Hugh Forrest, CEO do SXSW Interactive, faz balanço do evento

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Opinião

Hugh Forrest, CEO do SXSW Interactive, faz balanço do evento

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5 de abril de 2016 - 10h17

Hugh Forrest é um texano simpático e acolhedor, que não foge, nem se esconde, das mais variadas abordagens das quais é alvo quando percorre os corredores de seu evento em Austin, o maior encontro de inovação, tecnologia e cultura digital do mundo.

Membro fundador do SXSW Interactive desde seu primeiro dia de vida, 30 anos atrás, Hugh conta que este ano estiveram lá 550 participantes do Brasil, o mesmo número de 2015. E provoca: “Independentemente de quantos brasileiros estarão lá assistindo as palestras ano que vem, gostaríamos de ter mais brasileiros em nossas apresentações no palco. Portanto, alerto que já a partir de 28 de junho, os interessados em palestrar no SXSW 2017 podem fazer suas inscrições”.

Hugh avalia que este ano sua pioneira iniciativa atingiu sua melhor performance: “2016 foi um marco para nossa história. Tivemos a presença do Presidente Barack Obama falando sobre o engajamento cívico das sociedades contemporâneas; Megan Smith abordando o tema das mulheres empreendedoras e Dirk Ahlborn comentando sobre o Hyperloop. A soma de tudo isso e tudo o mais que tivemos no evento este ano nos deixa pensar que fizemos talvez nosso trabalho mais inspirador até hoje. Inspiração, aliás, é a maior razão das pessoas virem até o SXSW”.

Megan Smith é a cabeça digital do Governo Obama. Dirk Ahlborn é chefe do projeto Hyperloop Transportation Technologies, idealizado pelo gênio-magnata Elon Musk, que prevê o desenvolvimento de um trem hiper-veloz involucrado dentro de um tubo, que atingirá 1.300 quilômetros por hora e terá capacidade para transportar 15 milhões de passageiros por ano.

Para Hugh, é esse tipo de “inspiração” que faz seu evento algo diferenciado.

“Tivemos 37.660 inscritos em 2016, nosso recorde até hoje, mas odeio essas estatísticas. Nosso evento nunca se propôs a bater recordes de quantidades, nosso foco é qualidade. E acho que conseguimos entregar mais qualidade este ano do que nos anteriores”.

Para buscar capturar a tendência de convergência das plataformas tecnológicas, cada vez mais integradas umas às outras, e também para exprimir a quebra de barreiras entre as atividades, em que disciplinas antes estanques agora mesclam-se umas às outras, o SXSW deste ano apresentou mais temas multi-festivais. Ou seja, num evento que soma três encontros diversos (cinema, música e interatividade), a tentativa foi trazer assuntos que englobassem os três: “Foi de fato nosso ano mais ambicioso nesse sentido. Percebemos que a conexão cross-industry que essas seções promovem são cada vez mais valiosas para a nossa audiência e avaliadas como as que mais atraem a atenção dos visitantes. Vamos seguir nesse caminho”, revela ele.

Para Hugh, os três blockbuster do SXSW 2016 foram:

  1. a) President Obama’s keynote conversation on Friday, March 11

  1. b) Andy Puddicombe’s closing keynote on Tuesday, March 15

c) Anthony Bourdain interview on Sunday, March 13 —

Sobre o destaque que o assunto Virtual Reality teve em 2016, Hugh considera-se até certo ponto surpreso: “Sim, a realidade aumentada estava obviamente em nosso radar, mas o sucesso do tema nos surpreendeu. Em 2017, vamos ter mais sobre VR nos nossos palcos”, prevê ele.

Hugh conta ainda que a curadoria dos temas a serem abordados é feita muito mais de forma intuitiva do que através de pesquisas e racionalidade (embora o evento faça pesquisas anuais com seus participantes). Cada trilha (um conjunto de temas e sub-temas agrupados) tem um líder e esse líder orienta as preferências do Festival. Muitas vezes é o viés pessoal de cada líder que pode determinar o destaque de um ou outro assunto que será abordado.

 

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