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Black Friday gerará R$ 2,1 bilhões em receita

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Black Friday gerará R$ 2,1 bilhões em receita

Entre as maiores tendências estão eletrônicos, eletrodomésticos e telefonia

Victória Navarro
25 de novembro de 2016 - 15h16

Este Black Friday não será diferente de outras datas comemorativas que apresentaram altas no índice de vendas, mesmo em período de recessão econômica: o Dia das Mães teve alta de 8%, o Dia dos Pais, 12%, e o Dia dos Namorados cresceu 16%. O E-bit, unidade especializada em informações de comércio eletrônico do Buscapé Company, que avaliou 5.791 pessoas, afirma que o faturamento, somente nesta sexta-feira, 25, chegará a R$ 2, 1 bilhões, ou seja, 30% a mais que a última edição da data. “Com certeza vai ser a melhor Black Friday da história”, ressalta diretor do Buscapé, Fabio Sakae, diante de um cenário de estoques cheios nas empresas, em um ano de crise.

A data teve faturamento de R$ 1,6 bilhão em 2015. A Black Friday, que tem a proposta de alavancar as vendas de varejo e colocar uma série de produtos por preços promocionais no mercado, tem a perspectiva de contar com o engajamento de três em cada quatro consumidores online. “O principal motivo de termos uma Black Friday em um ano de crise é o empenho do varejo em gerar uma receita e, pelo lado do consumidor, comprar agora, já que se manteve cauteloso durante o ano inteiro”, explica Claudia Sciama, diretora de varejo do Google Brasil.

A tendência de compra permeia em 34% nos eletrônicos, 28% nos eletrodomésticos, 27% na telefonia e celulares, 23% na informática e 13% em casa e decoração

Levantamento feito pelo Google, empresa multinacional de serviços online e software, encomendado pela Provokers, entrevistou 800 brasileiros, de 18 anos a 54 anos, das classes A, B e C, das cinco regiões do Brasil, durante o mês de agosto, e constatou grande expectativa para a Black Friday deste ano. Uma constatação: nem sempre a data teve tanta adesão quanto agora. São 40 milhões de consumidores online no País (64% dos consumidores totais). Em 2012, o porcentual era de apenas 22%.

Apelidada de Black Fraude nos primeiros anos, porque as lojas foram flagradas aumentando os preços dias antes da liquidação, a data tenta minimizar os rótulos criados desde sua chegada ao País, em 2010. “Poucas pessoas mencionaram algum medo de ser enganado. Teve um tempo de preparo tanto de oferta quanto de infraestrutura que demorou alguns anos”, diz Clauda, do Google.

Entre os principais fatores que influenciam na decisão de compra estão: preço, com 42% das respostas; possibilidades de parcelamento, com 21%; e custo do frete; com 17%. Como forma de pagamento, nos dados da E-bit, a maior parte (82%) apontou o cartão de crédito como o meio preferido. Em seguida, vem o boleto bancário (13,12%), o débito em conta (2,47%), além de outros meios com representação menor.

Segundo Claudia Sciama, a Black Friday não concorre diretamente com o Natal, que é a data comemorativa mais próxima (e mais importante). Uma vez que a maioria das compras é para consumo próprio e feita por impulso, o evento natalino exige mais planejamento. Porém, Fabio Sakae, diretor do Buscapé, argumenta o contrário ao proposto pela diretora de varejo: “As pessoas compram na Black Friday para presentar no Natal. O brasileiro está aprendendo a se planejar melhor, e não comprar de última hora”, acredita.

A tendência de compra indicada pelo consumidor recai sobre eletrônicos, com 34% das intenções; 28% para os eletrodomésticos; 27% para telefonia e celulares; 23% para informática; e 13% para artigos de casa e decoração. “Quando o mercado lança novidades, as antigas perdem preço. O período pega um mês que não tinha nenhuma data. É uma data intermediária com muito lançamento de tecnologia”, avalia o diretor do Google.

Cuidado com ataques virtuais

Mas, nem tudo é positivo para o evento. De acordo com a Cisco,  o período da Black Friday favorece o aumento de ataques virtuais. O Midyear Cybersecurity Report da empresa revela que este ano haja um aumento de 270% em crimes no ambiente digital.

No relatório da Cisco é possível visualizar que através de tráfego criptografado, há publicidade mal-intencionada, e os usuários e as equipes de segurança não podem confiar nas informações enviadas pelo URL (o endereço do site) para reconhecer a ameaça potencial. Dessa maneira, os ciber-criminosos estão aumentando seu uso de tráfego criptografado para camuflar seus atos na web e amplificar seu tempo de operação. Por conta disso, uma campanha de phishing (fraude eletrônica) pode causar um prejuízo de US$ 60 milhões.

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