Vestindo a camisa: 172 marcas patrocinaram clubes em 2021

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Vestindo a camisa: 172 marcas patrocinaram clubes em 2021

Mapa do Patrocínio, realizado pela Ibope Repucom, indica crescimento de 19% no número de patrocinadores nos uniformes dos principais times de futebol do País

Valeria Contado
14 de janeiro de 2022 - 16h24

Atualizado em 17/01/2022, às 12:29.

Atlético Mineiro, campeão do Campeonato Brasileiro e da Copa do Brasil 2021 (Crédito: Divulgação / Facebook)

O Ibope Repucom divulgou o estudo Mapa dos patrocinadores da Série A do campeonato Brasileiro, que tem como objetivo rastrear a participação das marcas e a exposição realizada nos uniformes de todos os clubes que disputaram a principal divisão do Brasileirão (mais Botafogo, que sobe para a primeira divisão em 2022, Cruzeiro e Vasco).

As observações realizadas pelo instituto apontam que, em 2021, 172 marcas estiveram presentes nos uniformes dos clubes, seja na frente, como patrocinadores máster, nas mangas, como fornecedoras de material esportivo nas camisas, shorts, meias e chuteiras, na parte superior, ou na barra traseira. Esse número representa um crescimento de 19% em relação a 2020 (temporada que terminou em 2021, devido a incidência da covid-19, e paralização do futebol por mais de três meses).

Segundo o Ibope Repucom, esses números representam um aquecimento do mercado publicitário no meio esportivo. Além disso, o instituto avalia que seis a cada 10 marcas que estiveram presentes em patrocínios esportivos, sejam pontuais ou regulares, em 2020, permaneceram no ano seguinte. Esses números representam a maior taxa de permanência desde 2017 (60%), e a terceira melhor porcentagem em relação a anos anteriores.

2021 também foi o ano com o maior volume de patrocinadores em uniforme nos últimos cinco anos e registrou um movimento diferenciado das marcas. O segmento imobiliário, construção e acabamento foi o que mais apareceu nos uniformes dos clubes brasileiros, totalizando 30 marcas, um índice 15% maior que em 2020 (com 26 parceiros). Nomes como Coral, FoxLux e Hidracor tiveram exposições nos uniformes. Em segundo, 20 marcas relacionadas ao mercado financeiro realizaram 39 acordos de patrocínio durante a temporada. Até 2019, esse era o setor que mais investia em patrocínio esportivo. Nomes como Crefisa, BMG e Banco Inter são os principais.

A pandemia, que mexeu com as estruturas de todos os mercados, aproximou as marcas do segmento de saúde dos clubes, tornando-as o segmento com o terceiro maior volume de exposição da temporada desde 2020. São 35 acordos com 20 marcas como, por exemplo, Neo Química, Pague Menos e Unimed.

Outro destaque ficou para os sites de aposta, que estão investindo bastante em publicidade, e passaram a estampar as camisas de clubes, se tornando os líderes em patrocínios másters e contratos na Série A. Esse é o caso da Betano, patrocinadora do Atlético Mineiro, campeão em 2021. Como fornecedora, a Umbro é a marca que mais apareceu na competição.

Para Arthur Bernardo Neto, diretor de desenvolvimento de negócios do IBOPE Repucom, ao aparecer nos uniformes dos clubes, as marcas cumprem o objetivo de estar presentes e reforçar a estratégia, ultrapassando a exposição da marca. “Segundo nosso estudo Sponsorlink, atualmente 75% dos fãs de futebol concordam que os patrocínios são fundamentais para o desenvolvimento do esporte, e cerca de 50% afirmam serem mais leais, gostar e confiar mais em marcas que estejam envolvidas em patrocínio esportivo”, comenta.

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