YouTube cria novas regras para monetizar produtores

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YouTube cria novas regras para monetizar produtores

Paul Muret, VP de analytics do Google, reafirma compromisso em “proteger anunciantes” e passa a considerar critérios mais rígidos

Luiz Gustavo Pacete
17 de janeiro de 2018 - 11h58

 

Hora exibida de vídeo e número minimo de inscritos no canal passam a ser parâmetros para a monetização (Foto: Denise Tadei)

Alegando a intenção de proteger empresas, o Google anunciou, nesta terça-feira, 16, novas medidas para monetização no YouTube. Após pressões de agências e marcas para impedir que vídeos publicitários apareçam ao lado de conteúdo violento ou impróprio, a empresa propõe um novo recorte para credenciar produtores de conteúdo à monetização.

Em carta aberta, ainda na terça-feira, 16, Paul Muret, VP de display, vídeo & analytics do Google, reconhece que o ano de 2017 foi desafiador para a plataforma, mas o principal objetivo é “proteger usuários, anunciantes e criadores certificando-se de que o YouTube não seja um lugar que possa ser cooptado por atores ruins. Após uma cuidadosa consideração e conversações prolongadas com anunciantes e criadores, estamos fazendo grandes mudanças no processo que determina quais canais podem exibir anúncios no YouTube.”

A partir de agora, segundo Muret, o novo parâmetro para que canais novos integrem o Programa de Parcerias do YouTube será o mínimo de mil inscritos e quatro mil horas de visualização nos últimos 12 meses em vídeos postados. Já para os canais existentes, as novas diretrizes passam a valer a partir de 20 de fevereiro de 2018. O Google alerta que quem não cumprir os requisitos terá 30 dias para atingir a meta ou perderá a monetização.

Os desafios que enfrentamos em 2017 nos ajudaram a fazer mudanças duras, mas necessárias, em 2018. 

“O tamanho sozinho não é suficiente para determinar se um canal é adequado para publicidade. Nós acompanharemos de perto os sinais como ataques de comunidade, spam e outros alertas de abuso para garantir que eles cumpram nossas políticas. Ambos os canais YPP novos e existentes serão automaticamente avaliados sob este critério rígido”, diz Muret.

Muret relembrou que, no ano passado, o Google já havia criado novas regras para proteger os anunciantes de conteúdo impróprio. “Sabemos que precisamos fazer mais para garantir que seus anúncios funcionem ao lado de conteúdo que reflita seus valores. Como mencionamos em dezembro, precisávamos de uma nova abordagem para anunciar no YouTube”, escreve.

Outras mudanças serão feitas no Google Preferred para que ele não ofereça apenas o conteúdo mais popular no YouTube, mas também o mais procurado. “Criamos o Google Preferred para superar os canais mais interessantes do YouTube e para ajudar nossos clientes a alcançarem facilmente o público mais apaixonado. Os canais incluídos no Google Preferred serão revisados manualmente e os anúncios só serão exibidos em vídeos que foram verificados para atender às nossas diretrizes favoráveis ao anúncio”, afirmou.

Por fim, ele comunicou que o Google começou a trabalhar com fornecedores confiáveis para fornecer relatórios de segurança de marcas de terceiros no YouTube. “Estamos atualmente em uma versão beta com a Integral Ad Science (IAS) e estamos planejando iniciar um beta com o DoubleVerify em breve. Também estamos explorando parcerias com OpenSlate, ComScore e Moat e estamos ansiosos para expandir nossas ofertas de medição de terceiros ao longo do ano”, escreveu.

O histórico do Brand Safety

Esse pacote de medidas anunciado pelo Google foi motivado por uma série de casos envolvendo youtubers e anúncios aparecendo em vídeos de conteúdo julgado impróprio. No início de janeiro, um vídeo polêmico, publicado na semana passada, pelo youtuber Logan Paul, que foi retirado do ar logo após a repercussão por mostrar o corpo de um provável suicida no Japão, fez o YouTube se pronunciar anunciando que tomaria medidas para que isso não ocorresse.

O caso de Paul reforça a pressão sobre o YouTube por um conteúdo seguro para marcas. Em novembro, a plataforma sofreu nova pressão e boicote de anunciantes após notícias da BBC e do The Times apontarem que vídeos de marcas estariam aparecendo em conteúdo impróprio para o público infantil. Diante das denúncias, várias empresas, entre elas Mars, HP e Mondelez, pressionaram a plataforma para que revise novamente suas ferramentas de segurança.

Em março de 2017, YouTube e Google vivenciaram um boicote de grandes proporções que começou no Reino Unido após a decisão da agência Havas de retirar toda a publicidade de seus clientes do Google e do YouTube. Na época, a plataforma foi acusada de permitir anúncios em sites extremistas e de cunho violento. Na ocasião, o Google veio a público anunciar novas diretrizes relacionadas à mídia programática.

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