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ViacomCBS e Dream Factory trazem VidCon para o Brasil

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ViacomCBS e Dream Factory trazem VidCon para o Brasil

Convenção de três dias será realizada no segundo semestre de 2021; a expectativa é receber 20 mil pessoas

Thaís Monteiro
28 de outubro de 2020 - 8h55

No segundo semestre de 2021, a ViacomCBS e a Dream Factory realizam a primeira edição da VidCon no Brasil. Realizada em São Paulo, a convenção que celebra cultura digital, principalmente o entorno dos criadores de conteúdo, espera reunir 20 mil pessoas em três dias de evento — um para a indústria e dois para o público geral.

 

Empresas querem marcas de diferentes segmentos no evento (Crédito: Charley Gallaxy/GettyImages)

O evento foi criado em 2009 pelos irmãos Hank e John Green (que também é autor de livros) e adquirido pela ViacomCBS em 2018. Hoje, a marca se encontra em uma nova fase de expansão. Além do principal evento nos Estados Unidos, o festival tem versões em Melbourne, na Austrália, desde 2017; em Londres, na Inglaterra; e em Cingapura, desde 2019, e também terá uma edição em Abu Dhabi, também em 2021. Nos Estados Unidos, o evento já reúne 75 mil pessoas anualmente e 120 expositores de marcas.

A convenção contará com painéis informativos, perguntas e respostas, meet & greets, oportunidades de networking, performances e shows. De acordo com Mauricio Kotait, gerente geral da ViacomCBS Brasil, a edição brasileira vai ser pensada em clusters, mas de forma massiva, e mostrar quem é o criador de conteúdo, seja ele grande ou pequeno, de forma democrática e com diversidade. Além disso, todo o planejamento será focado em entregar experiências de qualidade para o público que almeja ver seu ídolo digital. Mais detalhes sobre a programação serão divulgados no início de 2021.

“Um evento que fala sobre universo digital sendo o Brasil essa potência que é em número de views, influenciadores e pessoas que se utilizam as nossas plataformas sociais — o Brasil é um dos principais mercados para Instagram, WhatsApp e YouTube –, a VidCon não poderia deixar de vir para cá. Não tinha como o Brasil ficar fora dessa. O pessoal lá de fora acredita muito no nosso País e nós também”, afirma.

A conversa para a realização do evento em parceira com a Dream Factory começou em janeiro deste ano e o plano inicial era realizar o evento no início de 2020. Porém, por conta da pandemia da Covid-19, isso não foi possível. A parceria entre as duas empresas se deu com o propósito de unir o know-how de 10 anos da VidCon da ViacomCBS, além de sua experiência com criação de conteúdo e eventos proprietários, com as grandes entregas da Dream Factory e a expectativa de que a empresa dê uma cara nacional à VidCon.

Apesar da incerteza sobre a data das distribuições das vacinas, os executivos de ambas as empresas pontuam que a ideia é manter o evento presencial e em uma grande locação. “É um projeto grande. Precisa ao menos de um ano de planejamento pelo tamanho dele lá fora e pelo Brasil ser uma potência nesse mercado. Então, tem que ser algo que responda à essa potência para o público e as empresas. Nosso planejamento enquanto grupo é que no segundo semestre as coisas já estejam normalizadas. É óbvio que não dá para acertar essa resposta 100%, mas o Rock in Rio e Lollapalooza já marcaram datas no segundo semestre”, compara Claudio Romano, CEO da Dream Factory.

Presença das marcas
A ViacomCBS e a Dream Factory começam a negociar com possíveis patrocinadores esta semana e buscam empresas das mais diversas categorias, como bancos, montadoras e plataformas digitais. A meta é conseguir aliar a presença dessas marcas com experiências para o públicos e obter qualidade de entrega proprietária ao invés de quantidade de cotas vendidas, diz Maurício.

De acordo com Claudio, esta também será uma oportunidade para que anunciantes mostrem a relevância do conteúdo digital para seus negócios, além de conseguir dialogar com um público que já está mais distante das mensagens publicitárias via mídia tradicional. “As marcas vão para o digital para comunicar, mas a gente tá falando de creators que foram descobertas e atuam no digital e as marcas poderão estar junto desses ídolos da nova geração no mesmo lugar. É óbvio que as marcas falam com esse público, mas é mais difícil, via mídia, e os jovens são cada vez mais difícil de criar engajamento”, coloca.

**Crédito da imagem no topo: Ajwad Creative/iStock

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