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TV conectada gera oportunidades para as marcas

Guilherme Kapos, da Adjust, detalha de que forma marcas e consumidores têm interagido com a publicidade por meio da CTV

Valeria Contado
12 de abril de 2022 - 6h03

“A publicidade na televisão já é multicanal e as marcas que conseguirem se manter atualizadas sobre essa tendência, irão garantir seu espaço”, diz Guilherme Kapos, diretor de vendas da Adjust na América Latina (Crédito: Andrey Popov/Shutterstock)

Com a evolução da tecnologia e o aumento dos pontos de contato com os consumidores, as marcas buscam soluções e oportunidades para se conectar com o seu target, e uma dessas gamas é a TV conectada (CTV, na sigla em inglês). O diretor de vendas da Adjust, Guilherme Kapos, aponta que, em 2020, o mercado global desse tipo de mídia era de US$ 166,33 bilhões e que, até 2028, deve chegar a US$ 289,03 bilhões. O executivo diz, ainda, que os espectadores se envolveram massivamente com a CTV, durante o último ano. O dado é comprovado por pesquisa realizada pela Smartclip, que avaliou que aproximadamente 89% dos entrevistados já utilizam TV conectada no Brasil.

Meio & Mensagem – Quais são as principais oportunidades que a publicidade mobile e a TV conectada geram para as marcas?
Guilherme Kapos – Há uma vantagem para os profissionais de marketing móvel, pois já estão acostumados com o cenário programático e não podem comprar inventário linear de TV, mas podem comprar a maioria dos inventários CTV programaticamente. Além disso, existe a possibilidade de parceria com empresas que integrem todos os principais fornecedores de inventário e possam fornecer dados contextuais de alta qualidade, como a TV Scientific. Essas empresas também podem ajudar a implementar uma estratégia de segmentação entre dispositivos.
Por fim, a publicidade na TV nunca foi mensurável (apesar do alto custo envolvido), mas com o surgimento da CTV, está se tornando cada vez mais graças aos esforços dos MMPs.

M&M – Quais são as principais tendências para esse mercado?
Kapos –A TV conectada (CTV) está crescendo rapidamente, impulsionada pela crescente adoção de TVs inteligentes, dispositivos de streaming e, até certo ponto, consoles de jogos. Com o surgimento do CTV, a publicidade na TV pode ser uma parte muito mais integrante de uma estratégia de aquisição de usuários e o CTV é a TV das gerações mais jovens e mesmo para as mais velhas, a CTV está substituindo a TV linear, o que significa que você perderá audiência se fizer apenas TV linear. Uma grande tendência é a crescente mudança para vídeo baseado em publicidade sob demanda (AVOD).

M&M – E como isso se torna aparente no mercado brasileiro?
Kapos – A maioria da população brasileira já vê valor em ter um CTV. Um número cada vez maior de pessoas, principalmente os jovens, assistirá à TV exclusivamente pela internet. A conectividade com a Internet abre a TV para infinitas inovações em termos de experiência, formatos e interatividade. A mesma coisa vale para os anunciantes mobile. A CTV vai oferecer oportunidades de comercializar seus aplicativos de uma forma que vai muito além do que eles se acostumaram durante a última década.

M&M- Como é a inserção desses formatos na rotina de um consumidor?
Kapos – Segundo a pesquisa Magnite proprietary research, “CTV: The Future Forward”, 91% dos brasileiros usam um serviço de streaming pelo menos uma vez por semana e 75% usam diariamente. Além disso, 63% do tempo de visualização é gasto em streaming e 78% assistem mais streaming agora em relação há um ano. Outros dados levantados pela IAB Brasil chamam a atenção: o público de streaming é muito menos distraído do que linear; e 64% dos brasileiros preferem conteúdo internacional por alguns motivos que envolvem a falta de conteúdo produzido localmente; a vontade de aprender sobre outras culturas; ou a necessidade de aperfeiçoar as habilidades com outras línguas.

M&M- O que se pode esperar para o futuro desse tipo de publicidade?

Kapos – No Brasil, já é possível anunciar em TVs conectadas segmentando em duas categorias principais: pela marca do aparelho (Samsung, Philips, AOC, etc); e pelos apps instalados nesses aparelhos de SmarTVs (YouTube, Roku Channel, Dailymotion, etc). O formato de publicidade programática se expandiu para muito além do desktop e mobile. O consumo de internet através da TV não para de crescer no Brasil. A publicidade na televisão já é multicanal e as marcas que conseguirem se manter atualizadas sobre essa tendência, irão garantir seu espaço nesse mercado cada vez mais acirrado, afinal, as pessoas não deixarão de assistir televisão, pelo contrário, a audiência crescerá cada vez mais graças a digitalização da TV.

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