Campanha “Gente boa também mata” vai parar no Conar

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Campanha “Gente boa também mata” vai parar no Conar

Conselho irá julgar o teor da ação do Ministério dos Transportes

Bárbara Sacchitiello
11 de janeiro de 2017 - 12h19

GenteBoaMata

(Crédito: Reprodução)

Depois de gerar uma onda de críticas e de debates nas redes sociais – que motivaram até uma alteração em uma das peças – a campanha “Gente boa também mata”, criada pelo Ministério dos Transportes, será julgada pelo Conselho de Ética do Conar.

Nessa terça-feira, 10, o órgão abriu oficialmente um processo para avaliar a campanha após ter recebido três reclamações formais de consumidores que desaprovaram o tom da comunicação. A justificativa para as reclamações foi a associação de atitudes sociais positivas (como resgatar animais, plantar árvores e ser um bom alunos) com a ideia de assassinato.

Encomendada pela Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) a campanha teve sua segunda fase antecipada e começou a exibir novos filmes e peças ainda na semana passada. A proposta do Ministério é manter a comunicação no ar até o carnaval.

Apesar de as peças de mobiliário urbano da campanha terem sido o estopim da polêmica, o Conar irá julgar apenas o tom dos comerciais da ação, que foram o alvo das denúncias dos consumidores que procuraram o órgão. Além do anunciante (governo) também é alvo do processo a agência Link, que efetuou a compra de mídia para a veiculação dos comerciais. A Nova/sb, agência responsável pela criação do conceito, não foi incluída – até o momento – no processo aberto pelo Conselho.

A previsão é de que o julgamento da campanha seja realizado apenas em março. Até lá, a veiculação dos comerciais e das peças de mobiliário urbano continua liberada.

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  • Heverton Carvalho

    Só por que é mais direta e explícita ir para o Conar é um absurdo… Infelizmente a campanha fala a verdade, todos podemos ser pessoas boas, mas se fizermos algo errado como andar acima da velocidade, beber antes de dirigir ou qualquer coisa assim, podemos provocar um acidente e causar a morte de alguém, não quer dizer que foi de propósito, mas que teve irresponsabilidade com certeza. Sinceramente o falso moralismo da sociedade brasileira é um contra senso absurdo.