Criar e viver experiências em tempo de pandemia

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Criar e viver experiências em tempo de pandemia

Conseguiremos manter a sensibilidade sem o olho no olho, sem o olfato e a degustação da experiência real, para que a customer experience traduza o sentimento e a percepção do consumidor?


30 de julho de 2020 - 8h07

(Crédito: ojogabonitoo/istock)

O mundo se tornou mais virtual, mais instantâneo, mais tecnológico e impessoal. O novo normal, imposto pela pandemia da Covid-19, impulsionou o fenômeno do home office, o e-commerce, os serviços de delivery e o ensino a distância (EAD), entre outros que ajudaram as pessoas a enfrentar este novo normal.

No âmbito do trabalho, o uso da tecnologia em nuvem, os aplicativos, os sistemas de conexão de redes e de inteligência artificial, entre outras ferramentas e tecnologias, vêm exercendo papel decisivo para que profissionais de todas as áreas sigam trabalhando remotamente; entregando ideias, projetos, produtos e campanhas publicitárias. Tudo dentro do máximo esforço colaborativo para garantir que clientes não sejam prejudicados e possam manter seus negócios rodando (na medida do permitido pela pandemia), e para que, consequentemente, colaboradores tenham seus empregos assegurados.

Muitas pessoas adaptaram-se e até enxergam alguns aspectos deste modo de vida como um novo normal aceitável para um período além da quarentena. Inclusive porque algumas das novas rotinas, como o home office, por exemplo, já encontravam eco antes da pandemia. Mas à medida que o tempo avança – e já temos quase quatro meses de isolamento social –, e alguns setores já retomam as atividades, surgem indagações sobre como os aspectos deste novo normal seguirão influenciando nosso trabalho, nossos projetos e nossa vida pessoal, para além do isolamento social. E para nós, do mundo da publicidade, como será possível acompanhar e traduzir os anseios dos consumidores, e garantir uma boa experiência das marcas com ele, atuando de forma remota?

A experiência permeia a vida em todos os seus aspectos, sob o lado sensorial, emocional e intelectual – gera insights, sensações, emoções –, e é fundamental para conquistar o consumidor, que, por sua vez, deve se sentir reconhecido na experiência que a marca gera, seja através do produto, da sua comunicação e/ou das facilidades que traz ao seu dia a dia.

Em um setor em que a “customer experience” vinha sendo o caminho valorizado pelas marcas/produtos para estabelecer a comunicação e o relacionamento com o consumidor, temos de pensar no possível impacto que o trabalho remoto poderá ter sobre as experiências que alimentam o processo criativo – afinal, a experiência do profissional que cria um projeto ou campanha para um cliente é tão importante quanto a experiência do consumidor.

Do lado do profissional que promove a relação do público com as marcas, a captura dos sentimentos e percepções do consumidor é o que permite criar uma comunicação bem-sucedida e um vínculo verdadeiro para potencializar os níveis de lealdade. Interpretar o anseio do consumidor e transformá-lo em experiências engajadoras, prazerosas, inesquecíveis, é parte da atividade publicitária.

A questão agora é se, trabalhando de forma remota, será possível, seguir capturando esse conjunto de percepções e traduzi-las na comunicação das marcas. Conseguiremos manter a sensibilidade sem o olho no olho, sem o olfato e a degustação da experiência real, para que a customer experience traduza o sentimento e a percepção do consumidor? Não temos ainda a resposta, mas sabemos que essa questão deve ser lembrada, sob o risco de nos distanciarmos daquele que é um dos objetivos do trabalho publicitário, o de engajar e encantar o cliente.

**Crédito da imagem no topo: Golubovy/istock

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