Agências de checagem ampliam atuação durante crise de saúde

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Agências de checagem ampliam atuação durante crise de saúde

Criação de novas plataformas de entrega busca mitigar disseminação de notícias falsas durante pandemia causada pela Covid-19

Salvador Strano
27 de março de 2020 - 12h39

Crédito: Prostock Studio/iStock

As agências de checagem jornalística ampliam parcerias com veículos e aumentam frequência de checagens em meio à crise do novo coronavírus. A movimentação impulsiona, inclusive, novos formatos de entrega para diminuir a disseminação de notícias falsas sobre a crise de saúde pública.

A agência Lupa, por exemplo, busca atingir ainda mais leitores com uma nova newsletter sobre o coronavírus. Com divulgação diária durante os cinco dias úteis da semana, o produto conquistou 300 assinantes no primeiro dia de disponibilidade, destaca a agência. Além disso, a média de publicações nas redes sociais da Lupa cresceu de até duas por dia para chegar a cinco, segundo levantamento interno.

Natália Leal, diretora de conteúdo da Lupa, explica que há uma quantidade elevada de notícias falsas nesse momento, e destaca o papel das parcerias com veículos e plataformas para a divulgação da checagem de fatos.

“Trabalhamos junto ao Facebook para desmentir informações e boatos que são denunciados por usuários da plataforma. As coisas mais preocupantes e comuns são as coisas que estão ligadas a possíveis curas e antídotos”, destaca Leal.

O financiamento da agência, inclusive, vem dessas parcerias com publishers e plataformas.

A agência Pública, que não faz checagem, mas produz conteúdo sobre o tema para outros veículos, também se debruçou sobre o novo coronavírus nas últimas semanas. “Esta é uma forma de fazer com que informações de qualidade sobre a pandemia cheguem a públicos diferentes”, destaca Marina Dias, coordenadora de comunicação da Agência Pública.

O foco da redação da agência está voltado para reportagens investigativas que indiquem como a pandemia afeta “populações mais vulneráveis e, também, sobre a transparência e movimentações nas redes sociais”, destaca Dias.

Já o projeto Comprova, por outro lado, passou a fazer checagem de fatos sobre o coronavírus nessa quarta-feira, 25. A iniciativa é uma união de 24 veículos jornalísticos que, juntos, formam uma coalizão que monitora as redes sociais em busca de informações falsas sobre certos temas. O projeto nasceu durante a eleição presidencial de 2018.

Mentira recontada

Entre a miríade de notícias falsas checadas por agências, algumas são recorrentes e especialmente danosas ao bem comum. “As coisas mais preocupantes e comuns são as que estão ligadas a possíveis curas e antídotos. Sabemos que é um vírus novo, então insistimos que é uma informação falsa e recorrente – até que tenhamos uma informação de algum país que conseguiu”, destaca Leal, da Lupa.

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