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Com novas frentes de negócios, creators visam independência

Com receita publicitária fragmentada, agências de influenciadores trabalham para criar novos produtos para garantir futuro e credibilidade ao agenciado


5 de setembro de 2022 - 6h01

Em agosto, a Mynd inaugurou uma área especificamente voltada a pensar novos negócios para agenciados. A agência não é a única empresa a ter essa estrutura, mas a notícia é um indicativo da direção que o mercado de influência está tomando. Como exemplo, Bianca Andrade, também conhecida como Boca Rosa, é dona de marcas de maquiagem e cuidados para cabelo, além de servir como mídia em contratos publicitários e monetizar seu conteúdo digital.

Boca Rosa é citada por executivas de agências como referência da diversificação de receitas (Crédito: Eduardo Lopes/Imagem Paulista)

Mari Maria e Bruna Tavares são outras referências de criadoras de conteúdo citadas por Fatima Pissarra, CEO da Mynd. Segundo a executiva, o conteúdo permanece sendo o ponto central de toda a estratégia. “A partir dele, se desmembram publis, produtos, infoprodutos, metaverso, NFT, entre outros modelos de negócio, que passam a sustentar além da publicidade”, explica.

A orientação dos criadores de conteúdo para outros negócios é uma área que tende a crescer conforme percursores do segmento se lançam como empresários. Primeiro, geralmente, eles começam como colaboradores de linhas, parceiras à marcas consolidadas. Depois, com a experiência, há a possibilidade de evolução para produtos próprietários, diz Amanda Gomes, diretora da MAP Brasil, com a qual a Anitta firmou o acordo com a Cimed para lançar seu perfume íntimo, o Puzzy.

Existe, nesse movimento, uma resposta aos investimentos publicitários que, na opinião de Amanda, estão cada vez mais fragmentados, e uma forma de se garantir enquanto empreendedor. “O que importa é relevância e não é só nas redes sociais que você conquista a sua. Nos últimos 10 anos, os investimentos da publicidade sofreram reviravoltas para acompanhar as mudanças do mercado. Em um mundo cada vez mais fragmentado, distribuir melhor as frentes de receita é a base para manter uma credibilidade maior dentro do empreendedorismo, junto à monetização. “, argumenta. “A realidade do Brasil nos obriga a pensar no curto prazo. A consequência disso é pouca disposição ao risco e a preferência pelo ganho garantido”, complementa.

Diversificação de renda

Fatima, da Mynd, rejeita a ideia de crise no investimento publicitário, mas concorda com o argumento de Amanda ao reiterar que o creator não deve ficar dependente da oscilação desse share. “A área digital ainda está começando, então esse mercado está muito longe de ter uma crise de investimento publicitário. Mas, como em qualquer outro negócio, não é bom ficar dependendo de uma coisa que oscila”, coloca. Para ela, a tendência é resposta ao profissionalização do segmento.

Os projetos que envolvem novas frentes de negócios atendem ao médio e longo prazo. Segundo Amanda, é uma estrutura que recebe grande atenção e investimento constante. A Mynd projeta uma consolidação da área a médio e longo prazo. Todos os criadores serão inseridos nessa lógica. A cantora Luísa Sonza é uma das que é atendida nessa forma integral.

A exploração de novos produtos envolvem pesquisa sobre o creator e o mercado, experiências, avaliação a respeito da intenção dele de ser parte do negócio para além de ceder imagem e ouvir a audiência. Os produtos podem variar, mas a opinião das executivas é que eles devem ter alguma conexão com o conteúdo produzido pelo criador. Há a possibilidade de firmar acordo com players de streaming, a criação de ações no metaverso, de NFTs, infoprodutos, e demais produtos físicos e digitais.

IPO de influenciadores

Eventualmente, o objetivo da Mynd é chegar ao IPO dos creators. Segundo a executiva, ainda não há exemplos de IPO de influencaidores, mas há a possibilidade de trilhar um movimento de governança de carreira para, posteriormente, abrir o capital para investimento.

“O que existe, atualmente, é a governança do influenciador, com sistema contábil, regulatório, entre outros aspectos, para que eles tenham empresas que possam ir para o IPO ou que gerem interesse para abrir um IPO. Então, inicialmente, é feita uma governança nesse sentido para, posteriormente, abrir. Acredito que existem marcas de influenciadores que já possuem o IPO, mas, para o próprio influenciador, existem apenas conversas, como influenciadores da Itália e dos Estados Unidos que estão se preparando para criar”, explica.

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