Marketing

Conteúdo na imprensa influencia no momento da compra

Pesquisa da Textual e da Balt aponta que a imprensa tem um papel de validação para grande parte dos brasileiros

i 28 de janeiro de 2026 - 7h34

Imprensa ajuda no processo de construção de reputação, principalmente entre os boomers (Crédito: Derariad-shutterstock)

Imprensa ajuda no processo de construção de reputação, principalmente entre os boomers (Crédito: Derariad-shutterstock)

A Textual Comunicação, juntamente com a Balt Pesquisa e Consultoria, apresenta a pesquisa “Conversas que Constroem Reputação”, que tem como objetivo se aprofundar no relacionamento dos consumidores com as marcas em tempos de incerteza e em como acontece a criação da reputação.

Além de apontar as tendências, trazendo o contexto de um cenário em que a informação chega por diversos meios de comunicação, com uma variedade de redes e formatos, além de uma onda crescente de fake News, a agência mostrou como a imprensa tem um papel fundamental na tomada de decisão e na construção reputacional.

O estudo ouviu 600 pessoas de todas as regiões do País, das gerações X, Y, Z e Baby Boomers e identificou que três pilares fazem parte da construção de reputação: Autenticidade, Transparência e Utilidade.

Carina Almeida, sócia-presidente da Textual, e Filipe Pereira, head de planejamento de treinamento, destacam esse tripé essencial para fortalecer o relacionamento em tempos de incertezas. Os profissionais entendem que os brasileiros estão à procura de marcas que ajudem na mediação deles com o mundo.

Relação com a imprensa

Nesse contexto, a imprensa tem um papel de validação. De acordo com o estudo, 49% dos respondentes percebem a marca via notícias frequentemente ou sempre, o que indica uma função muito importante na construção de marca.

Outros 77% dizem que um conteúdo na imprensa influencia no momento da compra. Isso, segundo os executivos, significa que mesmo em um ambiente saturado, a imprensa é vista como mediadora persistente da credibilidade, uma camada de curadoria e verificação externa que as pessoas consultam quando precisam de uma referência segura.

“Entendemos que as pessoas tendem a prestar atenção no que as marcas falam, mas quando se trata de confiança, são os meios que tem mais tempo na nossa vida são o que mais chamam atenção”, afirma Filipe Pereira.

Em um recorte geracional, isso fica ainda mais evidente. Enquanto 60% dos boomers mencionam perceber marcas frequentemente na imprensa, o índice entre a GenZ cai para 39%, mostrando que esse público está mais inclinado à busca de informações mais horizontalizadas, que agreguem conhecimento ao dinamismo e à experiência. Um exemplo é o TikTok.

A importância dos porta-vozes

De acordo com a pesquisa, outro aspecto relevante para os respondentes é o porta-voz. Dados apontam que as pessoas querem que as empresas e os porta-vozes mostrem como elas podem ajudar a viver em sociedade, tendo em vista que 73% dos consumidores valorizam especialistas como porta-vozes, 69% uma comunicação com consumidores no centro e apensas 46% dos respondentes valorizam a presença de celebridades ou influencers.

“Um ponto chave que temos observado é que o conteúdo tem que ser verdadeiro, por isso, quem fala é muito relevante. A pesquisa mostrou uma horizontalidade da comunicação”, explica Carina. Para ela, as conversas não são mais apenas sobre o negócio em si, mas sobre algo que se conectará com uma demanda da sociedade.