Mídia

Havan critica Globo, mas defende patrocínio da Copa

Rede de varejo faz parte do grupo de cotistas da transmissão no veículo, mas reforça que “não compactua com o jornalismo da emissora”

i 12 de fevereiro de 2026 - 17h58

Havan Globo

(Crédito: Shutterstock)

Em janeiro, a TV Globo anunciou o grupo de patrocinadores que farão parte das transmissões da Copa do Mundo de 2026. Amazon, Ambev, Itaú, Superbet, Unilever e XP. O Zé Delivery será a marca do top de 5 segundos e, entre os cotistas de apoio, estão Coca-Cola, BetMGM e Havan.

A presença da rede nacional de varejo entre os cotistas de apoio do projeto da Copa do Mundo da Globo chamou a atenção pelo fato de o fundador e líder da Havan, o empresário Luciano Hang, ser conhecido por suas fortes críticas à Globo, sobretudo à cobertura jornalística da emissora, feita nas redes sociais.

Ainda assim, a Havan já anunciou na Globo algumas vezes. A empresa veiculou campanhas nos intervalos de atrações como o Fantástico e outros programas de entretenimento da casa. Contudo, a Havan nuncia havia comprado uma cota de um grande projeto esportivo, como a Copa do Mundo.

Esse movimento da Havan foi tema de uma reportagem da coluna F5, na Folha de S.Paulo, que dizia que, apesar das críticas ao jornalismo da casa, Luciano Hang havia autorizado o patrocínio ao projeto da Copa. A nota diz, ainda, que a marca poderia ter investido R$ 235 milhões no pacote, usando, como base para a informação, a tabela comercial do veículo.

O projeto comercial da Copa do Mundo da TV Globo, ao qual a reportagem de Meio & Mensagem também teve acesso, atribui o valor de R$ 265,471 milhões como o preço de cada uma das cotas de patrocínio principais do projeto. Nesse valor não estão contabilizados os eventuais descontos que podem ser concedidos nesse tipo de negociação.

Copa sim, jornalismo não

Assim que a reportagem foi publicada, nessa quarta-feira, 11, a Havan usou suas redes sociais para fazer um esclarecimento sobre o assunto. No post, a rede de varejo diz que a reportagem da Folha sobre o valor investido na Copa do Mundo “não condiz com a verdade”, mas afirma que decidiu, realmente, investir nas transmissões da competição de futebol na emissora.

Ainda assim, a rede varejista fez críticas ao jornalismo da Globo. “A Havan sempre foi transparente em suas posições. Há anos, a empresa não veicula publicidade nos telejornais nacionais da Rede Globo, por não compactuar com o jornalismo da emissora em nível nacional. E assim seguirá”, diz o texto.

“Por outro lado, a empresa confirma sua participação como patrocinadora da Copa do Mundo na emissora, por entender que o futebol é uma paixão nacional, mobiliza o país e une famílias. A Havan segue focada em seu crescimento e na geração de empregos em todo o Brasil”, seguiu a empresa.

Veja, abaixo, a íntega do comunicado da Havan sobre o patrocínio à Copa do Mundo na TV Globo: