase como se o lugar em que a gente vive tivesse a obrigação de nos servir melhor, de nos dar melhores condições para o tão desejado clichê da qualidade de vida. Para a maioria, o lance é ganhar dinheiro em São Paulo, de preferência o máximo possível e o mais rápido possível. E aí ostentar sua conquista em algum paraíso ou naquele que não sai da moda, Miami.
Agora, viver a cidade, ganhando e doando, respeitando os limites e espaços do coletivo… ‘Nahhh… São Paulo é um caos, num dá pra mudar’. Sim, é um caos e não vem com aquele botãozinho de voltar às configurações originais.
Educação, trânsito, poluição, violência e tantas outras coisas, no final, são sobre gente. Isso é que precisa mudar. E com urgência.
Aí você deve estar se perguntando o que o cara que está escrevendo este texto anda fazendo? Pouco, bem pouco, mas a consciência de que a minha balança também está mais pendida para o ganhar do que para o doar já é um começo. Afinal, como diria um grande pensador contemporâneo digital: ‘As árvores… somos nozes’.”
(Nota de Guga: o autor não nasceu aqui, mas escolheu esta cidade para viver, não só para morar)
Leia também "Cidade grande tem que pensar pequeno", de Fernando Diniz (Fbiz).
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