“Efeitos visuais trazem grandes responsabilidades”

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“Efeitos visuais trazem grandes responsabilidades”

O maranhense Fellipe Beckman, líder de animação do filme O Detetive Pikachu, fala sobre computação gráfica no cinema e na publicidade

Luiz Gustavo Pacete
20 de maio de 2019 - 6h00

 

Criar a cidade de Rhyme City, segundo Fellipe, foi um dos maiores desafios da animação (Crédito: Reprodução)

O filme O Detetive Pikachu estreou em 9 de maio e já arrecadou globalmente US$ 206,4 milhões. Não coloca o filme próximo a recordes como Vingadores: Ultimato, mas é um valor mais do que significativo para a indústria do entretenimento, considerando que a produção custou US$ 150 milhões. O live action da Warner Bros e Legendary teve em sua equipe de efeitos visuais a liderança de um brasileiro, o maranhense radicado no Canadá Fellipe Beckman que, desde dezembro do ano passado, está na Moving Picture Company (MPC).

Fundada em 1974, a empresa de efeitos visuais tem profissionais espalhados por Londres, Vancouver, Los Angeles, Bangalore, Nova York, Montreal, Shangai, Amsterdã e Paris. No portfólio da MPC estão produções como Cinderela, Perdido em Marte, As Aventuras de PI, Blade Runner 2049, Rei Leão, Godzilla 2, Malévola, Shazam! e Mulher-Maravilha. Além de Fellipe, a MPC emprega outros 47 artistas brasileiros divididos entre Vancouver, Montreal e Londres, e na divisão de publicidade, a MPC Advertisement, em Nova York.

Fellipe Beckman (Crédito: Divulgação)

“Existe liberdade criativa no nosso mercado. Eu, pessoalmente, tento me manter atualizado, e isso contribui de forma positiva na minha criatividade. Mas ao fim do dia, estamos todos trabalhando para reproduzir a visão dos clientes”, afirma Fellipe. No caso de O Detetive Pikachu ele afirma que foi uma produção complexa, tendo em vista a quantidade de efeitos. “Os efeitos visuais trazem grandes responsabilidades, criar uma cidade como Rhyme City, que não existe, foi um dos maiores desafios neste filme, tanto em aspectos criativos quanto técnicos”, afirma.

Além do cinema, Fellipe possui experiência no mercado publicitário. Já atuou em campanhas de marcas como Hyundai, Toyota, GoDaddy, Honda e outras. “Na publicidade tudo é sempre bem corrido, os prazos são menores e a quantidade de trabalho quase sempre também, em termos de shots (cenas). Um comercial de TV pode facilmente ter dez cenas com efeitos visuais, enquanto um filme tem em sua maioria mais de mil. Eu gosto de ambas as áreas”, conta.

Fellipe reforça o papel da computação gráfica na evolução recente do cinema. “O advento da tecnologia é importantíssimo para o nosso mercado, pois como em quase todas as áreas, tempo é dinheiro. As empresas investem muito em tecnologia, ferramentas e softwares proprietários que muitas vezes somente os grandes estúdios têm acesso. Isso é muito importante para agilizar na produção”, conclui Fellipe que, em setembro, participará da Unhide Conference, evento que reunirá em São Paulo, em setembro, profissionais de arte digital, onde falará em detalhes sobre a experiência na produção de O Detetive Pikachu.

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