Mídia

Os planos da XSports para a grade em 2026

Diretor comercial fala sobre desafios de entrante e como pretende impulsionar o esporte

i 10 de fevereiro de 2026 - 12h19

Premier League é um dos eventos exibidos pela XSports (Crédito: Ruslan-Lytvyn-shutterstock)

Premier League é um dos eventos exibidos pela XSports (Crédito: Ruslan-Lytvyn-Shutterstock)

Lançada em agosto do ano passado, a XSports marca nova empreitada do Grupo Kalunga nos investimentos em TV aberta.

Com programação que tem foco total em esportes, o objetivo do canal, na ocasião do lançamento, era ampliar a oferta esportiva na TV aberta.

Para isso, o grupo investiu em programação de evento ao vivo – que atrai grande parte dos fãs de esportes – e em contratações de peso no cenário da cobertura esportiva, com nomes como Mauro Beting, Milton Leite e Álvaro José.

Além disso, por meio de parceria de sublicenciamento com a ESPN, do Grupo Disney, a Xsports obteve os direitos para transmitir Premier League, LaLiga, Serie A da Itália, Liga Portugal, EFL Championship, Copa do Rei da Espanha e Copa da Alemanha.

Nesses pouco mais de cinco meses, a companhia enfrenta o desafio de entrar em um segmento que passa por mudanças drásticas na forma de consumo, com impulso do digital, em cenário mais do que competitivo.

De fato, os próximos passos são fidelizar o público e atair mais marcas para cocriar e impulsionar o ecossistema.

Thiago Garcia, diretor comercial da emissora, explica as movimentações da XSports no cenário esportivo.

Jornada da Xsports

Meio & Mensagem – A Xsports surgiu com a proposta de ampliar a oferta de esporte na TV aberta. Firmou parceria com o Grupo Disney e tem na grade diversos esportes e campeonatos. Como tem sido essa jornada?

Thiago Garcia – Tem sido um grande desafio. Este é um mercado que, em 27 anos, não recebia um player novo. É totalmente fechado e anunciantes e as agências estão acostumados a comprar com os mesmos canais e as mesmas métricas.

Temos o desafio de penetrar no mercado e fazer entender que somos uma TV aberta. Com essa fragmentação do conteúdo em várias plataformas, tudo é canal. Fazemos um trabalho para alcançar as pessoas, mas temos pouco mais de cinco meses ainda. Somos um bebê, praticamente, e estamos muito contentes com os resultados até aqui.

Alcançamos patamares que não esperávamos atingir tão rápido, como, por exemplo, ficar em terceiro lugar, à frente do SBT, por alguns minutos durante um jogo da Copinha.

Ainda, tem o feedback das pessoas. Temos que testar a programação, se o horário está bom, o que as pessoas acham.

De fato, fizemos pesquisa em alguns grupos com pessoas que não assistem a XSports, mas têm TV aberta, para descobrir como se formam, como chegam.

Ampliação da oferta

M&M – Além dos campeonatos que estão disponíveis na grade, que outros investimentos o canal tem feito para ampliar a oferta?

Garcia – Os eventos [ao vivo] são o principal conteúdo. Quando as pessoas querem assistir algo, querem ver o time, buscam onde for. O evento, de fato, traz mais audiência.

A TV aberta é uma plataforma de consumo coletivo e isso gera muito assunto. Temos espírito de startup, mudamos o horário, testamos a programação.

O lado ruim é que o ao vivo gera pouco comprometimento das pessoas, elas vêm apenas quanto tem evento.

Para solucionar isso, vamos começar, de forma comedida, a estrear programas de cobertura jornalística.

Assim, haverá um espaço onde vamos trazer os espectadores de forma recorrente.

Pacotes comerciais

M&M – Comercialmente, como o Xsports se posiciona? Tem pacotes comerciais? 

Garcia – Estamos falando de um ecossistema de compra de mercado totalmente fechado. Um trabalho de formiguinha. Temos muitas ações, mas meu consumidor é o mercado publicitário.

Fazemos uma construção desde o bom e velho bater na porta até relacionamento.

Estamos aumentando a área comercial e o grande desafio é fazer os executivos, especialmente os mídias das agências, entenderem que a TV aberta tem uma dimensão e somos a quinta maior cobertura de mídia no Brasil.

A nossa principal vocação, como novo player, é para projetos especiais porque os grandes anunciantes que compram espaços na CazéTV ou na Globo estão cobertos quando se trata de alcance.

Só que podemos oferecer algo que os outros não podem: pouco ou nenhum engessamento de grade.

Portanto, estamos abertos a construir com o anunciante.

Posso ir atrás de novos direitos, podemos criar outros formatos publicitários.

M&M – Como é possível desenvolver isso no digital?

Garcia – Tivemos um crescimento expressivo no YouTube em janeiro, com a Copinha.

De fato, isso acendeu uma ‘luzinha’ porque assim vamos trabalhando as plataformas.

Portanto, temos planos de colocar mais conteúdo no YouTube e fazer essas entregas comerciais.

Também estamos no Disney+ com um canal linear e temos planos de desenvolver um canal Fast.

Com isso, vemos a força que a TV tem e impulsionar isso nas mídias digitais. Estamos ativando esse ecossistema.