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Saiba quais são as melhores agências para trabalhar

Great Place To Work divulga rankings das empresas premiadas de médio e grande porte no segmento

Renato Rogenski
18 de janeiro de 2021 - 6h00

Créditos: andresr-iStock

Atributos como perspectiva de crescimento, qualidade de vida, diversidade e alinhamento de valores estão entre os mais estimados pelos colaboradores das melhores agências para se trabalhar no Brasil. Essa é uma das principais conclusões da nona edição do ranking Melhores Agências do estudo Great Place To Work, divulgado nesta segunda-feira, 18.

O universo de análise é o ambiente de trabalho de 81 empresas do segmento, em levantamento que ouviu 6364 colaboradores, por meio de questionários quantitativos, comentários e a avaliação de cultura e práticas das organizações. Assim como nas outras edições, 20 empresas foram premiadas, sendo 10 de porte grande (com 100 ou mais funcionários) e 10 de porte médio (com 30 a 99 funcionários).

Pelo quarto ano seguido, a Mirum, do grupo Wunderman Thompson, aparece como a melhor agência de grande porte da lista. Na segunda posição está a DP6, que cresceu de tamanho, já que no ano passado figurou na primeira posição do ranking entre as empresas de médio porte. No terceiro posto está a i-Cherry, mesma posição em que já havia ficado na listagem do ano passado.

Entre as agências de médio porte, a primeira colocada do estudo é a Letras, que nem figurava no ranking do ano passado, seguida da Mark Up, que também não estava entre as dez melhores agências para se trabalhar em 2020. O terceiro posto ficou com a Adtail, que na lista passada ocupava a segunda colocação.

Vale lembrar que o Great Place To Work analisa uma série de critérios para determinar o ranking. Entre os mais relevantes estão aqueles capazes de melhorar a confiança dos funcionários e reter os talentos nas agências. Dentro desses quesitos, a oportunidade de crescimento está em primeiro lugar para 48% dos participantes do estudo, a qualidade de vida para 22% e o alinhamento de valores para 19%.

Na comparação com o estudo do ano passado, alguns conceitos escolhidos pelos funcionários nas melhores agências para trabalhar ganharam uma pontuação maior. Entre eles, a credibilidade dos líderes para gerenciar pessoas e administrar os negócios de forma geral, o respeito dos líderes na relação com os funcionários, tanto na questão profissional como pessoal, além da imparcialidade dos gestores com relação a todos os funcionários.

Outro dado essencial na consideração dos colaboradores é a promoção da diversidade dentro da empresa. Todas as agências listadas no ranking contam com pelo menos um profissional responsável por combater a discriminação e estimular um ambiente mais diversos, inclusivo e igualitário.

Na entrevista a seguir, Victor Barros, diretor responsável pelo ranking de Agências no Great Place To Work, fala sobre os destaques e peculiaridades do ranking desta edição:

Meio & Mensagem – Como foi conduzir o estudo neste ano atípico, com as pessoas trabalhando em suas casas? Muda algo no processo e no resultado final do estudo?
Victor Barros – Realmente 2020 foi um ano atípico para todos nós, e ainda estamos passando por um momento muito delicado, com muitas incertezas. Todas as empresas foram pegas de surpresa e aquelas que já tinham a prática de home office, conseguiram sair na frente e ter uma retomada muito melhor. Aqui no GPTW isso já era uma política e, por isso, foi muito fácil para nós nos adaptarmos. Com essa agilidade foi possível manter os estudos e a estruturação dos rankings. Acho que é importante ressaltar que nesse ano tivemos recordes de empresas participando dos processos. E isso mostra uma maior preocupação das empresas com o tema recursos humanos.

M&M – Pelo estudo, os profissionais estão prezando por trabalhar em empresas mais humanas e diversas? Qual é o balanço e o impacto disso no mercado publicitário?
Victor –
Os profissionais estão buscando lugares diversos e empresas que se preocupem verdadeiramente com a questão, principalmente no mercado publicitário. Quando olhamos o corte por gênero, vemos que as mulheres representam 51% da população de colaboradores das empresas participantes, o que é bem acima de nossos outros rankings. Além disso, o número de mulheres líderes nas agências premiadas é de 41%, o que é bem alto. Em relação a CEOs, elas representam 15%, o que ainda é um número baixo, mas bem acima dos outros segmentos.

M&M – Além do que já destacamos, qual é o perfil das agências premiadas no ranking?
Victor –
No geral, as agências premiadas são bastante jovens, têm em média 15 anos de vida. Isso claro não é um problema, é uma característica única desse ranking. Outro ponto muito relevante é que quando olhamos para a possibilidade de fala dos funcionários nessas empresas, o crescimento de 2019 para 2020 foi acima de 5 pontos percentuais. No geral as empresas não conseguem ter esse nível de evolução. Vemos que as agências têm tido uma preocupação maior no que tange a comunicação interna. Também são empresas que tem o feedback em sua essência. Nas agências premiadas, 71% dos respondentes dizem que recebem mais de três feedbacks por ano.

*Crédito da imagem de topo: trendobjects/iStock

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