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Marcas voltam a boicotar o YouTube

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Marcas voltam a boicotar o YouTube

Anunciantes como HP, Mondelez e Mars retiraram anúncios da plataforma após exibição de conteúdo impróprio em vídeos direcionados a crianças

Luiz Gustavo Pacete
28 de novembro de 2017 - 13h16

O YouTube gerencia um novo boicote de anunciantes após notícias da BBC e do The Times apontarem que vídeos de marcas estariam aparecendo em conteúdo impróprio para o público infantil. Diante das denúncias, na semana passada, várias empresas, entre elas Mars, HP e Mondelez, pressionaram a plataforma para que revise novamente suas ferramentas de segurança.

Na semana retrasada, o YouTube já havia iniciado uma revisão de conteúdo considerado impróprio deixando as regras para a plataforma mais rígidas. Dezenas de canais tiveram vídeos excluídos. Segundo informações do The Guardian, fornecidas pelo Tubefilter, os canais que tiveram suas visualizações extraídas possuíam números de tráfego altos que passavam de 1,3 bilão de visualizações.

“Na última semana, encerramos mais de 50 canais e removemos milhares de vídeos sob estas diretrizes, e continuaremos trabalhando rapidamente para remover mais todos os dias. Também implementamos políticas para restringir a idade (apenas disponíveis para pessoas com mais de 18 anos e logadas) com personagens de entretenimento familiar, mas contendo temas maduros ou humor adulto”, escreveu Johanna Wright, vice-presidente de gerenciamento de produtos do YouTube, no blog da empresa.

Desde o início de novembro, a plataforma já vinha sendo cobrada também por conteúdo impróprio exibido no YouTube Kids, plataforma criada em 2015 especificamente focada no público infantil. Na ocasião, uma porta-voz da empresa veio a público afirmando que usava uma combinação de machine learning, algoritmos e denúncias da comunidade para determinar o conteúdo do aplicativo, bem como o que era exibido em anúncios.

Pressão do mercado

Em março deste ano, YouTube e Google vivenciaram um boicote de grandes proporções que começou no Reino Unido após a decisão da agência Havas de retirar toda a publicidade de seus clientes do Google e do YouTube. Na época, a plataforma foi acusada de permitir anúncios em sites extremistas e de cunho violento. Na ocasião, o Google veio a público anunciar novas diretrizes relacionadas à mídia programática.

Grandes marcas do Reino Unido, como a varejista Marks & Spencer, Argos, BBC, Domino’s Pizza, The Guardian, Hyundai, Royal Mail e Sainsburys, aderiram ao boicote.

Na época, Allan C Thygesen, presidente do Google para as Américas, falou com exclusividade ao Meio & Mensagem sobre o assunto. “Desapontamos grandes anunciantes no Reino Unido. Todas as medidas anteriores não estavam boas o suficiente e estamos anunciando novas ferramentas para aprimorar nosso sistema de segurança e permitir que os anunciantes estejam mais seguros ao veicular anúncios em nossas plataformas”, disse Allan.

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