Mobile impulsiona demanda por micro movies

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Mobile impulsiona demanda por micro movies

Direcionado ao consumo vertical, formato tem sido cada vez mais utilizado por marcas e agências especializadas

Luiz Gustavo Pacete
15 de agosto de 2018 - 11h15

Pouco mais de 1 bilhão de usuários ativos por mês. Essa é a última estimativa associada à audiência do Instagram. Essa conta fica ainda mais robusta se forem somados os usuários do Snapchat, do stories do Facebook e de outras plataformas que ofertam conteúdo vertical. O próprio Instagram vem ampliando sua oferta deste tipo de conteúdo com o recém-criado IGTV. Neste contexto, tem sido cada vez mais comum a utilização do termo micro movies no Brasil. Mas que tipo de conteúdo é esse e de que maneira ele altera a dinâmica de produção de agências e o resultado de marcas?

A Smarty Talks, por exemplo, foi criada com a finalidade de produzir este tipo de conteúdo. Diego Monteiro, diretor da produtora, explica que o termo micro movie deriva de short movies, presente em categorias no Oscar e em Cannes. Segundo Monteiro, o conceito é de um formato ainda mais curto que vai além da forma, ele também tem impacto na narrativa. “As plataformas que, indiretamente popularizam essa linguagem foram o Facebook e o Instagram. No caso do Facebook, pelo fato de marcas e páginas de conteúdo terem percebido que vídeos com duração de dois minutos funcionam melhor. Já no caso do Instagram, pela limitação dos vídeos de um minuto até surgir o IGTV”, explica Diego.

Ele ressalta que os micro movies são muito mais tendência do que realidade. “Normalmente, as marcas aderem a algo depois que deu certo. E os micro movies estão começando agora entre os criadores de conteúdo. Podemos usar como exemplo o canal 60 Seconds Docs e o youtuber Whinderson Nunes que passaram a fazer vídeos curtos para o Instagram nos últimos meses. Também temos casos isolados de marcas como a GE com o documentário Heroines of Health e o filme de conscientização da ONG Não Foi Acidente para o Facebook”.

Marcello Droopy, diretor de criação e interatividade da Talent Marcel, explica que com o crescimento do mobile na agência incorporou a oferta e o desenvolvimento do formato vertical para todas as suas marcas. “Uma ideia concebida para uma plataforma digital específica, que impacta na experiência do usuário, pede uma produção mais particular, até com recursos tecnológicos. Já numa condição de produção limitada por verba e prazo, você precisa ser prático: filmar tudo já considerando os formatos digitais e caprichar na edição, pensando onde e quando a peça será vista”, explica Droopy.

Apesar da discussão em torno da duração ou do formato do vídeo, Léo Xavier, CEO da Pontomobi, agência de marketing mobile do DAN, explica que é importante considerar outras variáveis como o áudio, por exemplo. “No mobile, temos percebido que dado a predominância do Facebook e Instagram, há um movimento de produtoras e agências de estudarem o formato e mudarem o mindset do corte horizontal para o vertical. Mas é interessante notar, inclusive, a versatilidade desses vídeos. “Uma pesquisa recente apontou que 85% das pessoas que assistem vídeo no Facebook o fazem sem áudio. Então não se trata apenas do corte, mas de entender se o seu vídeo possui uma orientação para ser consumido sem áudio, e isso muda toda a lógica de criação”, afirma.

Já de acordo com Diego, o mindset de produção vertical altera muito da rotina da agência. “Partimos do princípio que as pessoas vão assistir o conteúdo no celular. Por isso, ocorrem duas coisas: primeiro que o vídeo precisa curta duração, já que não será assistido no conforto de um sofá, em uma tela grande; e a segunda é que tem de chamar logo a atenção. Praticamente, não há tempo para “introdução” porque no celular o “micro movie” compete com a mãe chamando no WhatsApp, com o melhor amigo que marcou em uma foto no Instagram”, alerta.

Ao contar uma história, segundo ele, há um momento de “quebra de rotina”, que acontece alguns minutos depois dessa história ter começado. No caso do micro movie, precisa ser imediato, nos primeiros dez segundos. “Quanto à captação, já que o formato ideal para assistir no celular é o quadrado (e, às vezes, na vertical), temos de pensar na cena (tanto com atores, quanto em uma entrevista no formato de documentário) acontecendo mais contida. Então, por exemplo, um abraço largo entre dois personagens deve acontecer “menor”. Além disso, como a internet é mais dinâmica, demandando velocidade e agilidade, os equipamentos e a equipe precisam ser mais enxutos”, afirma.

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