7 coletivos de mulheres que têm mudado o mercado de trabalho

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7 coletivos de mulheres que têm mudado o mercado de trabalho

Em meio à desigualdade de gênero em diferentes setores, profissionais se organizam em coletivos para promover iniciativas de networking, conscientização e capacitação

Karina Balan Julio
6 de março de 2020 - 19h07

No final de 2018, o Fórum Econômico Mundial divulgou um relatório que mapeia a distância entre mulheres e homens em diferentes áreas, incluindo o mercado de trabalho.  Segundo o estudo, se o mundo e a sociedade seguirem caminhando no ritmo atual, mulheres só conseguirão alcançar as mesmas oportunidades de cargos, salários e colocações que os homens daqui a 257 anos.

Para tentar acelerar as mudanças no mercado de trabalho, mulheres de diferentes segmentos têm se organizado em coletivos e grupos para reinvindicar maior representatividade em cargos de destaque e melhores oportunidades de crescimento em suas carreiras. Sejam empreendedoras, líderes do varejo, criativas, cineastas ou desenvolvedoras de tecnologia, esses coletivos têm ajudado a gerar redes de apoio e oportunidades de networking às profissionais. Abaixo, você confere alguns dos grupos com esse tipo de atuação.

Mulheres do Varejo

O Mulheres do Varejo começou informalmente em 2018, através de um grupo no WhatsApp, criado por Vanessa Sandrini, hoje CEO do Grupo Rondelli, e Fatima Merlin, CEO da consultoria Connect Shopper. Inicialmente, servia como um espaço de networking e discussões sobre a carreira no varejo, mas hoje se tornou um instituto com eventos próprios e cursos com o objetivo de alavancar e conectar mulheres da área. “Homens se reúnem e confraternizam mais, e como estão mais próximos, as conexões e movimentações do mercado acabam acontecendo entre eles. Queremos promover a conexão entre mulheres e dar visibilidade para que alcancem novas posições”, diz Vanessa. O grupo conta com mais de 300 participantes.

 

Mulheres do Varejo. (crédito: Arthur Nobre)

Rede Mulher Empreendedora (RME)

A Rede Mulher Empreendedora nasceu da iniciativa da empresária Ana Fontes, que em meados de 2008 começou a promover cafés entre empreendedoras e criou uma página no Facebook para troca de experiências sobre negócios entre mulheres. “O movimento de mulheres empreendedoras é muito recente, então, elas carregam muitos medos e questões de autoconfiança”, diz Ana. A rede cresceu e hoje alcança mais de 150 mil mulheres pelo Brasil, prestando consultoria para empresas e oferecendo serviços gratuitos a empreendedoras, como cursos e eventos. A rede tem cerca de 700 voluntárias e uma aceleradora de negócios própria.

 

Rede Mulher Empreendedora. (crédito: Arthur Nobre)

More Grls

A plataforma visa conectar e impulsionar o trabalho de criativas no mercado de comunicação. Com 3,6 mil profissionais cadastradas, o More Grls criou um banco de dados no qual as criativas podem exibir seu portfólio, descrever suas experiências profissionais e ser encontradas por empresas que buscam talentos. “Nosso core business está em dar visibilidade para essas profissionais, fazendo com que o mercado as conheça”, comenta Laura Florence, uma das fundadoras do movimento e diretora executiva de criação da Havas Health. Em 2020, o More Grls vai lançar um manual com diretrizes de equidade para o mercado. 

 

More Grls. (crédito: divulgação)

Indique uma Preta

A plataforma Indique uma Preta nasceu como um grupo no Facebook, onde profissionais negras compartilham vagas e trocam dicas sobre carreira. Liderado pelas comunicadoras Amanda Abreu, Daniele Mattos e Verônica Dudiman, o grupo passou a fazer encontros mensais sobre empregabilidade, trazendo profissionais de diferentes áreas para conversar sobre temas que vão de autoestima à marketing pessoal. Com uma rede de cerca de 5 mil mulheres, o coletivo serve como uma rede de apoio para mulheres negras. “A partir do momento em que há uma pessoa parecida com você em um espaço, é muito mais fácil se sentir motivada para crescer profissionalmente”, analisa Amanda. A iniciativa está se consolidando como uma consultoria de comunicação e conscientização para empresas, e o trio já realizou projetos com empresas como Spotify, Facebook e Spray Media.

 

Indique uma Preta. (crédito: Arthur Nobre)

Free The Work

Derivado do coletivo Free The Bid, nascido nos Estados Unidos e importado para o Brasil em 2017, o Free The Work quer dar visibilidade para mulheres diretoras, roteiristas, diretoras de fotografia, editoras e outras funções do audiovisual publicitário. “A gente costuma dizer que a mulher que é diretora de filme tem um vale em que ela consegue atuar: ou ela dirige comerciais de absorventes ou de produtos de beleza, como shampoos e sabonetes”, comenta Mariana Youssef, diretora da Paranoid e uma das líderes do Free The Work. O projeto conta com uma plataforma de cadastro de profissionais, organiza encontros e pesquisas sobre a presença de mulheres no segmento.

 

Coletivo Free The Work. (crédito: divulgação)

WoMakersCode

Insatisfeita com a baixa presença de mulheres no mercado de tecnologia, a desenvolvedora Cynthia Zanone criou um grupo de estudos para mulheres enquanto cursava a faculdade, em 2014. O projeto começou com pequenos workshops e foi crescendo até se tornar oficialmente o WoMakersCode em 2016. O grupo, mantido por voluntárias, promove oficinas e cursos para mulheres abordando habilidades técnicas e soft skills, além de ter parcerias de recrutamento com empresas como Microsoft, Accenture e Movile. “Nosso foco é dar meios para que mulheres possam se capacitar em programação e ao mesmo tempo pensar em questões como personal branding, construção de currículo online e liderança”, explica Cynthia.

 

WoMakersCode. (crédito: Arthur Nobre)

Mulheres Investidoras Anjo

Mulheres representam apenas 12% dos investidores-anjo do Brasil. O grupo MIA (Mulheres Investidoras Anjo) busca incluir mais mulheres nas rodas de investimento – e assim ajudar a fomentar investimentos em negócios comandados por mulheres. Fundado pela investidora Maria Rita Spina Bueno, junto às empresárias Ana Fontes e Camila Farani, o grupo quer desmistificar o processo de investimento e conectar potenciais investidoras a empreendedores e fundos de investimento. “Mulheres ainda se voltam pouco para o mundo dos investimento”, conta Maria Rita. Ela estima que o MIA já tenha impactado, pelo menos, 2 mil mulheres.

 

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