Marcas mantêm predileção pelo rock

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Marcas mantêm predileção pelo rock

Embora tenha perdido espaço como voz dissonante que questiona o status quo para outros gêneros, o rock e suas vertentes continuam no radar dos anunciantes que buscam evocar conexão emocional com os consumidores

Isabella Lessa
3 de junho de 2020 - 6h14

Filme Bohemian Rhapsody mostrou apelo do rock para as marcas (crédito: reprodução)

O rock adentrou o século 21 sem o som e a fúria que o consagrou décadas atrás, quando foi concebido. Os fãs de bandas mais contemporâneas podem discordar, mas, fato é que o legado do gênero, em sua quase totalidade, foi gestado entre as décadas de 1950 — a partir da fusão entre folk, blues, gospel e, principalmente, rhythm and blues (R&B) — e 1990, que iniciou com a crueza do grunge capitaneada pelo Nirvana e terminou, igualmente com poucas firulas, com o rock de garagem de grupos como The Strokes.

Junto com a disrupção da indústria musical, com o Napster e MP3 players, como o iPod, e demais ferramentas que alteraram para sempre o consumo da música, assim como toda a lógica de funcionamento da gravação, produção e distribuição dos álbuns, veio a ascensão de gêneros que passaram a competir de forma acirrada com o rock. Tanto em termos de popularidade quanto sob os aspectos de questionamento ao establishment, de estética e lifestyle que influenciam comportamentos e hábitos de consumo. Basta observar o espaço conquistado por estilos como hip-hop, rap, funk, reggaeton, k-pop e sertanejo. Cada um deles eclipsou, de certa forma, o rock que, por si só, já havia perdido parte de seu apelo de contracultura e da soberania entre os adolescentes.

Mas o rock segue. Basta avançar a linha do tempo para 2020: com boa parte da população mundial em casa por causa da pandemia da Covid-19, Lady Gaga (uma das maiores artistas pop deste século e que foi muito influenciada por David Bowie) organizou, em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a live One World: Together At Home, em abril, que reuniu dezenas de artistas e bandas.

Rolling Stones foram um dos headliners da live One World: Together At Home, em abril (crédito: Getty Images)

O horário nobre foi reservado para algumas estrelas do pop e do rap, como Jennifer Lopez, a própria Gaga e Pharell Williams, mas, também, deixou para o final as apresentações dos Rolling Stones e de Paul McCartney. Assim que o evento confirmou as apresentações do ex-Beatle e de seus conterrâneos, os comentários que correram pelas redes sociais eram de expectativa e empolgação, evidenciando que, sim, o rock ainda tem e merece ter espaço entre os headliners dos festivais de música — ainda que sejam eventos online e pré-gravados.

A íntegra desta reportagem está publicada na edição semanal de Meio & Mensagem, que até o fim de junho pode ser acessada gratuitamente pela plataforma Acervo, onde é possível consultar ainda todas as edições anteriores que circularam nos 42 anos de história da publicação. Também está aberto a todo o público, gratuitamente, o acesso à versão digital das edições semanais de Meio & Mensagem, no aplicativo para tablets, disponível nos aparelhos com sistema iOS e Android.

Rock é o tema do quarto e último capítulo do projeto especial Music & Branding, publicado por Meio & Mensagem a partir da edição 1909. Além das reportagens no jornal, o especial inclui uma série em vídeo também com quatro episódios. O quarto deles (veja abaixo) mostra como o K-Pop conquistou a atenção do público no Ocidente e agora busca chamar a atenção das marcas.

Crédito da imagem do alto: reprodução

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