WPP corta bônus e Martin Sorrell tem salário reduzido

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WPP corta bônus e Martin Sorrell tem salário reduzido

Plano de incentivo da holding renderá 10 milhões de libras ao executivo; no ano passando, montante foi de 41,6 milhões de libras


15 de março de 2018 - 14h29

Martin Sorrell terá redução nos valores recebidos da holding (crédito: Eduardo Lopes)

Martin Sorrell, CEO do WPP – a maior holding de publicidade do mundo – enfrenta um duro corte em seus pagamentos. Neste ano, o executivo irá receber um bônus de longo prazo de 10 milhões de libras (o equivalente a US$ 14 milhões). Embora as cifras sejam altas, a quantia é bem inferior a recebida por Sorrell no ano anterior, que atingiu a marca de 41,6 milhões de libras.

O corte no pagamento é devido, principalmente, à eliminação progressiva do plano de incentivo de longo prazo criado pelo WPP, o Leadership Equity Acquistion Plan, que incrementou os pagamentos a Sorrell nos últimos tempos. Este ano é o primeiro da implementação de um novo – e menos lucrativo – programa de incentivos de longo prazo, denominado Executive Performance Share Plan.

O salário total de Sorrell – que será revelado somente em abril – inclui, além do bônus, pagamentos pensões, benefícios trabalhistas, seu próprio salário previsto em contrato e outros bônus de curto prazo. Os pagamentos já realizados ao CEO do WPP no último ano somam cerca de 6,4 milhões de libras, de acordo com informações de uma fonte da holding que pediu para não ser identificada.

Richard Oldworth, porta-voz da sede do WPP, em Londres, disse que ainda não tem detalhes sobre os pagamentos totais de Sorrell, mas reconheceu que o valor deverá ser menor do que no ano passado. O WPP perdeu quase um terço de seu valor de mercado nos últimos 12 meses por conta da redução das verbas na indústria de publicidade. A maioria de seus clientes, como Unilever e P&G, vem reduzindo os investimentos em marketing por pressão dos investidores, enquanto outras empresas de tecnologia também passaram a competir por suas verbas.

As ações do WPP tiveram uma queda de 8,2% em março, quando a holding reportou sua pior performance anual desde o início da crise financeira e apresentou projeções pouco otimistas para 2018.

Com informações do Advertising Age

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