Audiência infantil no YouTube chega a 52 bi de views

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Audiência infantil no YouTube chega a 52 bi de views

Categoria unboxing (tirar da caixa) é a que mais cresce, com 975% de expansão; Minecraft (game) continua a ser a categoria mais popular

Sergio Damasceno Silva
5 de outubro de 2016 - 15h21

Os canais categoria Minecraft e outros são os mais populares entre o público infantil, com mais de 50% da audiência

O que um bebê de alguns meses (zero ano) e um adolescente de 12 têm em comum? A resposta poderia, em outras épocas, ser, simplesmente: a infância. Não mais! O que os une, o bebê e o adolescente, é o YouTube. Sim, o vídeo online. Especificamente o YouTube porque é o maior portal de vídeos do mundo e porque o Brasil é o segundo país em consumo do portal, também no mundo. E a estatística mais do que comprova: crianças (e bebês) de 0 (zero) a 12 anos foram responsáveis por 52,164 bilhões de visualizações de vídeos no YouTube até setembro, ou seja, o mês passado. A qualificação de zero ano abrange, portanto, bebês de alguns meses que, sim, são espectadores, por exemplo, da Galinha Pintadinha. Os dados são da segunda edição da pesquisa Geração YouTube: um mapeamento sobre o consumo e a produção infantil de vídeos para crianças de zero a 12 anos no Brasil, de 2015 a 2016, divulgada nesta quarta-feira, 5, pelo ESPM Media Lab.

Na comparação com a pesquisa anterior, divulgada em novembro do ano passado, essa audiência foi de 20 bilhões de visualizações. À época, o levantamento abrangeu 110 canais do YouTube. Agora, em 2016, a pesquisa ampliou os canais para 230. “Mas, o aumento no número de views continua concentrado, praticamente, dentro dos 110 canais originais”, diz a coordenadora da pesquisa, Luciana Correa.

Importante ressaltar que, entre os canais pesquisados, a maioria absoluta do número de views vem de conteúdo próprio do YouTube: 44,266 bilhões de visualizações são geradas nesses canais ante 7,898 bilhões de visualizações de canais do YouTube oriundos da TV (aberta e paga, como SBT, Discovery Kids, Disney e Gloob, por exemplo). O que é mais um indicativo da fragmentação e migração da audiência (nesse caso, da primeira infância à mirim, ou seja, de zero a 12 anos) em direção à internet, conforme constatado na pesquisa de outra faixa, dos 14 aos 17 anos, sobre as personalidades mais influentes da TV e internet.

Manual do Mundo é o único canal na categoria educativo, entre os 230 canais pesquisados

A pesquisa do ESPM Media Lab abrange sete categorias: Minecraft e outros (canais sobre games e vlogs de games, dos quais o Minecraft, que é um game para construir o mundo a partir de blocos, é o mais popular entre todos – em junho, tornou-se o segundo jogo mais vendido do mundo, com 107 milhões de cópias, atrás do Tetris, com espantosas 495 milhões de cópias); TV (canais das próprias emissoras como SBT ou da TV paga como Gloob, Disney, Discovery Kids), com a mesma programação como desenho, ficção e seriados; não-TV (canais próprios para o YouTube como o da Galinha Pintadinha, Os Pequerruchos, A Turma do Seu Lobato), unboxing, que são os canais em que crianças (ou adultos) abrem as caixas ou embalagens (em inglês, unboxing) de brinquedos e mostram o objeto passo a passo; YouTube Teen (para faixas acima de 11 anos); YouTube Mirim (zero a 12 anos); e educativo (com um único canal representativo, o Manual do Mundo).

Entre essas categorias, unboxing cresceu 975% em audiência entre o ano passado e este ano, seguida pela categoria YouTube Mirim, com 564% de expansão e TV, com 171%. Segundo o estudo, os números de seguidores dos 230 canais pesquisados aumentaram em 133% e passaram de 90,986 milhões no ano passado para 211,669 milhões este ano. No todo, a categoria Minecraft e outros tem participação de 51,85% na visualização de vídeos.

A pesquisa do ESPM Media Lab abrangeu 776 questionários que foram respondidos por mães e pais de crianças de 0 a 12 anos, que confirmaram o consumo dos filhos. Essas respostas foram cruzadas com os dados dos maiores canais (em visualizações) e, ainda, cruzados com outras duas bases do Media Lab, a partir de onde são avaliados cada um dos canais durante os dois últimos anos.

Leia matéria analítica e completa sobre o assunto na edição 1731, de 10 de outubro, exclusivamente para assinantes do Meio & Mensagem, disponível nas versões impressa e para tablets iOS Android.

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