Facebook faz nova campanha contra fake news

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Facebook faz nova campanha contra fake news

Nova ação de combate a desinformação circula no mesmo dia em que divulga novo caso de vazamento de dados de usuários da plataforma

Amanda Schnaider
22 de março de 2019 - 6h34

O Facebook divulgou nesta quinta-feira, 21, um vídeo sobre fake news. Na campanha, a plataforma utiliza exemplos do dia a dia, em que pessoas leem notícias falsas disseminadas na internet praticamente todos os dias.

O vídeo mostra três situações. A primeira é de uma mulher que, sentada em uma cafeteria lê uma matéria que afirma que tomar um pouco de café com leite emagrece, ao mesmo tempo em que vê outra freguesa, em forma, tomando vários. Outro exemplo é de um grupo de amigos que procura aranhas dentro de bolas de boliche após lerem uma notícia falando que elas costumam deixar ovos por ali. O último exemplo mostra um pai preocupado após ler uma matéria falando que um asteroide vai atingir a Terra.

Ao final do vídeo, o Facebook aconselha as pessoas a não acreditarem em tudo que leem pela internet e lembrarem amigos e familiares de pensarem antes de compartilhar ou curtir alguma informação.

Não é a primeira vez que o Facebook se mostra contra a disseminação de notícias falsas. Em outubro de 2017, a plataforma anunciou um teste de um botão para dar às pessoas um contexto adicional sobre notícias que eles veem no feed. “Esse novo recurso foi criado para fornecer às pessoas algumas das ferramentas necessárias para tomar uma decisão informada sobre quais histórias ler, compartilhar e confiar”, afirmou em seu blog na época. Este recurso começou a funcionar no Brasil, Argentina, Colômbia e México um ano mais tarde.

Em maio do ano passado, o Facebook também trouxe para o Brasil seu programa de verificação de notícias – que já vinha dando bons resultados nos Estados Unidos – em parceria com as agências de checagem Aos Fatos e Agência Lupa. As duas agências passaram a analisar a veracidade de notícias denunciadas pela comunidade da plataforma. “Os conteúdos classificados como falsos terão sua distribuição orgânica reduzida de forma significativa no Feed de Notícias. Páginas no Facebook que repetidamente compartilharem notícias falsas terão todo o seu alcance diminuído”, confirma em seu blog. 

Já para tentar combater as fake news nas eleições brasileiras a plataforma divulgou, em outubro do ano passado, uma série de medidas que já tomou. Dentre elas, o Facebook alega ter removido conteúdos que poderiam ter enganado eleitores, perfis falsos de candidatos, além de 196 páginas e 87 contas no Brasil que, segundo eles, faziam parte de uma atividade coordenada que usava contas falsas na plataforma para esconder das pessoas a natureza e a origem do conteúdo com o propósito de gerar divisão e espalhar desinformação.

No começo deste ano, Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, participou do Comitê Internacional de Desinformação e Notícias Falsas que foi realizado pela segunda vez na Câmara dos Comuns canadense e, que é organizado por parlamentares da Argentina, Bélgica, Brasil, Canadá, França, Irlanda, Letônia, Reino Unido e Singapura. 

Polêmicas e proteção de dados 

Na contramão da campanha, o Facebook admitiu nessa quinta-feira, 21, um erro que deixou as senhas de centenas de milhões de usuários expostas. O problema teria sido diagnosticado durante uma análise de segurança em janeiro deste ano. Segundo a companhia, o problema já foi resolvido e nenhum caso de abuso das informações foi registrado.

Os principais afetados pelo vazamento foram os usuários do serviço Facebook Lite, uma versão do aplicativo para aparelhos antigos e conexões lentas. Em nota, a companhia afirmou que vai notificar os usuários, mas que não é necessário efetuar a troca das senhas.

O grupo admitiu o problema após denúncias do blog especializado em segurança KrebsOnSecurity. Segundo o site, entre 200 e 600 milhões de usuários tiveram suas senhas expostas para os mais de 20 mil funcionários do Facebook.

*Crédito da imagem no topo: mrPliskin/iStock

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