Patrocinadores cobram e Santos rompe com Robinho

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Patrocinadores cobram e Santos rompe com Robinho

Após perder Orthopride e com ameaças do rompimento de Philco, Kicaldo, Tekbold e outros parceiros, clube comunica que não seguirá com o atleta, condenado em primeira instância por estupro

Bárbara Sacchitiello
16 de outubro de 2020 - 17h10

(Crédito: Reprodução/santosfc/Facebook)

Atualizada às 19h18

Após receber questionamentos de seus patrocinadores a respeito da contratação do jogador Robinho, o Santos Futebol Clube anunciou, no início da noite desta sexta-feira, 16, que, em comum acordo com o atleta, decidiu suspender a validade do contrato. Veja a mensagem:

Ao longo da semana, e com mais ênfase nesta sexta-feira, os patrocinadores do Santos cobraram uma posição em relação à contratação do jogador Robinho, que havia sido anunciado como reforço do time na semana passada. Em novembro de 2017, o atleta foi condenado pela justiça italiana, em primeira instância, a nove anos de prisão, pelo crime de estupro. O caso teria aconteceu em 2013 e a defesa do jogador está recorrendo da decisão.

Assim que o Santos anunciou a contratação de Robinho, manifestações contrárias ao ato do clube começaram a aparecer, sobretudo nas redes sociais. Nesta semana, a questão chegou no âmbito dos patrocinadores da equipe.

A Orthopride, rede de clínicas de ortodontia estética, anunciou a rescisão de contrato com o clube por conta da contratação do jogador. À reportagem do Globo Esporte (GE), a empresa declarou que seu público é majoritariamente feminino e que, em respeito às mulheres que consumiam seu produto, teve de tomar a decisão de romper o contrato. A empresa afirmou, ainda, que não foi informada previamente sobre a contratação do jogador. O contrato da Orthopride com o Santos era válido até 2021.

Nesta sexta-feira, 16, uma reportagem do GE deu detalhes da sentença judicial em relação ao jogador, com a transcrição de conversas entre Robinho e outros amigos envolvidos no caso, além de declarações dadas pela vítima à justiça italiana. Após a publicação da matéria, outros patrocinadores do Santos também declararam que romperiam com o clube caso o atacante seja mantido no time.

A Kicaldo, outra marca patrocinadora do Santos, postou em seu Instagram que estava aguardando uma posição do clube e que manteria o patrocínio apenas se houver a rescisão de contrato com o jogador. “Após acesso à reportagem do GE, comunicamos ao Santos F.C. que, caso o clube não rescinda o contrato com o jogador em questão, retiraremos nosso patrocínio. A Kicaldo repudia todo tipo de violência, e por isso vamos seguir agindo sempre de acordo com nossos valores”, declarou a marca.

A Philco, que estampa sua marca nas costas do uniforme alvinegro, declarou que também romperia o acordo se Robinho fosse mantido no clube. Também em seu perfil no Instagram, a marca declarou que repudia veementemente a contratação do atleta após a constatação dos fatos. “Sempre mantivemos forte parceria com o time e seus torcedores, porém neste momento exigimos a rescisão imediata com o atleta. Caso contrário, a Philco irá revogar o contrato, pois a situação não compactua com os valores da marca. Nenhum ato de violência contra a mulher deverá ser tolerado”, escreveu a empresa.

Postura semelhante teve a Tekbond, empresa que estampa sua marca na parte da frente da camisa santista. No Instagram, a companhia declarou que não teve conhecimento prévio sobre a contratação e afirmou que a continuidade do patrocínio estaria atrelada à demissão de Robinho.

A defesa do jogador nega as acusações e diz confiar nos recursos apresentados e na justiça italiana para afirmar a inocência de Robinho.

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