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Magalu venderá produtos do Aliexpress em seu marketplace

Parceria entre as varejistas brasileira e chinesa visa fortalecer marketplace nacional; estratégia aumenta sortimentos e frequência de compra do Magalu


24 de junho de 2024 - 10h30

*Atualizada às 10h54

Direto da sede do Alibaba Group, da China, o Magalu e Aliexpress anunciaram acordo para comercializar produtos da varejista chinesa no Brasil a partir do terceiro trimestre de 2024, e vice-versa.

Essa é a primeira vez que o Alibaba, detentor do Aliexpress, firma um acordo estratégico com uma companhia fora da China.

magalu aliexpress

(Crédito: Adobestock)

Os itens serão comercializados na plataforma do Magalu por meio do programa Remessa Conforme, programa da Receita Federal do qual a empresa é certificada desde dezembro de 2023 — mesma época em que o acordo começou a ser estruturado.

Ainda no que diz respeito à tributação, as vendas deverão considerar, inclusive, a nova taxa de 20% sobre itens internacionais até US$ 50. Segundo os porta-vozes, os produtos seguirão com o mesmo rigor que Aliexpress já aplica para evitar irregularidades na importação. Dentro do Magalu, a chinesa entrará como um seller (3P).

Os itens comercializados no Magalu serão da linha Choice do Aliexpress, com menor tempo de entrega e que engloba produtos de categorias como beleza, computer office, eletrônicos, e home improvement. Além disso, estarão inclusos na plataforma do Aliexpress no Brasil, a categoria de bens duráveis próprios do Magalu (1P), comercializados direto ao cliente por meio do comércio eletrônico e que representam boa parte das vendas da brasileira.

Durante coletiva de imprensa, Frederico Trajano, CEO do Magalu, disse que a parceria acelera a estratégia de diversificação de categorias e aumento de frequência de compras nos canais digitais.

“Isso irá consolidar ainda mais nossa liderança em 1P porque vamos expor nosso catálogo de produtos em um canal de altíssima audiência no Brasil, que é o Aliexpress. Em 700 milhões de audiência [em visitas mensais], colocaremos sortimentos complementares”, afirmou Trajano.

Nos últimos três anos, o Aliexpress tem dado maior atenção ao marketplace local, conforme salientou Briza Rocha Bueno, general director Brasil e Latam do Aliexpress. “Essa parceria é só um aumento disso. Acreditamos bastante em um sortimento complementar. Vendedores locais vendendo para brasileiros já são um espaço importante para nós na plataforma e é onde temos focado bastante, e os produtos ajudam quando olhamos para o cliente final no Brasil”, complementou.

Em maio, o Aliexpress se posicionou contra a decisão da Câmara dos Deputados sobre a chamada “taxa das blusinhas”, que agora aguarda sanção presidencial.

À época, a plataforma chinesa afirmou em comunicado que tem como missão “democratizar o acesso de itens do mundo inteiro, conectando diretamente os consumidores a fabricantes do mundo todo, reduzindo intermediários da cadeia de suprimento e aumentando a eficiência e a produtividade pra oferecer aos seus clientes produtos de qualidade a preços justo”.

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