Digital e health evitam queda mais acentuada das holdings

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Digital e health evitam queda mais acentuada das holdings

Rankings globais evidenciam health como oásis na publicidade e avanço das consultorias digitais, em ano de grande desaceleração causada pela Covid-19

Alexandre Zaghi Lemos
12 de maio de 2021 - 18h10

(Crédito: Archmeena29/iStock)

Os resultados financeiros dos maiores grupos globais no primeiro trimestre de 2021 mostram tendência de reversão nas quedas de receita observadas em 2020. O WPP avançou 1,3% na receita orgânica nos três primeiros meses do ano na comparação com o mesmo período do exercício anterior, conseguindo inverter a rota expressa pelo declínio de 5,4% do reporte referente ao último trimestre do ano passado. Somado aos crescimentos de 1,9% do Interpublic e de 2,8% do Publicis Groupe, os balanços do primeiro trimestre embalam a interpretação de que a indústria voltou a crescer, apesar de o Omnicom ter destoado, com queda de 1,8%.

A análise otimista é baseada, ainda, no fato de os três primeiros meses de 2020 terem sido os menos afetados pela crise decorrente da Covid-19, o que sugere que a comparação dos próximos trimestres com os respectivos períodos do ano passado será ainda mais favorável.

O tamanho da queda da indústria em 2020 pode ser visto em panorama no ranking do Agency Report, publicado semana passada pelo AdAge, que, em sua apresentação ressaltou a avaliação de que os negócios voltaram a avançar em meio a uma economia global ressurgente. Além dos balanços do primeiro trimestre, a publicação destaca o crescimento dos níveis de emprego na indústria, no mercado estadunidense, após a queda do ano passado, e a recuperação nas ações das holdings de agências — os papéis do Interpublic atingiram no final de abril sua maior cotação desde 2002.

São dados promissores para dar um fôlego à indústria. Considerando as cerca de 400 empresas incluídas no relatório, o AdAge estima que o mercado estadunidense movimentou US$ 50,6 bilhões em 2020. Uma queda de 6,8% em relação ao exercício anterior, o que representa a segunda desaceleração mais profunda desde 1945, quando o AdAge começou a publicar seu relatório anual sobre o desempenho do setor — só perde para a queda de 7,5% verificada em 2009, em meio à chamada Grande Recessão. Para chegar às taxas de crescimento na receita das agências, o AdAge Datacenter considera o resultado orgânico declarado ou estimado, excluindo, portanto, aquisições e efeitos da variação de câmbio das moedas.

A comparação de 2020 com o ano anterior evidencia o avanço das consultorias digitais Accenture Interactive, Deloitte Digital e PwC Digital, que foram as únicas holdings entre as líderes do ranking a apresentar crescimento, além da chinesa BlueFocus.

Outra constatação é a de que as agências especializadas em health se confirmam como um oásis para as grandes holdings. No Interpublic, representaram cerca de 26% da receita líquida mundial de 2020, ante 22% em 2019 — com destaque para o crescimento da FCB Health. No Publicis Groupe, responderam por cerca de 12% da receita líquida mundial no ano passado, ante 10% no exercício anterior. E no Omnicom foram a única disciplina a obter crescimento, com avanço de 3,3%, enquanto o resultado geral da holding retrocedeu quase 12%.

(Crédito: Ad Age Datacenter)

 

(Crédito: Ad Age Datacenter)

Com informações do AdAge.

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