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As dores de crescimento do mercado de influenciadores

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As dores de crescimento do mercado de influenciadores

Com o investimento cada vez maior de marcas em criadores digitais, desafio é encontrar métricas e modelos; tema será debatido no YoupixCon

Luiz Gustavo Pacete
25 de setembro de 2017 - 7h02

A co-fundadora do youPix, Bia Granja, que nesta segunda-feira, 25, realiza o YoupixCon, evento voltado aos criadores de conteúdo, prefere utilizar a palavra creators no lugar de influenciadores. Na visão dela, creators faz mais sentido em um processo de profissionalização deste mercado. De acordo com Bia, o atual momento dos produtores de conteúdo na internet, como negócio, é de desafio, justamente pela velocidade com que eles crescem e a quantidade de dinheiro que passaram a movimentar.

“Todos os envolvidos neste mercado vivem as dores de crescimento. Com cada vez mais dinheiro circulando neste meio e com a possibilidade de qualquer um produzir, ainda é difícil encontrar modelos de negócios, métricas e a melhor maneira de abordar as comunidades”, diz Bia Granja. Negócios, inclusive, será o mote principal do YoupixCon.

No ABA Mídia 2017, evento da Associação Brasileira de Anunciantes (ABA), realizado na semana passada, os maiores investidores em mídia do Brasil também discutiram a importância do olhar integrado ao ecossistema de criadores versus a relevância da TV.

Marcelo Salgado, gerente de mídias sociais do Bradesco, entende que as marcas vêm construindo formas de utilizar as métricas neste universo. De acordo com Salgado, em um ambiente onde a cocriação é fundamental, a métrica é algo também a ser construído. Ainda na visão do executivo do Bradesco, o processo pode ser bastante fértil, mas deve ser facilitado por fatores como a integração da área de social. “Adaptar a linguagem e criar segmentações para o conteúdo também pode ajudar, pois cada negócio tem DNA diferente e reage de forma singular no meio digital. ”

Rafael Dea Siqueira, diretor de produtos digitais da Globosat, destacou que o momento é um dos mais relevantes em termos de oportunidades de produção de conteúdo. Ele chamou a atenção para a responsabilidade que as marcas possuem neste cenário de influenciadores em ascensão. “São elas que devem saber se o influencer partilha de seus propósitos e estabelecer o relacionamento adequado, tendo em vista que qualquer ação precisa ser boa para a marca, para o produtor de conteúdo e a audiência dele”, afirmou.

A alta no consumo de vídeo e a segurança para as marcas

Os desafios da construção de métricas e de modelos que garantam um ambiente saudável são ainda maiores na medida em que cresce o consumo de vídeo.  Pesquisa recente da Provokers para Google e Meio & Mensagem mostrou que 87% dos usuários de internet no Brasil assistem TV conectados à web. O levantamento relacionou a importância que os dois ambientes, TV e internet, desempenham.

A pesquisa também identificou que as pessoas já assistem quantidades de tempo equivalentes na TV e na internet: 22,6 horas no formato tradicional e 15,4 horas na web. Do total, 84% usam um smartphone para assistir vídeos, e 57% preferem este tipo de aparelho para assistir vídeos. Entre aqueles que têm uma smartTV, 68% declaram assistir o YouTube neste device.

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