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Os planos da GM para o futuro elétrico

Companhia pretende encerrar a produção de modelos a combustão em 2035

Carolina Huertas
10 de março de 2022 - 6h00

(Crédito: Shutterstock)

A General Motors promoveu em janeiro de 2021, a maior mudança em sua marca corporativa em 56 anos para destacar sua ofensiva na categoria de veículos elétricos. O visual repaginado apresenta as iniciais “gm” em letra minúscula em um tom azul-celeste com o “m” sublinhado e é a quinta vez que a montadora atualiza seu logo em 113 anos e a mudança mais agressiva desde 1964, tudo isso em prol de liderar o futuro da mobilidade.

Federico Wassermann, gerente de marketing da General Motors, contou ao Meio & Mensagem sobre esse processo de transformação da indústria e qual o papel do marketing nesse momento de ressignificação e busca por liderança.

Federico Wassermann, gerente de marketing da General Motors (Crédito: Divulgação)

Meio & Mensagem – Qual é o papel da GM no caminho para o futuro elétrico?  

Federico Wassermann – A indústria automotiva está passando hoje por uma das maiores transformações dos últimos mais de cem anos de história. A mobilidade está vivendo um processo de disrupção superimportante rumo ao futuro elétrico, autônomo, conectado e compartilhado, esses são os grandes movimentos que tem acontecido na indústria. Recentemente, nós anunciamos que estamos, como GM, iniciando uma jornada de abandonar o fato de ser tradicionalmente uma empresa fabricante para se tornar um algo muito maior do que isso: uma plataforma de inovação, oferecendo ao mercado soluções de hardware e soluções de software que vão melhorar a experiência diária do usuário, incluindo todos nessa jornada para um futuro totalmente elétrico. 

Um dos principais nortes da mobilidade do futuro é a mudança da matriz energética, onde deixamos os veículos a combustão. Nós estamos começando um grande caminho de mudança, migrando combustível fósseis para eletricidade e era necessário abraçar e conduzir a indústria para esse futuro totalmente elétrico pelo porte da GM  e porque nossa marca reflete muito desses valores.  

Propósito é uma coisa fundamental pra ligar o que está acontecendo no mundo com a verdade como a companhia.  Queremos ser pioneiros das inovações que movem e conectam nossos clientes com o que realmente importa para eles. Estamos nos propondo a isso com o desenvolvimento de tecnologias mais seguras, limpas e que facilitem a mobilidade.  

M&M – Qual é a importância do rebranding no caminho para o futuro elétrico?  

Wassermann  – Começamos movimentos importantes da GM apontando para o futuro nesse momento de disrupção dentro do que é a indústria automobilística. A mudança da marca corporativa acompanha esse processo de evolução e se reflete naturalmente identidade da marca para entregar toda essa visão que a companhia prevê de um mundo zero acidente, zero emissão e zero acidente, essa é a grande visão corporativa da companhia transversalmente e globalmente, para todas as marcas e todos os países que a companhia coopera. 

Para alcançar o 000 muita coisa já começou nessa jornada de evolução. As tecnologias, políticas, projetos e iniciativas que nós desenvolvemos como companhia e que nós aplicamos são voltadas para a conscientização desse futuro. E isso começa muito antes do rebranding, o que é um ponto superimportante e diria que esse é um dos pontos chaves.

E esse movimento da companhia começa muito antes e é simplesmente traduzido nesse rebranding. Nós acreditamos que uma mudança de marca é algo que deve ser atrelado a uma mudança de estratégia, eu até queria maior que uma estratégia, tem que ser uma grande mudança, seja corporativa, de estratégia ou até mesmo de produto. Quando nós vamos a público, mudamos a nossa cara, o nosso logo e marcamos o ponto de inflexão, onde você teve todo um caminho antes e ainda tem toda uma jornada pela frente. 

E foi nesse momento do ano passado que começamos a lançar essa nova marca, um novo tagline corporativo, que é o EVerybody in, sendo o “EV” em caixa alta por conta do electric vehicles, o que está traduzindo um movimento muito maior da companhia. Naquele momento já era necessário refletir nossa visão dos nossos portões para fora e essa marca corporativa é essencial para sinalizar para o mercado, os consumidores e os stakeholders essa transformação. Nós começamos a fazer essa grande movimentação em um momento em que a mobilidade tem sido rediscutida. 

M&M – O que essa busca pelo futuro elétrico desencadeia?  

Wassermann  – A nova marca da GM é calçada em uma série de compromissos globais que a corporação faz para atingirmos um futuro 100% elétrico. Podemos citar, por exemplo, investimentos de 35 bilhões de dólares globalmente até 2025 para o desenvolvimento de novos produtos e tecnologias elétricas e autônomas, com o lançamento de mais de 30 modelos elétricos até 2025. Nossa meta é encerrar a produção de modelos a combustão em 2035 . Então, em 2035 nós não produzimos mais modelos a combustão interna, além de uma neutralidade carbono até 2040, essa é uma visão. Essas movimentações corporativas endossam esse marketing revisitado, elas acenam para esse mercado com maior conexão com as tendências de mobilidade e e os rumos da companhia.  

Do ponto de vista de negócio, já estamos sendo valorizados por investidores e essa de alguma maneira é uma métrica superimportante.  Do ponto de imagem pretendemos posicionar a GM para ser muito mais do que uma montadora, ela é uma empresa de inovação, plataformas, de mobilidade e isso vai descendo para todo ecossistema de marcas da corporação.  

M&M – Quais os desafios desse novo momento?

Wassermann  – O porte do desafio é exatamente do mesmo tamanho da oportunidade, ambos são gigantes. Desde o ponto de inflexão como mundo até o ponto como indústria que nós estamos inseridos tradicionalmente, até pelo porte da GM corporativamente, uma multinacional líder nos mercados em que está presente.

O objetivo aqui é liderar e fazer parte dessa grande mudança, tanto da indústria, mas algo maior do que isso, liderar essa grande mudança onde a mobilidade é algo fundamental para as pessoas. Sentimos que estamos exatamente no meio de furação e é uma oportunidade como nunca de liderar esse movimento.  

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