PBKids apura caso de racismo

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PBKids apura caso de racismo

Marca da Ri Happy responde à repercussão gerada após uma senhora ter sido acusada de furto por um segurança de uma de suas lojas


15 de maio de 2017 - 6h47

A PBKids, rede do Grupo Ri Happy, afirmou ao Meio & Mensagem que está apurando um caso de racismo em uma loja da rede em São Paulo. A empresa se pronunciou após uma reportagem da Folha de S.Paulo mostrar que a babá Noélia Vicente dos Santos, teria sido constrangida por um segurança da loja sendo acusada de furto.

Ao jornal, Noélia afirma que após ter olhado um brinquedo e deixado a loja sem comprar, o segurança a abordou na porta do elevador do Shopping Eldorado pedindo que ela informasse onde havia colocado um brinquedo retirado da prateleira. Ela afirmou que constrangida jogou todos os pertences de sua bolsa no chão.

Após o ocorrido, o segurança pediu desculpas e a gerente da loja também pediu desculpas. Ao jornal, Noélia, que já trabalhou para Rita Lee e Fernanda Young, disse que vai processar a rede.

A PBKids lamentou o que ocorreu e disse não tolerar tal comportamento dos funcionários. “Não toleramos qualquer tipo de discriminação em nossas lojas, não só racial, mas de gênero, idade, credo e ideias. Estimulamos essa diversidade no nosso quadro de colaboradores onde mais de 45% são negros ou pardos. Inclusive, o funcionário mencionado no caso, é um senhor pardo com 64 anos de idade e há 17 anos trabalhando na empresa”, diz a nota.

 

“Não toleramos qualquer tipo de discriminação em nossas lojas”, diz a empresa

A empresa também afirma que, se houve algum constrangimento, o fato foi isolado e já está sendo apurado. A nota chega a citar que promove diversidade racial em sua linha de produtos. “ Em dezembro passado, lançamos, em parceria com o Baobá – Fundo para Equidade Racial – e a Estrela, a nova coleção exclusiva de bonecas negras Adunni, que em nígero-congolês Yorubá significa “a doçura chegou ao lar”. As bonecas chegaram para fortalecer o respeito e o compromisso que a PBKIDS tem com a diversidade”, diz a empresa.

Casos de racismo envolvendo marcas costumam gerar grande repercussão, sobretudo, nas redes sociais. Em março de 2015, a Animale, marca de moda, teve seu nome vinculado a um caso de discriminação quando um garoto de oito anos foi expulso da frente de uma das lojas. Na ocasião, o pai do menino relatou o caso e exigiu um posicionamento da Animale. A marca se posicionou por meio de uma nota informando que já havia entrado em contato com a família.

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