Experiências tomam lugar de presentes no Dia dos Pais

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Experiências tomam lugar de presentes no Dia dos Pais

Pesquisa da Omelete Inteligência mostram que necessidade de economizar associada ao apelo emocional das marcas devem propiciar uma data com mais carinho e menos gastos

Bárbara Sacchitiello
11 de agosto de 2017 - 8h39

Momentos com o filho são mais valorizados do que presentes na data (Crédito: Fotolia)

É comum que pais, ao receberem um presente ou surpresa, costumem exclamar que os filhos não precisavam ter se preocupado em efetuar tal compra. Embora tenha sido, por muito tempo, considerada como uma desculpa para não transparecer a expectativa em receber aquele presente, a expressão deve fazer sentido no Dia dos Pais deste ano.

De acordo com pesquisa realizada pela consultoria Omelete Inteligência, os momentos compartilhados com os filhos e a companhia ao longo do dia são mais valiosos para os pais do que um presente. A pesquisa ouviu 290 pais, de diferentes classes sociais e organizações familiares no mês de julho. A principal conclusão é de que a crise financeira que o Brasil atravessa abre espaço para um Dia dos Pais mais econômico, em que os pacotes de presentes podem ser substituídos por carinho e momentos agradáveis em família.

“Vemos diversos segmentos do mercado recriando sua comunicação e estratégia para atravessar esse momento de queda no consumo. As pessoas têm ficado mais em casa e evitado compras e gastos supérfluos. As datas comemorativas, como o Dia dos País, também são influenciadas por esse novo tipo de comportamento’, explica Ana Del Mar, CEO e fundadora da Omelete Inteligência.

Quando questionados sobre o quê gostariam de receber de presente de Dia dos Pais, a maioria dos homens deu como resposta itens mais atrelados à afetividade do que ao potencial da carteira. Para 41% dos pais, o melhor presente ainda é um gesto de carinho e para 38% dos entrevistados, até pode ser um presente, desde que seja feito pelo próprio filho. Na opinião de Ana, essa última resposta indica uma oportunidade para as marcas. “Essa questão do presente personalizado não significa algo que seja produzido pelos filhos, mas sim alguma coisa que tenha a ver com a história da família e que represente aquela relação. Pode ser até mesmo um item comprado em loja, com algum elemento adicional que personalize e que só poderia ter sido entregue por aquele filho”, sugere a CEO da empresa.

De maneira geral, a pesquisa avalia que o tom emocional que as marcas vêm incorporando em sua comunicação está, de fato, tendo efeito na relação de consumo das pessoas em datas comemorativas. “Antes, quando pensávamos em presentes de valor, tínhamos ideia de que tinha de ser coisas caras, carros, objetos valiosos, etc. Agora vivenciamos uma era de resgate à simplicidade e das relações humanas. As comunicações têm sido mais emotivas e apostando em conceitos que colocam sempre os relacionamentos acima das questões comerciais”, diz Ana.

3Esse resgate da emotividade também se reflete, segundo a profissional, em uma outra questão feita pela Omelete Inteligência, que questionou os pais a respeito do melhor presente que já receberam nessa data. “A resposta da maioria foi a de que o melhor presente de dia dos país foi o nascimento do filho. Alguns pais também apontaram como a melhor lembrança da data os dias em que adotaram seus filhos, o que traz a importância de as marcas, também, reverem os conceitos de famílias que, há tempos, está longe de ser formada somente por marido, mulher e crianças”, argumenta.

De acordo com a pesquisa, 83% dos pais declararam que o mais importante da data é passar o dia ao lado dos filhos. O palco da celebração deve ser o próprio lar: para 59% dos entrevistados, o Dia dos Pais será passado em casa e não em restaurantes ou outros ambientes externos.

Confira o gráfico com os dados da pesquisa feita pela Omelete Inteligência:

 

 

(Crédito: Omelete Inteligência)

 

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